26/05/2012 atualizado às 10:14
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Mulherzinhas

Porque é que a liberdade das mulheres incomoda tanto outras mulheres?

Inês Pedrosa (www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 28 de julho de 2010

Pior do que os homens que se armam em porta-vozes dos sentimentos "das mulheres", só mesmo as mulheres. O paternalismo intragénero é do piorio - um espectáculo de cancã com plumas de altruísmo, muitos néons e colares de pérolas, enfim, coisa de gosto mais que duvidoso e perigosíssimas consequências. Qualquer ser com um mínimo de senso sabe que não se podem dizer coisas como "as mulheres (ou os negros, os gays, os judeus, os árabes, escolham...) estão sozinhas". Às vezes dizem "desprotegidas", ou "abandonadas" - e aí somos directamente catapultadas para o tempo em que as mulheres eram florzinhas, gatinhas, umas entidades meramente vegetais ou penugentas.

Há dias, na televisão, uma senhora de uma associação que se opôs ao direito à interrupção da gravidez fazia o balanço dos três anos da lei nesse astuto tom de luta em prol dos direitos das mulheres. A ideia que se pretende passar é essa: ser contra a lei que permite a interrupção da gravidez é ser-se feminista. Porquê? Porque, desde que existe a lei, "as mulheres" ficaram mais "sozinhas" e são "obrigadas" a abortar. Quando o médico presente tentava demonstrar a insensatez do argumento, a senhora contra-atacava, repetindo: "Eu estou no terreno, eu oiço as mulheres." Ora, no terreno estamos todos: e ninguém no seu perfeito juízo pode acreditar que um brutamontes qualquer arraste a mulher (ou a filha, ou a amante) pelos cabelos para o centro de saúde - ao contrário do que podia fazer, em total impunidade, quando se tratava de a levar para a abortadeira clandestina. O outro argumento destas almas dedicadas a governar a vida alheia são os números: dizem que cresceram, nestes últimos anos. Uma outra senhora chegou ao delírio de escrever que os cerca de 19 mil abortos anuais correspondem exactamente às crianças de que Portugal precisa para combater o envelhecimento da população. Chamo-lhe delírio, porque as gravidezes interrompidas não deixariam de existir se não houvesse a lei. A mim, esse crescimento dá-me satisfação: significa que o aborto clandestino está a desaparecer. Como é lógico, não basta que a lei entre em vigor para que as mulheres corram para os hospitais. Têm medo de ser vistas. É preciso dar tempo para que as mulheres ganhem confiança no sistema de saúde. Se cresceram as interrupções de gravidez legais, foi porque desceram as ilegais. Quando uma mulher quer interromper uma gravidez, interrompe-a mesmo. A pintora Paula Rego dizia, em entrevista ao "Diário de Notícias" (11/07): "(...) via tantos casos - agora já não - que me cortavam o coração. As pessoas na Ericeira iam dar mortas à praia, com as barrigas meias cheias como as vacas". Eu também me lembro. Conheci demasiadas mulheres que perderam a saúde e a vida por abortos miseravelmente feitos. O planeamento familiar é muito bonito - mas, isso sim, não depende só delas. Há homens que proíbem as mulheres de tomar a pílula, para não serem "galdérias". Homens que se recusam a usar preservativo porque entendem que as mulheres estão ao seu serviço.

Nenhuma mulher interrompe uma gravidez por ordem de outrem - nem as que levam pancada durante toda a gravidez. É esse o grande poder delas: podem ter filhos contra a vontade dos pais (abram as revistas cor-de-rosa, e vejam a que ponto e com que perversidade algumas delas utilizam esse poder). Até podem ter filhos sem contemplar o direito da criança a conhecer a sua filiação paterna (este, sim, é um poder excessivo, porque as crianças têm direitos independentes dos adultos, e o primeiro desses direitos é o conhecimento do seu património genético).

