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A música com muito amor dos Neruda

A nova aposta da Universal para 2009 é uma banda formada por membros com ligações familiares e que passaram por grupos como Ala dos Namorados ou Jim Dungo.

Pedro Miguel Neves

Os Neruda são uma das apostas da Universal Music para o ano de 2009. A editora apostou no lançamento de uma banda que, apesar de nova, tem elementos com alguma experiência na música portuguesa.

O projecto nasce há dois anos da inspiração e composição de Pablo Banazol, vocalista e guitarrista nos Neruda, que já passou pela Ala dos Namorados. Com um punhado de canções escritas, Pablo procurou os músicos certos para dar vida às suas ideias.

O álbum de estreia, lançado no dia 2 de Março, foi gravado há dois anos. Pity, baixista e o elemento mais novo do grupo, só se juntaria aos Neruda mais tarde.

A banda abriu a sua garagem de ensaios ao Expresso, que pôde acompanhar uma sessão dos Neruda antes do lançamento do álbum de estreia. Situada perto das Azenhas do Mar, num sítio calmo, perto do mar e privilegiado para o contacto com a natureza, a banda diz que o facto de ensaiarem num local assim se reflecte na sonoridade. Em vez da confusão da capital, o silêncio do campo permite aos músicos encararem de forma diferente o tempo que passam a compor ou, simplesmente, a tocar.

Bruno Vaz (baterista) e Pablo são primos e já tocaram em duas bandas antes de se voltarem a juntar nos Neruda. O guitarrista Tiago Reis trabalha há muitos anos com Bruno nos Jim Dungo, uma banda que faz há muitos anos o circuito de bares. São todos músicos com muitos anos de experiência, à excepção de Pity - irmão de Bruno e primo de Pablo -, que apenas começou a tocar baixo há três anos. "Meti-me nestas andanças há pouco tempo e tive que lavar com a 'lavagem' destes senhores, mas sempre fui muito influenciado com eles", afirma, em tom de brincadeira.

As referências da banda são muitas e diversificadas, dos Beatles a Antony & The Johnsons. Mas os Neruda definem a sua música como "relaxante e serena" e as letras de Pablo falam quase todas de amor. A relação familiar entre os elementos estreita o processo de composição e os anos de trabalho conjunto levam-os a acreditar que os Neruda vão ter sucesso. "É o nosso espaço. É diferente porque é diferente. Basta ouvirem o disco. Aliás, é-nos difícil de catalogar o estilo de música", explica Bruno.