20 de abril de 2014 às 9:22
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"Não há forma de vencer crise sem problemas sociais"

Passos Coelho e Paulo Portas avaliaram de forma "globalmente positiva" - tal "como os nossos credores externos" - o primeiro ano de Governo, mas o primeiro-ministro lançou um aviso: "Não há forma de vencer crise sem problemas sociais ou restrições".
Lusa
Passos Coelho e Paulo Portas falaram sobre o primeiro ano do Governo Manuel de Almeida/Lusa Passos Coelho e Paulo Portas falaram sobre o primeiro ano do Governo

O primeiro-ministro defendeu hoje que "não há forma de vencer uma crise" sem "problemas sociais ou políticas restritivas", mas que Portugal está "bem mais próximo de ultrapassar" o estado de "emergência" do que há um ano.

As palavras do chefe do Governo foram proferidas no final do Conselho de Ministros informal para avaliar o primeiro ano de mandato, que decorreu hoje à tarde no Palácio da Ajuda, numa declaração conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros sem direito a perguntas dos jornalistas.

"Se nuns aspetos as coisas correram melhor do que previsto e noutros aspetos pior, isso não significa que não estejamos a caminhar na direção certa e de que os resultados não sejam globalmente positivos, como é importante que aconteça e como os nossos credores externos têm reconhecido regularmente", considerou Passos.

O primeiro-ministro apontou "a maioria parlamentar estável e coesa" que apoia o Governo como "uma garantia sólida" de que as orientações serão "prosseguidas sem perda de rumo e sem percalços políticos que fragilizariam as condições de execução do ajustamento económico e a imagem externa do país", enaltecendo os acordos assinados com parceiros sociais e autarquias.

Desemprego é "uma chaga social"


Pedro Passos Coelho reconheceu no entanto que nem tudo tem decorrido "como programado ou do modo esperado" e que o desemprego é neste momento em Portugal "uma chaga social" que "deve inquietar" o Governo e por isso exigir "ação e programas adequados".

O primeiro-ministro advertiu ainda que a crise portuguesa "eclodiu por causa de uma dívida e de um défice que se tinham tornado exorbitantes" e que não se pode "confundir os sintomas da crise, como o desemprego, com as políticas de ajustamento que atacam e combatem as causas da crise".

"Que fique claro, por mais duro que seja, e é uma realidade bastante dura, não há em parte nenhuma do mundo forma de vencer uma crise económica associada a défices excessivos e a dívidas insustentáveis sem problemas sociais ou sem políticas restritivas. Se houvesse, não existiria Governo nenhum que não poupasse os seus cidadãos às dificuldades das crises e, no limite, todas as crises seriam evitadas com políticas de estímulo à economia e ao gasto público", afirmou.

Para o primeiro-ministro, "a emergência económica, financeira e social não está vencida mas está hoje bem mais próxima de ser ultrapassada". "Vencer esta crise implica corrigir os défices acumulados ao longo de demasiados anos, como estamos a fazer, mas só venceremos duradouramente a emergência nacional e a profunda crise se transformarmos profundamente os alicerces da estrutura económica, só issopermitirá trilhar um caminho de crescimento sustentável, que traga mais emprego e mais rendimento", advogou.


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Resolver a crise como estes ultra liberais estão a
fazer qualquer merceeiro o fazia, ainda por cima à custa dos mais pobres...mas para além disso mostram que para além de mentirosos são incompetentes. Aumentam os impostos na prespectiva de aumentar as receitas, mas acontece precisamente o contrário....
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haja esperança Ver comentário
Omitem
Que esta crise foi provocada por políticos criminosos e corruptos e que ainda se encontram em liberdade, pois isto não pode ser uma democracia enquanto se mantiver esta situação, e verdade é que os políticos neste país não sabem verdadeiramente o que é a crise, mas sim o povo a passar fome e a perder algo que lhe custou muito a obter.
Só os políticos? Ver comentário
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Ó Passos, andas-te a «passar»? Queres uma «passa»? Ver comentário
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HAVIA COM PROBLEMAS NAS CONTAS DOS POLITICOS Ver comentário
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Com o andar da carruagem isto só lá vai
á PORRADA.
Vem aí mais austeridade.
Preparem-se , pagarão os mesmos de sempre.
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'Não há forma de vencer crise sem problemas sociai
É uma pena que não tivessem sido igualmente pedagógicos antes de terem ido para o governo, quando toda a surpresa infeliz era uma prova de incompetência, e todas as medidas eram simultaneamente de mais e de menos. Ter-se-ia poupado muitos milhões, perdidos na instabilidade política e descidas de rating abaixo do que devia.

