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Caso Sócrates: Buscas em casa de Bava e Granadeiro

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Notícia é avançada pela SIC. PGR confirma buscas, mas não adianta nomes - refere que se trata de “sociedades do grupo PT”

A Procuradoria-Geral da República confirma as buscas no âmbito da “Operação Marquês”. Segundo o gabinete de Joana Marques Vidal, realizaram-se na última quarta-feira buscas domiciliárias e não domiciliárias em vários pontos do país, "designadamente em instalações de diversas sociedades do grupo PT, em residências de antigos gestores da empresa e num escritório de advogados".

No decurso destas diligências procedeu-se à recolha de prova complementar àquela que já se encontrava reunida nos autos. Em causa estão eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados neste inquérito e os grupos PT e Espírito Santo, acrescenta a PGR.

No processo, que corre no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), investigam-se "factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais".

Henrique Granadeiro, ex-presidente do conselho de administração da PT, contactado pelo Expresso, não quis comentar. "Não confirmo, não desminto, nem comento", disse apenas Granadeiro.

Foi tentado, sem sucesso, obter um comentário de Zeinal Bava, ex-presidente executivo da PT e da brasileira Oi. Zeinal Bava, recorde-se, devolveu recentemente 18,5 milhões de euros que recebeu do Grupo Espirito Santo, alegadamente para comprar ações e distribui-las por quadros de topo da Portugal Telecom. Como não as comprou, devolveu o dinheiro este ano. A primeira transferência do GES para conta pessoal de Zeinal Bava terá ocorrido em 2010 (no valor de 10 milhões de euros), a segunda um ano depois. Foi em 2010 que a PT entrou na capital da Oi, depois de ter vendido a participação que tinha na brasileira Vivo à Telefónica.

SIC adianta que o advogado João Abrantes Serra foi também alvo destas buscas.