16 de abril de 2014 às 8:01
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NASA descobre planeta da "Guerra das Estrelas" (vídeo)

Tem dois sóis, chama-se Kepler-16b e localiza-se a cerca de 200 anos-luz da Terra. Os astrónomos excluem a possibilidade de ter vida.
Lusa
O Kepler-16b orbita os dois sóis em 229 dias O Kepler-16b orbita os dois sóis em 229 dias

Astrónomos norte-americanos da NASA descobriram um planeta com dois sóis, como o do filme "A Guerra das Estrelas" , divulgou hoje a revista "Science" , citada pela agência AFP.

Este exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) que gira em torno de dois sóis foi chamado de Kepler-16b e localiza-se a cerca de 200 anos-luz da Terra (um ano-luz equivale a 9,5 mil milhões de quilómetros).

Até hoje, um planeta como este apenas existia no universo da saga de filmes "A Guerra das Estrelas", com o planeta Tatooine, coberto de desertos e povoado de espécies indígenas como os 'homens das areias'.

Kepler-16b é frio e gasoso


Mas, ao contrário do Tatooine, o Kepler-16b é frio e gasoso, pelo que os astrónomos excluem a possibilidade de existir nele vida.

O Kepler-16b tem uma massa de quase um terço da de Júpiter e um raio correspondente a 75 por cento deste planeta, o maior do Sistema Solar. O exoplaneta possui uma dimensão e uma massa semelhantes a Saturno e orbita os dois sóis em 229 dias, a uma distância média de 104,6 milhões de quilómetros.

Os dois sóis são estrelas mais pequenas e quentes do que o Sol, o que faz com que a temperatura do Kepler-16b seja à superfície entre 73 e 101 graus negativos.


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Correcção: "Um ano-luz equivale a..."????

Diz a notícia que "um ano-luz equivale a 9,5 mil milhões de quilómetros".

ERRADO!

9,5 mil milhões = 9.500.000.000

Um ano-luz é igual a 31.536.000 (segundos) X 300.000 (quilómetros).

Assim, um ano-luz é igual a 9.460.800.000.000 quilómetros.

Ou seja, um ano-luz é, na verdade, cerca de MIL vezes maior do que o indicado nesta notícia.
Re: Correcção: Ver comentário
Re: Correcção: Ver comentário
NASA descobre planeta da guerra das estrelas
Uma descoberta muito interessante e imagino o gozo e alegria que devia ter dado quando da sua descoberta.
'Nasa descobre planeta da Guerra das Estrelas
Há um facto crucial que esta notícia falha em revelar: qual a distância entre as duas estrelas neste sistema binário e como se compara esta com a distância de Kepler-16b com elas?

Isto é crucial para se perceber se devo ficar espantado ou apenas satisfeito. É que enquanto sistemas a dois corpos, que se podem aproximar a dois corpos, têm soluções analíticas para as trajetórias, elipses, sistemas a 3 corpos não têm e são inerentemente instáveis, a não ser em casos especiais. Construam um simulador (como uma vez fiz num Spectrum) e verão um dos corpos a sair de vez em quando disparado. Isto decorre da interação entre os 3 que pode eventualmente acelerar um deles para lá da velocidade de escape do sistema ("slingshot").

Felizmente, o resumo do artigo inclui o "ano" da estrela menor, cerca de 41 dias, que combinado com o ano do planeta, 229, dá aí uns 3.2 vezes de distância (em rigor, devia ter usado a massa reduzida em algum sitio mas não tive paciência para isso... talvez por isso a wikipedia fale em metade de 7, como vim a descobrir depois). Esta desproporção de distâncias torna credível a existência do planeta, que veria as duas estrelas, quase, quase como se fosse um único corpo. Como disse antes, fui à wikipédia e de acordo com esta, a distância mínima que se achava razoável para existir tal planeta, para estas massas, era 7 vezes mais. Logo, é de facto motivo de espanto. Talvez o facto de ser um sistema com metade da idade do nosso, explique a coisa.
Uma notícia interessante,
muito embora para um curioso, como é o meu caso, isso pareça pouco. É, que, o Universo deve ser imenso, embora com algum limite, está além daquilo que podemos imaginar. Uma fantasia, como Guerra nas Estrelas, antecipou esta recente realidade. E, depois, alguns dizem que o impossível sempre será um impossível, diante das leis físicas e matemáticas que conhecemos. Parece que, ao longo do tempo e do avanço da tecnologia, vamos abrindo um horizonte elástico e que, às vezes, embaralha as certezas científicas que temos por verdade. Por isso, nos conhecimentos antigos do Oriente, há quem diga que a verdade tem prazo de validade ou, só vale enquanto for útil. Rio Grande
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