Hoje o discurso já é mais "nem tudo corre como esperado" e "todas as correções de rumo implicam sacrifícios e convulsão social". Vantagens de se jogar em equipa: esta maioria nunca disse que ia ser um mar de rosas, mas quem precisava de prometer o que fosse quando se tinha um presidente com discursos como "há limites para os sacrifícios dos Portugueses"?

Cavaco Silve bem merece uma estátua do PSD. O facto de pertencer a este partido lá fez o seu trabalho na cabeça dos Portugueses que pensaram que um governo deste seria menos "punitivo". Equívoco deles, mas quem o pagou foi o presidente, que hoje se vê vaiado com taxas de impopularidade espantosas para um PR... em favor de um PM, que já descobriu que lucra tanto mais quanto menos abrir a boca (veja-se Portas).

Mas por vezes tem que a abrir. Nem todas as ideias podem ser deixado para campanhas de (des?)informação. Com este discurso, Passos elege o desemprego como uma variável exógena que não quer controlar. Compreende-se, onde a constituição é simpática ao emprego, ele preferiria a regra de ouro do défice. Eu... vejo-o mais como um médico que ainda acredita em amputações.
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Do pinocrates ao passocrates
É assim a um crescia-lhe o nariz cada vez que dizia uma mentira e chegou a estar em Lisboa, tendo a o narigudo poisado no Arco do Triunfo. Ao outro, pelo mesmo motivo, cresce-lhe o nariz e simultaneamente o rabo, estando num estado que mais parece um esquilo que um coelho, é um híbrido um produto da nova geração de políticos que chegaram ao poder enganando este e aquele, prometendo uma cosia e fazendo outra, aproveitando o que de pior havia em quem o antecedeu. Portugal com gente desta transformou-se num sítio mal frequentado e que urge mandar para longe, obrigá-los a emigrar para provarem da receita que dão aos outros.
O trafulha não tem vergonha....
youtu.be/gNu5BBAdQec
Estes parasitas querem impôr um sistema inviável
A aplicação de um plano de desindustrialização massiva e progressiva do nosso País e de destruição de grande parte da sua capacidade produtiva, a persistência na aposta no modelo dos baixos salários, ou seja, do trabalho intensivo, pouco qualificado e miseravelmente pago, e a aceitação, assumida e executada pelos sucessivos governos desde o início da integração europeia, do papel de Portugal como mera sub-colónia do sub-imperialismo germânico, conduziram em linha recta a uma situação de completa dependência económica e financeira, mas também política, de Portugal, tendo de importar mais de 80% daquilo que diariamente consome, mas também sendo o País da UE-27, a seguir à Letónia, com o indicador de desigualdade na distribuição de rendimentos (o chamado índice GINI) mais elevado – em 2010 a média da UE 27 era de 30,5 e em Portugal de 33,7 – e com o 3º índice de desigualdades sociais mais elevado de todos os 30 países da OCDE. Simultaneamente, a própria CMVM revelou que, não obstante a situação do País, só entre 2000 e 2005 as remunerações dos membros das Administrações das 20 empresas mais cotadas na bolsa triplicaram e ainda que, em média, os gestores dessas empresas ganham cerca de 30 vezes mais que a remuneração média dos respectivos trabalhadores.
Faltam patriotas neste País.....
Mario Draghi o presidente do Banco Central Europeu até 2019, ex-director do Banco Mundial, que como titular da pasta do Tesouro liderou o processo de privatizações em Itália, Mario Monti actual primeiro ministro de Itália, Lucas Papademos primeiro ministro da Grécia e o agora demissionário António Borges director do FMI para a Europa, num mau presságio para Portugal, têm todos uma coisa em comum: foram todos altos funcionários do banco de investimento de capitais judaico-norte-americanos Goldman Sachs.
Quando aqui há uns anos se desmascarou o modo como apenas um banco – o Goldman Sachs – subornava os democratas da administração Clinton, comprava também depois a adminstração Bush e a máfia dos republicanos – quase todos entenderam os factos como imaginados por uma qualquer teoria de conspiração.
nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-sociais
Se para um primeiro ministro é positivo a alta taxa de desemprego, as falências de empresas, a fome e miséria que conseguiu num ano então o problema deixa de ser uma questão politica e passa a ser de saúde, porque só pode estar muito doente.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/familias-falham-pagamentos-de-800.html
Re: VAI LER OsMEORANDOs NEGOCIADOs PELO PS Ver comentário
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Re: nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-soc Ver comentário
Re: nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-soc Ver comentário
Venham lá as doses de miseria pura
Primeiro era inevitavel a austeridade para corrigir os vicíos do povo que tinha gasto o que não devia , nomeadamente com o ír mais alem da troika que se reflectiu logo no disparar de falências de empresas e no disparar galopante do desemprego.

