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Uppgivenhetssyndrom

Os imigrantes mais jovens na Suécia sofrem hoje uma terrível ameaça silenciosa. A ausência de uma decisão sobre os seus pedidos de asilo e a impossibilidade de se reunirem com as famílias condenam centenas de crianças refugiadas a um estado de apatia extrema: chamam-lhe “Uppgivenhetssyndrom”, em que os pacientes parecem ter perdido a vontade de viver. A doença, semelhante a um estado de coma, só parece verificar-se na Suécia e entre refugiados. Estivemos lá e observámos os esforços da sociedade civil para acudir os menores desacompanhados - e não só - que fogem do horror

Cristina Pombo

Cristina Pombo

texto e vídeo

Jornalista

João Santos Duarte

João Santos Duarte

edição de imagem

Jornalista

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

infografia

Jornalista infográfica

Os talibãs entraram-lhe casa adentro. Abdul Wali Momand estava com a família quando viu o pai ser arrastado porta fora para parte incerta. Há dois anos que não sabe se está vivo ou morto. Dias antes, os talibãs tinham enviado a toda a aldeia cartas em tom de ameaça: “uma pessoa da vossa família tem de vir trabalhar connosco”. O pai de Abdul fez-lhes frente e recusou entregar-lhes um dos filhos, como pediam. Foi o pai quem pagou.

As memórias da terrível viagem até à Suécia ainda perseguem Abdul, 16 anos, tal como a imagem do dia em que viu o pai pela última vez. “Ninguém deveria ser obrigado a vir para a Europa desta forma.” Mas não lhe deixaram outra alternativa: no Afeganistão, a “escola” do terrorismo é a única possível.

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