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Gráfico animado: CryoSat-2 avalia alterações climáticas

Satélite CryoSat-2, que hoje a Agência Espacial Europeia lança no espaço para avaliar as alterações climáticas, é o terceiro do projeto "Exploradores da Terra" em que participa a empresa portuguesa Critical Software.

Quando forem 14h57 em Lisboa segue para o espaço a partir do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, o CryoSat-2, a terceira missão do programa "Earth Explorers" (Exploradores da Terra) a alcançar a órbita terrestre em pouco mais de 12 meses.

Vai medir com precisão as alterações de espessura do gelo que flutua nos oceanos e as variações de espessura das calotes polares da Gronelândia e Antárctica.

Segue-se ao Explorador do Campo Gravítico e da Circulação Oceânica (GOCE) e à missão para o estudo da Humidade do Solo e da Salinidade dos Oceanos (SMOS), lançados, respetivamente, em março e novembro de 2009.

"Orgulhamo-nos de participar nestas missões e de estar nesse limite tecnológico que é a fronteira com o espaço", declarou à agência Lusa Bruno Carvalho, gestor de Desenvolvimento de Negócio da Critical Software na área do Espaço.

De acordo com o responsável, no CryoSat-2 a empresa com sede em Coimbra teve a seu cargo a verificação e validação dos sistemas de 'software' mais críticos do satélite, o que exigiu o envolvimento de uma dezena de engenheiros ao longo de três anos.

"Estamos envolvidos em todas as missões dos Exploradores da Terra", referiu Bruno Carvalho, acrescentando que estão já a trabalhar com o consórcio que prepara um outro satélite a lançar dentro de dois anos pela ESA e que vai analisar os campos magnéticos.

No entanto, a participação da empresa portuguesa nos satélites "Exploradores da Terra" não se tem limitado a detetar falhas do 'software', como aconteceu com o CryoSat-2. Noutros casos tem desenvolvido o 'software' de bordo ou o 'software' de controlo no solo, de análise dos dados, de distribuição da informação recolhida.

Bruno Carvalho adiantou que num novo projeto a Critical Software está a participar no desenvolvimento do próprio simulador do satélite, que é usado para treinar as equipas de controlo.

"Há duas vertentes para a Critical ter uma satisfação larga neste projeto. Há uma questão ambiental e ficamos satisfeitos por contribuir para se perceber melhor esse problema. Há também uma questão intrínseca ao próprio projeto, pelo facto de ser dos primeiros em que a Critical esteve envolvida no âmbito do Espaço", sublinhou.

O CryoSat, que teve uma primeira versão que fracassou em 2005, há uma década foi dos primeiros projetos no âmbito do Espaço em que a empresa esteve envolvida.

"Abriu muitas portas. Este foi um dos projetos que ajudou a Critical a ser reconhecida internacionalmente, em particular na ESA, como uma empresa capaz de fazer este tipo de validações", sublinhou.

A Critical Software foi fundada em 1998, como 'spin-off' da Universidade de Coimbra, com um produto para detetar falhas no âmbito do 'software' e cujo principal cliente foi a NASA. Hoje é um grupo empresarial com subsidiárias em Southampton (Reino Unido), San Jose, Califórnia (Estados Unidos), São Paulo (Brasil), Bucareste (Roménia) e Maputo (Moçambique).

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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