O que realmente perturba os controleiros da moral dos outros é, não a solidão da mulher que se confronta com uma gravidez não desejada, mas a sua liberdade. Queriam que um médico, um padre ou um marido decidissem por ela. Ou que, pelo menos, ela se sentisse culpada, diminuída, amarfanhada. O apelo à criação de uma instância de "justificação" não tem outro objectivo senão o de infantilizar a mulher, no pior sentido. Como é: se ela já tiver seis filhos e viver com um salário mínimo, está justificada? Se tiver uma vida desafogada e sem compromissos é obrigada a ser mãe, sob pena de ser considerada uma vadia assanhada?

Há muitas leis para balançar e corrigir, sim: a lei do processo penal, por exemplo. Ou querem também acabar com o casamento, porque os divórcios têm vindo a aumentar? Daqui a três anos cá aparecerão com o balancete dos casamentos homossexuais, a ver se pega. A única resposta que se lhes pode dar é esta: arranjem uma vida. Só custa no princípio.

Inês Pedrosa escreve de acordo com a antiga ortografia

Texto publicado na edição da Única de 24 de julho de 2010

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Apetece-me aplaudir de pé...
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 0:57 | Quarta feira, 28 de julho de 2010

Posso?

Já estou a fazê-lo!

Muito bem!

Se isto fosse ópera, tinha direito a regressar ao palco umas 15 vezes.

:-))
 
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Eternas "taditas"...
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 12:22 | Quarta feira, 28 de julho de 2010


A mim intriga-me que morram diariamente milhares de crianças, que podiam perfeitamente ser salvas, e que haja gente a desperdiçar energias naqueles que não nasceram. Muitas desses moralistas, preferem ver crianças morrerem a defenderem a adopção das mesmas por homossexuais. Isso, nunca! Que morram, que se lixem essas vidas!

Só a título de curiosidade…o insólito.
O rabino Yona Metzger dirigiu-se aos judeus e afirmou que o aborto está a atrasar a vinda do Messias! Palavras para quê?!?

P.S. “mulheres eram florzinhas, gatinhas, umas entidades meramente vegetais ou penugentas.” Uma das coisas que mais me irrita nas notícias é …”ataque causa morte de civis, entre eles X mulheres…” Lá está, as mulheres sempre as “desprotegidazinhas “ “ pobrezinhas” “ “ranhozinhas” vegetaizinhos …as eternas “taditas”.

.

 
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    Re: Eternas    Ver comentário
glockenspiel (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: Eternas    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 2 pontos , 13:22 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    kCORREIA A PREMIO MADRE TERESA DE CALCUTÁ...JÁ!!    Ver comentário
Gámonio (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Os pró-vida precisam de um rumo lúcido
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 2:14 | Sexta feira, 30 de julho de 2010
Lamento, mas o movimento pró-vida apresenta uns argumentos tão rebatíveis, que se torna o seu próprio censor.
Falta-lhes lucidez e adequação à realidade.

Contra o aborto, contra a contracepção, contra tudo...parece que acham preferível casos macabros como os 8 bebés franceses...

Nem se percebe se defendem as criancinhas, ou se são apenas inquisidores das mães. Curiosamente, nunca chamam os pais à responsabilidade de nada...como noutros tempos.

Estou com a Inês: get a life!
 
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    Re: Os pró-vida precisam de um rumo lúcido    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Os pró-vida precisam de um rumo lúcido    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Os pró-vida precisam de um rumo lúcido    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:20 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
    "Mas a vida nem sequer é só biologia..."    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 12:44 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
    Re: Os pró-vida precisam de um rumo lúcido    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 11:41 | Terça feira, 3 de agosto de 2010
Inês, necessária!
Mrhynde (seguir utilizador), 1 ponto , 0:43 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Inês, fala-te Marco, leitor do Brasil. A cada postagem tua nesse espaço refaz-se a mim a certeza do quanto você é necessária a este mundo!

Que lucidez, que mulher à frente do seu tempo! Concordo plenamente com teus argumentos, você é fantástica!

