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Expresso

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Multimédia Expresso

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. A primeira visão foi a 16 de maio de 1954. Para assinalar os 64 anos desta visão, o Expresso republica esta reportagem multimédia sobre um culto que está vivo e todos os meses leva uma romaria de crentes à Asseiceira

  • Eu vou desenhar para o cancro doer menos

    Multimédia Expresso

    Texto e Vídeo Clara Vidal e Rita Branco Rodrigues

    Pode um hospital ser um porto marítimo? Pode. Entre consultas e tratamentos, mais de cem crianças com cancro transformaram 23 núcleos de pediatria em espaços de arte e de imaginação. O resultado é um livro chamado “Marinheiros da esperança”, que reúne 140 ilustrações feitas por artistas com uma média de idades que ronda os 10 anos. “Cada vez mais dentro dos hospitais é preciso haver um tempo ocupado e colorido”, defendem os organizadores da obra

  • “O que é isto, mamã?”

    Multimédia Expresso

    Há seis meses, a morte; daqui a uma semana, Natal. A 17 de junho, fogo; a 25 de dezembro, ausência. O tempo parou na região afetada pelo Grande Incêndio de Pedrógão. A dor não: lá, as pessoas não conseguem falar noutra coisa. Incluindo aqueles que, depois de seis meses de silêncio, falam ao Expresso pela primeira vez sobre a perda e sobre quem perderam. Entre lá e cá, o mesmo país. Entre lá e cá, a lembrança e o esquecimento. 66 pessoas morreram e tudo mudou. Mas continua tudo na mesma

  • Não se pode esquecer. Não se pode esquecer. Não se pode esquecer

    Multimédia Expresso

    Há tempo para calar e tempo para falar. Seis meses depois de o fogo ter matado em Pedrógão, os sobreviventes estão enredados pela pressão da reconstrução, pelos requerimentos das indemnizações, pelos relatórios das autópsias e pelas investigações de especialistas. A culpa foi do raio, a culpa foi do fio, a culpa não foi da empresa elétrica nem da concessionária das estradas, o socorro não foi eficaz mas não podia ter sido melhor. A culpa não é de ninguém mas a dor é de alguém: ainda há gente sem trabalho, outros tiveram de pedir baixa, uns choram em público, outros não saem de casa. O Natal é um susto que se aproxima. E quem esteve em silêncio até agora decide falar pela primeira vez. É avassalador e não pode ser esquecido

  • Aqui se conta a maior calamidade de que há memória em Portugal desde o terramoto de 1755

    Multimédia Expresso

    A 25 de novembro de 1967, chuvadas intensas na região de Lisboa e vale do Tejo inundaram avenidas, ruas e bairros inteiros. Da noite para o dia, milhares de pessoas ficaram desalojadas, centenas morreram afogadas ou soterradas e um número até hoje incerto foram dadas como desaparecidas. O Governo de Salazar tentou abafar a real dimensão da tragédia, com os serviços de censura a chumbar títulos e fotografias de jornais, mas a memória de quem viveu na pele as cheias de 67 perdurou. O Expresso conta-lhe como foi, 50 anos depois

  • Desesperados. Mortos. Esquecidos

    Dossiês

    Naquela noite a chuva trouxe desespero. E desesperou. Naquela noite a chuva veio para matar. E matou. Muito. Depois daquela noite a ditadura quis silenciar. E silenciou. Foi a maior catástrofe natural da História do país desde o terramoto de 1755, mas é uma tragédia praticamente apagada da memória coletiva. E há até quem não faça ideia do que aconteceu. Novembro de 1967, novembro de 2017: continuamos sem saber ao certo quantos morreram. Foram centenas, quase todos muito pobres. Só os que lá estiveram sabem como se viveu naquelas horas. E dão a cara. Ainda em lágrimas. Estivemos 50 anos sem saber deles. Este é um documento em nome dos esquecidos

  • “Estamos aqui para formar animais de combate”: oito meses dentro dos Comandos

    Multimédia Expresso

    Aprendem a sobreviver e a matar silenciosamente, a superar os limites da força humana e da dor, mas também a lidar com as situações mais violentas e incontroláveis. No mês em que se assinala um ano da morte de Hugo Abreu e Dylan da Silva na “prova zero” dos Comandos, o Expresso mostra-lhe um olhar inédito e exclusivo do curso 127. São oito meses de reportagem, desde o primeiro dia de recruta até à boina vermelha. Esta é a história impressionante e nunca contada sobre o curso dos Comandos

  • Agora é o tempo da tristeza

    Multimédia Expresso

    Joana Beleza

    Primeiro foi o pânico, depois veio a revolta e agora é o tempo da tristeza. Pedrógão Grande ardeu e viu morrer há precisamente um mês. E um mês é tempo nenhum. Documentário de uma ferida aberta. Porque as chamas não saem

  • Uppgivenhetssyndrom

    Multimédia Expresso

    Os imigrantes mais jovens na Suécia sofrem hoje uma terrível ameaça silenciosa. A ausência de uma decisão sobre os seus pedidos de asilo e a impossibilidade de se reunirem com as famílias condenam centenas de crianças refugiadas a um estado de apatia extrema: chamam-lhe “Uppgivenhetssyndrom”, em que os pacientes parecem ter perdido a vontade de viver. A doença, semelhante a um estado de coma, só parece verificar-se na Suécia e entre refugiados. Estivemos lá e observámos os esforços da sociedade civil para acudir os menores desacompanhados - e não só - que fogem do horror