O Movimento Benfica Vencer, Vencer, que chegou a ponderar avançar com uma candidatura às eleições no Benfica
, entretanto ganhas por Luís Filipe Veira, não vai avançar com qualquer acção judicial contra o sufrágio de sexta-feira.
Logo depois de confirmada a reeleição de Luís Filipe Veira para mais um mandato de três anos, com 91,74 por cento dos votos, Rui Rangel, um dos elementos do Movimento, admitiu à Agência Lusa a possibilidade de um "pedido de impugnação do acto eleitoral ou vir a tomar acções próprias de anulação" do sufrágio.
No entanto, o Movimento Benfica Vencer, Vencer, esclarece hoje em comunicado que não irá intentar qualquer acção judicial, embora vá continuar "atento e vigilante no que entende serem os mais altos interesses do Sport Lisboa e Benfica".
O Movimento insiste que a demissão em bloco dos órgãos sociais do clube, que anteciparam as eleições de Outubro para o início de Julho, "mais não serviu do que uma estratégia pessoal" de Luís Filipe Vieira.
"Os insultos sucederam-se, a falta de democracia imperou, a mentira e a calúnia reinaram", continua a acusar o Movimento, em referência ao período de campanha eleitoral, durante a qual José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, chegou a ponderar encabeçar uma lista deste Movimento.
No mesmo comunicado, o Movimento cumprimenta os sócios que na passada sexta-feira "deram nestas eleições (...) uma prova de civismo e crença no ideário benfiquista".
"Cerca de 17 por cento dos sócios com capacidade eleitoral vieram reeleger Luís Filipe Vieira para mais um mandato, na esperança e convicção que ao fim de oito anos de significativos insucessos desportivos, em particular, na área do futebol, tendo em conta apenas uma interrupção, a de 2005, este estado de coisas se venha a alterar rápida e profundamente", refere a missiva.
Luís Filipe Vieira foi reeleito presidente do Benfica para os próximos três anos por larga maioria, com 91,74 por cento dos votos, num total de 223.656, representativos de 18.825 votantes.
A lista B, de Bruno Carvalho, conseguiu apenas 6610 votos, de um universo de 505 votantes, representando 2,71 por cento da votação.
Votaram em branco 1121 associados, em representação de 13.519 votos (5,55 por cento). Votos nulos foram 221.
Com 20.672 votantes no total, representando 243.785 votos, estas eleições foram as segundas mais concorridas, depois daquele que opôs Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho em 2000 (21.804 votantes).