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Somália: 3,7 milhões a morrer à fome (fotogaleria)

Na Somália, 3,7 milhões de pessoas estão em risco de morrer à fome. As Nações Unidas apelaram aos países doadores para se mobilizarem em €1100 milhões de ajuda humanitária.

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Dezenas de milhares de pessoas "estão em risco de morte na Somália", alertaram hoje em conferência de imprensa responsáveis da ONG francesa Ação Contra a Fome (ACF), enquanto diversas organizações emitiam apelos aos países doadores. Enquanto a ONU acaba de declarar o estado de fome em duas regiões do sul da Somália, ao considerar que perto de metade da população somali está atualmente em situação de crise, a ONG ACF referiu que "dezenas de milhares de pessoas estão em risco de morte".

"A situação deteriora-se há várias semanas, com dezenas de milhares de mortos. Se nada for feito, é possível que se registe o mesmo número de vítimas nos próximos meses e semanas", admitiu Jens Opperman, chefe da missão para a ACF na Somália.  Os responsáveis desta ONG francesa precisaram que 80% das 12 mil crianças recolhidas nos sete centros instalados pela organização no país estavam em "estado de subnutrição severa e aguda" e que "300 mil pessoas" beneficiavam atualmente dos programas de nutrição da organização. Por sua vez, a Oxfam France emitiu um comunicado no qual sugere que "começou a contagem decrescente" para evitar numerosos mortos. "A comunidade internacional não pode permanecer imóvel e assistir a esta tragédia", conclui o texto.

Ban Ki-moon pede €1100 milhões contra a fome

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou hoje aos países doadores para se mobilizarem contra a fome na Somália e explicou que são precisos 1600 milhões de dólares (€1100 milhões) para ajuda humanitária. "Perto de metade da população, 3,7 milhões de pessoas, está em situação de crise", afirmou em conferência de imprensa. "Isso vai ter efeitos devastadores, não apenas na Somália mas também nos países vizinhos", acrescentou. "No total, são necessários 1600 milhões de dólares para a Somália, onde crianças e adultos morrem todos os dias a um ritmo assustador", adiantou, avisando que "a demora pode causar ainda mais mortes". Duas regiões do sul da Somália, atingidas por uma grave seca, foram declaradas pelas Nações Unidas zonas de fome. A ONU fala "na crise alimentar mais grave" dos últimos 20 anos em África e apela à mobilização para evitar que a situação piore. "As agências humanitárias precisam urgentemente de dinheiro para salvar vidas. Se os fundos não estiverem disponíveis para uma intervenção imediata, a fome vai provavelmente continuar e aumentar", afirmou Ban.