Amo-te!
 
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    Re: Inês, necessária!    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:10 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
    Re: Inês, necessária!    Ver comentário
Mrhynde (seguir utilizador), 1 ponto , 1:01 | Sexta feira, 30 de julho de 2010
    Re: Inês, necessária!    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 11:11 | Sábado, 31 de julho de 2010
Não mudava uma única virgula...
Susana.a.a (seguir utilizador), 1 ponto , 9:33 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Cara Inês, que maravilha de crónica, não lhe mudava uma única virgula.

Tenho pena que existam pessoas que se importem mais com a vida dos outros do que com a própria vida.

Continue... como diz o Marco, você é necessária :)
 
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À mulherzinha
Manuel Pio (seguir utilizador), 1 ponto , 10:11 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
"A ideia que se pretende passar é essa: ser contra a lei que permite a interrupção da gravidez é ser-se feminista."
Penso que está equivocada na abordagem. Não penso que a Isilda Pegado, a quem se refere, queira ser feminista, ao contrário de alguns membros do seu partido, já que feminismo implica sim uma descriminação entendida pela positiva para uma suposta valorização da mulher, exactamente o que os abortófilos, como você, defendem.

Penso também que está enganada noutro aspecto, pois você não está no "terreno", nem dá mostras de saber o que por lá se passa. Citar casos na 3ª pessoa como o delírio verbal de Paula Rego, sem nenhum exemplo de auxílio, só faz sobressair o seu desconhecimento e o seu refúgio num bunker com nome de Status social.

Isilda Pegado e outras "mulherzinhas" do "terreno" tem uma virtude que, admito, lhe poderão causar alguma inveja, pelo antagonismo às suas acções: não ajudam a matar, nem pelo voto, nem pela crónica; ajudam a viver!

Fica também uma sugestão final: arranje ou ajude também uma vida, pois no final é mais belo vê-la nascer que sentir o peso de a ter ajudado a desaparecer.
 
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    feminismo implica sim uma descriminação    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:36 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: À mulherzinha    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 13:29 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
    Re: À mulherzinha    Ver comentário
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:39 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
aplauso
glockenspiel (seguir utilizador), 1 ponto , 12:46 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Uma ovação à Inês. Não quer entrar activamente na política? Olhe que eu votava em si.

Pessoas como a Isilda Pegado vivem no mundo das fadinhas e unicórnios. O aborto não é uma coisa nova inventada em 2007. Existe desde a antiguidade, e agora as mulheres têm a opurtunidade de o fazer em segurança - e se formos a ver, desse modo estamos a salvar vidas, a das mulheres que se viam obrigadas a fazê-lo clandestinamente, ou quem sabe a fazê-lo a si próprias.
 
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Aplauso merecido
AM(Lx) (seguir utilizador), 1 ponto , 14:28 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Cara Inês,
quero dar-lhe os meus parabéns pelo seu artigo que estilhaça, com argumentos de uma força e lucidez que até "dói", o moralismo (que esconde, em muitos casos, o oportunismo) rançoso de umas quantas personagens que, muitas vezes sem se darem conta, se assumem como herdeiros bastardos de Torquemada.
Uns séculos atrás você seria uma séria candidata à fogueira inquisitorial, hoje uma boa parte dos leitores seguramente aplaude de pé e assina por baixo o artigo... Este caminho que a humanidade já percorreu confere legítimidade à esperança no futuro e artigos como este certamente contribuirão para o iluminar.
Bem haja!
 
