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Gráfico animado: UE enfrenta pior recessão dos últimos 60 anos

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As eleições europeias realizam-se num contexto de crise global, com a Europa a enfrentar a pior recessão das últimas seis décadas.

Numa altura em que a Europa vai a votos, Portugal enfrenta a pior recessão dos últimos 35 anos e apresenta uma inflação das mais baixas, um comportamento semelhante, em tudo, à generalidade dos países da União a 27.

A contracção da economia portuguesa, se comparada com a média prevista para o conjunto dos países da União Europeia, em 2009, está aquém da quebra prevista de 4%.

No que respeita à inflação Portugal continuará num patamar inferior à da Zona Euro, não havendo para já deflação.

O Chipre é único país da UE que escapa ao prognóstico negativo da recessão. Este país vai continuar a crescer moderadamente este e no próximo ano, com os preços no consumidor a manterem-se em níveis aceitáveis por Bruxelas.

As eleições para o Parlamento Europeu realizam-se num contexto de crise global profunda, com a Europa a "afundar-se" na pior recessão dos últimos 60 anos, mas com os governos a responderem à crise pela via do aumento do défice orçamental, visando assegurar a actividade empresarial e a manutenção do emprego.

A recessão económica na União Europeia, mais severa do que inicialmente se previa, é justificada pelo agravamento da crise financeira global, forte contracção do comércio mundial e da correcção em curso do mercado imobiliário, em particular, na Espanha.

Portugal não poderia divergir deste cenário de 'evolução sombria' do crescimento económico da União Europeia devido à forte interdependência que a economia possui em relação aos principais mercados europeus (Alemanha, Espanha e França).

As instituições internacionais - Comissão Europeia, FMI e o Governo português -, esperam que a economia portuguesa venha a ter uma saída da crise mais lenta do que o conjunto dos países da Zona Euro, à semelhança da Espanha e da Irlanda, outrora apelidada de 'tigre Celta'.

A Irlanda é um dos países mais afectados pela crise a par dos Estados bálticos (Letónia, Estónia e Lituânia).

Nas finanças públicas, a generalidade dos países da UE apresentarão défices excessivos por ultrapassarem os três por cento do PIB imposto por Bruxelas.

No entanto, Portugal devido ao esforço requerido para reduzir o seu défice orçamental para um nível inferior ao previsto pela UE, e por ter sido bem sucedido no passado recente, beneficiará de "alguma tolerância", para já, ao contrário de países como o Reino Unido, a França, ou mesmo a Irlanda.

Apesar de "infringir" o tecto estipulado por Bruxelas para o défice orçamental, o saldo orçamental negativo apresentado por Portugal manter-se-á aquém da média dos países da União Europeia nos próximos dois anos, mas com as previsões apontarem para níveis mais altos que os projectados pelo Governo.

A inflação média prevista para o conjunto dos países da UE, em particular para Portugal, afasta por enquanto o cenário de uma possível deflação. Mas há quem preveja uma inflação negativa.

A actual crise económica já levou o Banco Central Europeu a descer as taxas de juro para os níveis mais baixos de sempre e a adoptar, pela primeira vez na História, medidas de ajuda directa, como a compra de obrigações.