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Gráfico animado: Russos e americanos concordam reduzir arsenais nucleares

O novo tratado START de redução de armamentos nucleares será assinado amanhã em Praga pelos presidentes norte-americano, Barack Obama, e russo, Dmitri Medvedev.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou ontem uma nova doutrina nuclear dos Estados Unidos que limita as condições para a utilização da arma atómica e identifica o terrorismo nuclear como o "maior e mais imediato perigo". 

"Os Estados Unidos só considerarão o recurso a armas nucleares em circunstâncias extremas, para defender os seus interesses vitais ou os dos seus aliados e parceiros", afirma a administração num relatório sobre a nova estratégia militar a divulgar hoje. 

Washington compromete-se a nunca utilizar a arma nuclear contra um país que não a tenha ou que, tendo-a, respeite as regras do Tratado de Não-Proliferação nuclear (TNP). 

Em paralelo, os Estados Unidos "continuarão a reforçar as suas capacidades de defesa convencionais" para responder a ataques não-nucleares. 

A nova doutrina identifica o "terrorismo nuclear" como "o maior perigo e o mais imediato", num contexto em que a rede terrorista "Al-Qaeda e os seus aliados extremistas tentam adquirir armas nucleares".

As novas disposições serão aplicadas mesmo em caso de ataque os Estados Unidos com recurso a armas químicas ou biológicas ou por um ciber ataque. A exceção a esta regra é a eventualidade de um ataque bacteriológico devastador, em que os Estados unidos se reservam o direito de retaliar com armas nucleares.

Esta revisão da doutrina nuclear - a terceira desde a Guerra Fria - afirma também que os Estados Unidos "não produzirão novas ogivas nucleares" nem "conduzirão ensaios nucleares".

A divulgação da nova doutrina nuclear norte-americana abre um período de dez dias de intensa actividade diplomática neste âmbito, com a assinatura, quinta-feira em Praga, do novo tratado START de redução de armamentos nucleares pelos Presidentes norte-americano, Barack Obama, e russo, Dmitri Medvedev.

Segue-se, a 12 e 13 de abril, em Washington, uma cimeira sobre segurança e não-proliferação, para a qual foram convidados cerca de 40 dirigentes mundiais.