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Confissões de uma fonte mistério que assaltou o castelo

"O Banco de Portugal é um castelo. É uma fortaleza, protegida pelas muralhas do segredo". A frase é de uma fonte mistério. Um funcionário com 30 anos de experiência na instituição liderada por Carlos Costa.

Ao longo de cinco meses, em diversos encontros que tivemos, a fonte mistério assaltou o segredo do castelo. Entregou-nos, em mão, um vasto conjunto de documentos que revelavam o grau de conhecimento que o Banco de Portugal tinha sobre o caso BES/GES.

Na Comissão Parlamentar de Inquérito ao BES, Carlos Costa fora diversas vezes confrontado com a pergunta: “Por que não agiu a instituição mais cedo, retirando a idoneidade aos administradores do BES, sobretudo a Ricardo Salgado?”. Carlos Costa ia respondendo sempre da mesma forma: “Porque o Banco de Portugal não possuía os instrumentos legais para o fazer”.

No episódio 1 da Grande Reportagem “Assalto ao Castelo” a SIC revela um documento, uma nota informativa, assinada por um conjunto de técnicos do Banco de Portugal, que contraria a afirmação várias vezes repetida por Carlos Costa. O Banco de Portugal tinha o poder e o dever de agir: é essa a conclusão do primeiro documento que iremos revelar.

A história começa no interior de um castelo, metáfora visual do Banco de Portugal.

"Assalto ao Castelo". Dias 1, 2 e 3 de março no Jornal da Noite.

Reportagem de Pedro Coelho, com imagem de José Silva com Luís Pinto e 4KFly. Edição de Imagem de Rui Berton, produção editorial de Diana Matias, grafismo de César Ribeiro, Luís Bispo e Sérgio Maduro.