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A revolução dos cravos de papel

Para comemorar o 25 de Abril, jardins do Palácio de Belém foram adornados com mais de quatro mil flores de papel. Há lírios, rosas e camélias mas todas as atenções estão viradas para o cravo gigante de oito metros.

Maria Barbosa (texto) e Luiz Carvalho (fotos) (www.expresso.pt)

Desde Janeiro que em Campo Maior se preparava o próximo 25 de Abril. As movimentações na vila alentejana começaram logo após o primeiro telefonema do Museu da Presidência da República, a pedir à Câmara Municipal uma decoração para os espaços verdes do Palácio de Belém alusiva à revolução dos cravos.

Estava dado o mote para os mais de trinta voluntários lançarem mãos à obra. Durante várias semanas, quatro mil flores (entre lírios, cravos e camélias) foram ganhando forma. Mas o papel principal pertence ao cravo, simbolo máximo do 25 de Abril, e representado por um exemplar único com cerca de oito metros. 

Até domingo, 25 de Abril, o Palácio de Belém e os seus jardins vão estar adornados com o simbólico número de 1974 cravos de papel em tamanho real e 2500 cravos de grandes dimensões (80 cm), assim como rosas, lírios e outros adereços. 

Apesar da experiência centenária na manufactura de flores de papel, nunca a tradição de Campo Maior chegou tão longe. "Julgo que a população sonhava com um dia assim, mas não acreditava que se concretizasse", admite Diogo Gaspar, director do Museu da Presidência e responsável pelo convite dirigido à vila alentejana.