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Narcotráfico no México já fez 50 mil mortos

Desde 2006, milhares de pessoas foram mortas na guerra cruzada dos cartéis da droga do México e a ofensiva do Estado contra o narcotráfico. Um números muito próximo ao de baixas que os EUA sofreram em 16 anos de guerra no Vietname. 
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Fotografias de desaparecidos fixadas à porta da morgue em Acapulco, a segundo cidade mais violenta do México, depois de Juarez
Fotografias de desaparecidos fixadas à porta da morgue em Acapulco, a segundo cidade mais violenta do México, depois de Juarez / Getty Images

Em seis anos, mais de 50 mil pessoas (55 mil, segundo dados  não oficiais) foram assassinadas de forma cruel no México, vítimas da guerra envolvendo o narcotráfico. Até 30 de setembro do ano passado, eram já 47.515 os homicídios contabilizados, segundo dados divulgados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontavam para 27 mortes por dia, 819 por mês e 9830 por ano.

Os números estão contabilizados a partir de 2006, ano em que o Presidente mexicano, Felipe Calderón (PAN), declarou guerra ao narcotráfico. Desde então, os traficantes têm respondido com violência, procuram impedir as investigações, fazem ameaças e tentam calar a imprensa.

É uma guerra sem precedentes, o que levou o senador  Francisco Labastida Ochoa(PRI, um dos dois partidos da oposição) a afirmar no início deste ano, após a divulgação do balanço de vítimas da guerra contra o narcotráfico, que "quando o mandato de Felipe Calderón chegar ao fim, o país vai contar com um número de vítimas superior às baixas (58.000) que os EUA tiveram na Guerra do Vietname".

80 jornalistas assassinados


É também uma guerra contra a liberdade de imprensa,  e que tem tirado a vida de de muitos jornalistas. Desde 2000, foram mortos 80 jornalistas  mexicanos.

Nos últimos 15 dias, a sede de um jornal sofreu um atentado com tiros e explosivos, tendo cinco jornalistas sido assassinados. Por medo, alguns jornais suspenderam, por tempo indeterminado, a publicação de qualquer notícia sobre a violência no México.

As forças do Governo - Exército e Polícia - estão nas ruas mas não conseguem acabar com a  violência por parte dos cartéis, que controlam pelo menos 71% dos municípios mexicanos. No passado domingo, as autoridades de Monterrey, no Estado de Nuevo León, encontraram 49 corpos decapitados.

Além disso, o México tem inimigos dentro do próprio Governo. Na passada quarta-feira, o ex-subsecretário da Defesa Nacional, o general Tomás Dauahare,  antigo número dois das Forças Armadas Mexicanas, foi detido por suspeita de ligação ao narcotráfico. Suspeita idêntica levou também para a prisão outro general, Roberto Gonzalez, que comandava uma unidade de elite do Exército.

Por tudo isso, os partidos de oposição (PRI e PRD) afirmam que a violência que assola o México é a prova o fracasso da política de segurança implementada pelo chefe de Estado.

Em novembro do ano passado, a ONG Human Right Watch denunciou que a justiça mexicana é praticamente incapaz de investigar e prender os responsáveis, e em apenas "uma fração desses casos foram iniciadas investigações".  O ano de 2011 terminou com um morto a casa meia hora, milhares de detenções e poucas sentenças.

E é num país em guerra, praticamente controlado pelo narcotráfico e onde a imprensa está acossada, que os mexicanos vão às urnas no dia 1 de julho  para escolher o novo Presidente e parlamentares.


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Mexico
Cheguei ha ano e meio ao distrito federal e posso dizer que este pais e uma mina de ouro para quem venha aq fazer negocio. E nem quero maginar o que seria esta econmia livre desses criminosos. Apoio a guerra. Contra estes animais, so com o uso da forca se consegue diminuir o fenomeno. Em algumas cidades, com juarez, monterrey ou saltillo ja se ve alguma melhoria mas outras infelizmente pioraram. Os grandes responsaveis sao os governanes do pri, o ps ca do sitio que levou o pais a bancarrota nos 90s e nos estados onde governam, nao aplicam as medidas do govern central. Estao totalmente vendidos aos criminosos. O pior e que apos 12 estes senhores arriscam se a voltar ao poder... Controam os media, forjam sondagens, etc... Se tudo correr pelo melhor em 2020 ja seremos a setima economia mundial
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Edição Diária 17.Abr.2014

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