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Não pagar é legítimo

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Dois terços dos estudantes a viver nas residências universitárias da Universidade do Algarve, têm rendas em atraso. A dívida já ultrapassa os 30 mil euros. A maioria desses alunos, 221, é constituída por bolseiros. É a situação mais grave a nível nacional.

Não conhecemos os jovens. Vivemos tempos em que os números contam tudo e as pessoas nada. Sabemos que o número de alunos cresceu exponencialmente nas universidades após Abril numa caminhada, muito atrasada, para níveis que os países desenvolvidos europeus tinham atingido há muito.

Nestes dias, em Portugal assistimos a recordes de abandono no ensino superior e até, o inadmissível, situações de fome entre a população estudantil.

Não sabemos se, pelo buraco do estômago destes desvalidos, passam umas imperiais ou uns "shots", ou se falta algum trocado para carregar o telemóvel. Situações que podem acontecer até porque, não raro, um estudante é fisiologicamente mais propenso  a sentir mais a sede do que a fome.

Mas não é fantasia que a brutal política de austeridade tem despachado muitas famílias para o desemprego, que a classe média vai minguando à força toda, e que a ambição suprema da governação continua a ser engordar parceiros público-privados e emagrecer governados.

Um exército de proletários desempregados, e sem direito a subsídio, é quase o paraíso para o equilíbrio orçamental. Com um ou outro pequeno senão. Não entra IRS, nem IVA para os cofres do Estado, com o consumo em queda vertiginosa. As receitas do Estado, que o iluminado e sensível Gaspar acreditava que crescessem com o aumento dos impostos, das portagens, etc., estão a mirrar e a meta sagrada do défice é uma miragem. 

Cada vez mais famílias não conseguem suportar os custos de um filho na universidade. A maior parte das câmaras municipais, que levam uma eternidade para pagar a fornecedores, vão eximir-se à atribuição de bolsas de estudo. Como muitos institutos públicos ou privados, já o fazem.

Assistimos à cupidez do Estado a sacar impiedosamente o que pode e o que não deve. E a pagar tarde e, quando o faz, o muito que deve a particulares, advogados em defesas oficiosas obrigatórias, a empresas. E a passar a mensagem indecorosa: não pagar é legítimo.

Os estudantes algarvios porque não querem, não têm, ou não podem, conquistaram um direito que se está a tornar universal na sociedade portuguesa - ficar a dever. Irão continuar a ter sucesso até ao desalojamento compulsivo ou ao abandono escolar.

Mas haverá sempre um ou outro país, distante, a piscar o olho a um emigrante sem qualificações.


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Aos filhos da nossa classe pulhitica não falta nada...

Como os financiamentos partidários não são sopurtados pelo estado (nem são transparentes...) essa (des...)classe deixou há muito de responder perante os eleitores. Preferem vender-se á grande finança.

Mas, apesar de pagar muito melhor que os eleitores, essa finança, de democrático não tem nada...

Nao pagar e legitimo
infelismente foi preciso matar toda a classe,aniquilar as passoas da inicativa privada , fechar o comercio tradicional.as empresas familiares etc e agora acabar com o futuro destes alunos.....
Portugal estava atrasado 50 anos e vai ficar atrasado uns cem......
estes governantes e os outros que se foram mas que ja abana o rabinho ao poder ,vao ficar a sos e chorando,pois vao governar quem?
Constatar!
Por tudo que aqui se diz,não há nada que não seja uma realidade.Em quase todos os jornalistas ou comentadores que por este jornal desabafam as suas màgoas e criticas todos tem algo em comum,que é a falta de sugestões para solucionar os problemas.A tarefa parece não ser fácil,mas não é impossivél.E que tal começar pelo gang que governa o pais e substituir por gente que nunca governou ou se governou.Se não forem 100% honestos,que seja pelo menos os menos desonestos.
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Edição Diária 17.Abr.2014

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