Agora como a miseria já é uma realidade fruto desse austeritarismo e do ír mais alem que a troika , há que haver uma involução mental dos portugueses e levá-los a aceitar a miseria como uma realidade.

Venha de lá essa miseria , mais miseria , até porque a austeridade já não surte o mesmo efeito , o que é necessário é miseria pura , doses de miseria pura em substituição de austeridade , que o povo português aceita tudo de bom grado como bom patriota para vencer esta crise , afinal o povo português esfomeado e esfarrapado , é cá que terá de viver , ao contrário de outros que ao encherem-se com as privatizações vão depois curtir o el-dorado colombiano caraíbenho arranjado já para o efeito pelo Paulo Portas.

Difícil é arranjar trabalho para os miseraveis dos tugas , agora um el-dorado para os apoiantes e integrantes deste governo sempre é mais facil de arranjar ,afinal há que garantir o futuro , quando o barco aqui for ao fundo e levar com ele todos os miseraveis tugas.
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Infelizmente
Por muito triste que seja, ao fim de um ano continuamos com a mesma conversa. É certo que é importante equilibrar as contas publicas, mas isso por si só não resolve o problema. É preciso pensar em produzir. Sr. Primeiro Ministro, tem que pensar que os sacrifícios só valem a pena se houver perspectiva de melhorar a situação actual. E não estou a falar desse disparate que e a agenda de crescimento, até porque ninguém sabe bem o que é isso. Sejamos claros. Digam onde querem chegar e como e os portugueses que decidam. As cegas e com palavras bonitas vazias de conteúdo ninguém segue ninguém, principalmente quando o caminho e difícil incerto e potencialmente doloroso para um povo habituado a condições de vida bastante razoáveis.
Depois dum ano em sabonária...


Já não há detergente Tide que remova estas nódoas!
nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-sociais
Mais palavras para quê. Um povo que deu novos Mundos ao Mundo, quinhentos anos depois está a ser humilhado, traído e achincalhado. Não fui eu que disse que muito pode cada um em sua casa, porque até depois de morto são necessário quatro para o tirar de lá. Para passar miséria e destruir a economia, não era necessário a Troika.

ate ja em Espanha se fala dos salarios miseraveis em Portugal

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/04/os-sacrificios-sao-para-os-outros-carro.html

www.elmundo.es/elmundo/2012/06/22/economia/1340358654.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/blog-post_25.html

Re: nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-soc Ver comentário
Re: nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-soc Ver comentário
Re: nao-ha-forma-de-vencer-crise-sem-problemas-soc Ver comentário
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São uns palhaços,
que se limitam (e, ainda por cima, se congratulam com isso!) a dizer que a boa notícia é que já passou meio ano! Inúteis! Pessoas imorais que comem à nossa custa, fazendo os seus negociozinhos à mesa do estado e passando a vida a pregar que todos temos de fazer sacrifícios. Verdadeiros inúteis que nunca, mas nunca fizeram aquilo que deles se esperava: promover o mérito, acabar com os dinheiros em offshores e tentar limpar a sociedade dos tráficos de influências que sugam os dinheiros públicos e nos empurram, cada dia mais, em direção à miséria.
Inúteis!...
"Não há forma de vencer crise sem problemas sociai
Não há mas é maneira de taxares quem ainda não taxaste, assim como acabar com as gordurinhas do estado, e todas as mordomias que os politicos têm no activo e na reforma!
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