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Expresso

  • Uppgivenhetssyndrom

    Os imigrantes mais jovens na Suécia sofrem hoje uma terrível ameaça silenciosa. A ausência de uma decisão sobre os seus pedidos de asilo e a impossibilidade de se reunirem com as famílias condenam centenas de crianças refugiadas a um estado de apatia extrema: chamam-lhe “Uppgivenhetssyndrom”, em que os pacientes parecem ter perdido a vontade de viver. A doença, semelhante a um estado de coma, só parece verificar-se na Suécia e entre refugiados. Estivemos lá e observámos os esforços da sociedade civil para acudir os menores desacompanhados - e não só - que fogem do horror

  • A equipa com melhores números não ganhou à equipa com melhores jogadores

    Há uma verdade na bola que diz que o futebol é um jogo coletivo e que o coletivo com melhor rendimento é que ganha campeonatos. E isso é... verdade, mas até um certo ponto: esta época, o FC Porto rematou mais vezes à baliza, rematou mais vezes enquadrado e também fintou e cruzou mais do que o Benfica - e permitiu menos remates. Só que as mesmas estatísticas que aparentam superioridade coletiva do FC Porto mostram que o Benfica é muito, muito superior quando comparamos os craques de cada clube. E uma nota adicional: o Nacional, que desceu de divisão, rematou mais do que o Sporting. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo - neste caso, o da bola

  • Anabela, a mulher que arranca monstros do barro

    Uma mulher e a doença que a condiciona. Um interior selvagem moldado em barro e monstros domesticados por dedos impulsivos. Arte bruta com assinatura, concebida por uma anónima que ganha rosto e identidade através das suas obras ao moldar a lama que traz da infância. Memórias de dor equilibradas entre o mercado da arte e o objetivo terapêutico. Anabela, a mulher que arranca monstros do barro

  • Epidemia silenciosa

    Há hoje mais 18% de seres humanos com doenças mentais do que na última década. Uma das mais silenciosas e por vezes com desfechos dramáticos é a depressão: afeta 322 milhões de pessoas. Em Portugal, a taxa de prescrição de antidepressivos atingiu valores elevados - é o dobro da média europeia. Os sintomas variam entre a tristeza persistente, perda de interesse, incapacidade de executar tarefas simples, perturbações do sono ou outros mais extremos. E o tratamento chega a poucas pessoas em todo o mundo. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos. Para explicar o mundo

  • Uppgivenhetssyndrom

    Os imigrantes mais jovens na Suécia sofrem hoje uma terrível ameaça silenciosa. A ausência de uma decisão sobre os seus pedidos de asilo e a impossibilidade de se reunirem com as famílias condenam centenas de crianças refugiadas a um estado de apatia extrema: chamam-lhe “Uppgivenhetssyndrom”, em que os pacientes parecem ter perdido a vontade de viver. A doença, semelhante a um estado de coma, só parece verificar-se na Suécia e entre refugiados. Estivemos lá e observámos os esforços da sociedade civil para acudir os menores desacompanhados - e não só - que fogem do horror

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais em 1954. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. O culto continua, 63 anos depois

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais em 1954. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. O culto continua, 63 anos depois