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Muita chuva com Irmãos Catita

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Saiba como vai estar o tempo no fim de semana. Os Irmãos Catita, apesar da chuva, vão “encatitar” Santarém. É no Teatro Sá da Bandeira, às 21h30

Carlos Paes

Carlos Paes

Infografia

Portugal dos Pequenitos, dos Irmãos Catita, numa descrição pelos próprios:

“O melhor disco do Mundo, o melhor povo do Mundo, o melhor país do Mundo. Um disco feito a pensar especialmente em Portugal, nos Pequenitos e em si. No ano em que este excelso agrupamento musical celebra o seu quarto de século, depois de 25 Anos a encatitar Portugal (essa Terra Maravilhosa que nunca esqueceram apesar de lá nunca terem saído), surge finalmente o terceiro disco.

Cheio de músicas foleiras, para agradar e desagradar a gregos e portugueses. Qual Quarto Milagre de Fátima, este terceiro Segredo‐Disco encerra em si visões de um futuro reencontrado revisitante de lugares de onde nunca devíamos ter saído.

Nele encontramos, por vezes os ritmos frenéticos do Yé-Yé, ou as medievas canções de escárnio, ou ainda os surpreendentes ritmos de dança que nos chegam de paragens distantes, como o popular kericucu, oriundo da minúscula ilha de Budonga! Música para descontrair e amar, pequenitamente, em português de Portugal, com grandes temas nacionais e internacionais.

Trata-se, efetivamente, de uma catitologia: dezanove melodias exemplares que neste robusto LP proporcionam uma variedade de emoções e um colorido naipe de alegrias para toda a família, petizes e animais domésticos.

Não há lugar para a sujeição às novas modas culturais anglo-saxónicas, que surgiram entre nós recentemente e que tão justamente irritam o nosso venerado Exmo. Sr. Presidente do Conselho, Dr. Torneira Alcazar. (Artista desta Editora).

Não prescindem no entanto os nossos amiguinhos e irmãos de uma versão portuguesa de “Do you want to know a secret”, do celebrado quarteto do momento em terras de sua majestade britânica, “Os Beatles”, mostrando o espírito aberto bem português, que nunca esquece as suas origens mesmo quando navegando por outros mares em terras bárbaras e distantes. O disco viaja ainda noutras paragens, como a bonita cidade de Paris (Em Paris há gajas boas), a elegante urbe da Damaia (Bela Matulona da Damaia), o distante Far-West (Um tiro na Cabeça), esta última revendo de uma forma alegre e instrutiva o flagelo do suicídio, tema bem atual, a par com outro, escandinavo e moderno, o fenómeno da educação sexual, patente na canção “É mau”.

Temos ainda a Itália, com a clássica canção “Parole”, original do dueto Mina e Alberto Lupo, cantado pela virginal Miss Suzie, cantora internacionalmente categorizada.

Ainda, “Numa Ilha contigo” (já cantada pelo nosso grande Paulo Jorge), e o eterno feminino, pintado numa aguarela, em “Julieta” ou “Regina”. Teremos ainda o adocicado português do Brasil, com as músicas “Eu vou” e “Você me encornou” (mais um cancro da sociedade moderna abordado com perspicácia).

Por falar em chaga da sociedade, é esse mesmo o tema da canção “Democracia de sucesso”, que descrevendo um sistema que faz furor no mundo da política económica, tem como diametralmente oposta a musiqueta “Animal Farm”, onde se canta a ternura, saúde e auto-suficiência da vida campestre. Mundo de emoções!!! Paixão e Futebol! Crime e Castigo!!! Guerra e Paz!!!!...

Mas... Não vamos falar de tudo, para que o melómano que há em si tenha a hipótese de descobrir por si próprio esse novo continente que é a vasta obra-prima, “Portugal, dos Pequenitos”.

Venha cá para fora lá dentro com a Música Portuguesa por si própria apaixonada.”