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Grafico animado: Um Presidente para 27 países

Com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, prevista para 1 de Janeiro de 2010, a presidência do Conselho da Europa deixa de ser rotativa. Passa a caber a uma figura designada pelos governos dos 27 Estados-membros, com um mandato de dois anos e meio. Conheça os principais candidatos a inaugurar o cargo.

O fim das presidências semestrais rotativas do Conselho da Europa abre espaço a uma nova figura-chave da arquitectura da União: o presidente do Conselho (a que os media se têm referido como "Presidente da UE") passa a ser nomeado pelos governos dos 27 Estados-membros, facto que, aliado a um mandato de dois anos e meio, serve para lhe conferir protagonismo.

Embora não tenha, formalmente, mais poder do que o actual presidente de turno, o ocupante do novo cargo tem condições para se tornar um novo rosto da UE, além do presidente da Comissão Europeia. A escolha do primeiro titular e o seu subsequente desempenho poderão, por isso, influenciar a própria forma como o novo cargo é encarado.

Há semanas que se especula sobre putativos nomes, sendo o de Tony Blair o mais sonante. Mas o ex-primeiro-ministro britânico tem contra si o facto de a maioria dos governos ser conservadora, o que levou até alguns dirigentes socialistas a retirarem-lhe o apoio. Estarão mais interessados no cargo de Alto Representante para a Política Externa, uma espécie de ministro dos Negócios Estrangeiros da UE.

Além de Blair, outras figuras da política europeia se perfilam para a presidência. O luxemburguês Jean-Claude Juncker (cuja recusa, em 2004, motivou a escolha de Durão Barroso para a Comissão) foi o que se declarou interessado de forma mais explícita, mas há outros aspirantes.