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Parabéns
açoriana (seguir utilizador), 1 ponto , 14:37 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
'O rabino Yona Metzger dirigiu-se aos judeus e afirmou que o aborto está a atrasar a vinda do Messias!'
  Este é argumento mais louco que já ouvi. Como se a humanidade fosse dar alguma atenção ao Messias...Lembram-se o que aconteceu da primeira vez?
Inês Pedrosa, você é mesmo necessária, com seu desassombro, lucidez e frontalidade.
Parabéns
 
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    Re: Parabéns    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:13 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 11:20 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 12:26 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:02 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 18:11 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 18:17 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 18:45 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:45 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 21:08 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 21:52 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Jabuticaba (seguir utilizador), 1 ponto , 19:35 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Parabéns    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Sábado, 31 de julho de 2010
Matar não!
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Quinta feira, 29 de julho de 2010
Parece que para a Inês Pedrosa existe um único rótulo para as mulheres que estão na linha pró-vida...
Infelizmente a Inês Pedrosa não percebe que o movimento pró-vida tem na sua génese um genuíno interesse pela vida humana e que o aborto, clandestino ou legal, é a negação do primeiro direito: o direito a nascer.
Atropelar esse direito, negando inclusivamente a vida a futuras mulheres, que não chegam a nascer, não pode ser bom...
E justificar esta lei com o argumento de que queremos salvar as mulheres é querer combater um mal com outro mal, legalizado...
Muitas mulheres e muitos homens continuarão a lutar pela defesa da vida humana...
O aborto não é um direito da mulher, porque o ser que é morto através do aborto não é um apêndice do corpo da mulher... é uma nova vida que ela transporta em si e que merece ver a luz do dia...
Por isso não consigo perceber o regozijo da Inês Pedrosa com esta lei...
Há alguma alegria em ver vidas e almas despedaçadas?

Aborto, clandestino ou legal, NÃO!
 
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    a negação do primeiro direito: o direito a nascer.    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 1:16 | Sexta feira, 30 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 2:07 | Sexta feira, 30 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 2:34 | Sexta feira, 30 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 11:58 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:04 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 13:17 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:11 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:39 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:49 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:07 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:22 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:30 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:37 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:21 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:46 | Sábado, 31 de julho de 2010
    "Quanto ao aborto..Toda a morte biológica é o fim"    Ver comentário
SS THUNDER SSTORM (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Já estou a tremelicar    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:07 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:32 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:36 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 18:06 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Um pequeno posfácio...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 22:15 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: Um pequeno posfácio...    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
    Re: Um pequeno posfácio...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:13 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
    Re: Um pequeno posfácio...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 14:39 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 20:04 | Sábado, 31 de julho de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Luís FMFC Lopes (seguir utilizador), 1 ponto , 12:45 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
    Re: a negação do primeiro direito: o direito a nas    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 22:12 | Segunda feira, 2 de agosto de 2010
O titulo diz tudo
user177255 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:30 | Sábado, 31 de julho de 2010
Muito bom, como sempre!!!!
'As mulherzinhas falta-lhes mundo, vivencias, tolerancia...
Pessoas que vivem como se o mundo fosse um conto de fadas e revistas cor-de-rosa.
 
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Bora lá "descobrir as falácias"
CrisSousa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Sábado, 31 de julho de 2010
Um exercício para todos os leitores deste texto.

Chama-se "Descobrir as falácias" :

Exercício: Ir à lista em http://pt.wikipedia.org/w... e descobrir o maior número de exemplos presentes no texto de Inês Pedrosa.

 
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Essa das galdérias está o máximo!
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Sábado, 31 de julho de 2010
"O planeamento familiar é muito bonito - mas, isso sim, não depende só delas. Há homens que proíbem as mulheres de tomar a pílula, para não serem "galdérias". Homens que se recusam a usar preservativo porque entendem que as mulheres estão ao seu serviço." (fim de citação)

Parei quando li este parágrafo. Só me apetecia rir ...

Ainda bem que essas mulheres se SUJEITARAM à VONTADE do MARIDO BRONCO, não é Inês? Assim é que se comporta a verdadeira mulher perante o verdadeiro macho que tem a mulherzinha ali subjugada, e cuja situação até é compreendida pelos politicamente correctos do costume (ou seja, como o bronco do marido não permite que a mulher tome a pílula ou use preservativo, o melhor é deixá-la abortar) ...

Poupe-me, OK? Podia ter arranjado um argumento que melhor se adequasse aos dias de hoje. Não sei se sabe, mas actualmente é muito difícil encontrar mulheres do tipo "Amélia é que era mulher de verdade", ou seja, que não se maquilham, não vestem mini-saia, não tomam a pílula logo aos 14 anos, que não iniciam a actividade sexual aos 13, que não têm vários namorados e parceiros ao longo da vida antes de contraírem casamento ou se juntarem definitivamente com alguém.

O caricato é que eu julgava que essa conversa de "galdérias" para as mulheres que tomam a pílula se aplicaria, QUANDO MUITO, à geração dos meus pais! Mas estou a ver que, hoje em dia, ainda há muito BRONCO de 20, 30 e 40 anos ...

Ou isso, ou então os politicamente correctos não têm argumentos!
 
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A cultura da mulher-objecto
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Sábado, 31 de julho de 2010
A hipocrisia desta sociedade é tanta que, por um lado, qualquer revista cor-de-rosa (as tais que são vendidas para as MASSAS) escancarada nos quiosques portugas apresenta, quase sempre, um tipo de mulher que, ou já posou para a Playboy (juntamente com os seus peitos de silicone), ou já deu o golpe do baú junto do seu jogador de futebol de estimação, ou então não dá uma para a caixa e a única coisa que tem para mostrar é o SEU CORPO.

É como se essas revistas dissessem subliminarmente (ops, estou usando a palavra proibida): mulher não tem cabeça, só corpo para deleite do brilhante macho portuga.

Assim, os politicamente correctos como a Inês (a Inês perderia MUITO se deixasse de ser politicamente correcta, não é verdade?), dizia eu, os politicamente correctos, em vez de criticarem essa cultura da mulher-objecto que está a ser imposta pelos meios de comunicação de massa (alguns dos quais detidos pelo dono do jornal Expresso), em vez disso, esses politicamente correctos preferem SUBVERTER o apoio a essas mulheres maltratadas pelos maridos broncos (quantos anos terão elas? 50, 60? E ainda podem ter filhos?!?!) e apoiar indirectamente os BRONCOS DOS MARIDOS!!!!

Isto deve ser uma lógica tipicamente portuguesa, só pode ...
 
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Vida
Catarina PF (seguir utilizador), 1 ponto , 11:06 | Terça feira, 3 de agosto de 2010
1.“A mim, esse crescimento [do número de abortos] dá-me satisfação.”
!?
Inês Pedrosa, quando a discussão do aborto se resumia a ser um mal versus ser um mal necessário (note-se que ambos os lados o assumiam como um MAL), já me fazia confusão.
Agora vem a Senhora (?) dizer-me que é um bem. Desculpe-me, mas PERDEU A CABEÇA? Fica satisfeita? Contente?! Alegre?! Quem é que precisa de uma vida agora?... Viver na sua deve ser mesmo um Inferno.

2.Na sua linha de pensamento, ocorreu um erro crasso (certamente involuntário): Um homem não pode obrigar a mulher a abortar, mas pode proibi-las de usar a pílula. Mude um deles, vá lá. É que resolvia metade do problema.

3.“As crianças têm direitos independentes dos adultos, e o primeiro desses direitos é o conhecimento do seu património genético.”
HAHAHA!
Inês Pedrosa, de facto só assim se pode ser favorável ao aborto: o primeiro direito de alguém, de uma criança!, não é o direito à VIDA, mas ao conhecimento bla bla bla! INACREDITÁVEL. Que descaramento.

4.Quantas mulheres morreram em vãos de escada devido a abortos ilegais entre 2000 e 2007? (Não, não tem truque!) Não sabe, Inês? Pois… Foram duas.

Este seu artigo repugna-me, de tão cheio de raiva e tão vazio de sentido que está.

Sabe que mais? Muita sorte tem você por poder “get a life”, porque muita gente, graças a si, não pode.
 
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