21 de maio de 2013 às 11:02
Página Inicial  ⁄  Sociedade  ⁄  Morreu o multimilionário Patrick Ricard

Morreu o multimilionário Patrick Ricard

 

Dono do império Pernod-Ricard, o segundo maior grupo de bebidas alcoólicas do mundo, foi vítima de um ataque cardíaco.
Lusa
Patrick Ricard tinha 67 anos Patrick Ricard tinha 67 anos

O multimilionário Patrick Ricard, presidente do grupo de bebidas e licores Pernod-Ricard, faleceu aos 67 anos, depois de três décadas à frente daquele que é hoje o segundo maior grupo de bebidas alcoólicas do mundo.

O grupo, fundado em 1932 pelo seu pai, Paul Ricard, confirmou hoje que a morte de Patrick Ricard aconteceu na tarde de sexta-feira no hospital de Sainte-Anne de Toulon, no Sul da França, após ter sofrido um ataque cardíaco perto da ilha de Bendor, propriedade da família na Costa Azul francesa.

Através de um comunicado, a Pernod-Ricard lamentou a perda de um industrial que soube "diversificar e intercionalizar o grupo sem desviar-se nunca da sua visão", que passava por "elevar a gama das suas marcas".




Percurso

Patrick Ricard, nascido a 12 de maio de 1945, deu os seus primeiros passos no grupo de licores em 1967, depois de ter estudado Comércio em França, Alemanha e Estados Unidos, para converter-se em 1972 no diretor-geral, três anos antes da sua fusão com o grande grupo rival Pernaud.

O conhecido industrial francês alcançou em 1978 a presidência do grupo, entretanto criado, cuja faturação anual do último exercício superou os 7.500 milhões de euros (12.300 milhões de dólares) e a sua capitalização bolsista em França ronda os 22.900 milhões de euros (28.200 milhões de dólares).

Proprietário de conhecidas marcas de licores como o vodka Absolute, o gin Beefeater, a tequilha Viuda de Romero, o uísque Ballantine's ou o rum Havana Club, também integram o leque da Pernod-Ricard os vinhos espanhóis Campo Viejo, Siglo y Viña Alcorta, assim como os argentinos Balbi ou Santa Silva, entre outros.

Na Europa tem um peso de 27,7 por cento nos negócios e a América 27% e, segundo a revista Forbes, a Pernod-Ricard é a empresa mais inovadora de França e a 16.ª a nível mundial, antes da japonesa Nintendo e da multinacional norte-americana de café Starbucks.

Desde 2008 que Patric Ricard tinha reduzido a sua atividade na direção do império francês das bebidas e o segundo maior do mundo, atrás da britânica Diageo, deixando as rédeas operacionais no seu braço direito Pierre Pringuet, engenheiro de minas e antigo assessor de gabinete do antigo primeiro-ministro socialista Michel Rocard.

Nos últimos anos, o grupo aumentou a ritmos vertiginosos o seu crescimento na China, com aumentos de faturação semestrais de mais de 20%.

Esta estratégia de internacionalização foi aplaudida pela bolsa de Paris, onde os investidores a valorizaram os títulos da Pernod-Ricard em 65% nos últimos três anos.

Casado, com três filhos, Ricard era amante de caça e ópera e tinha uma fortuna familiar que ascendia a 2.950 milhões de euros (3.650 milhões de dólares), segundo a publicação Challenges, o que o colocava como a décima terceira pessoa mais rica da França.


Comentários 8 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
O trabalho dá saúde?
Embora a actividade dele não seja a mais útil para as necessidades humanas, parece-me que enriqueceu graças ao seu trabalho e dedicação.

São poucos os que enriquecem de forma tão clara...
Vinho tinto
Tivesse bebido mais vinho tinto português em vez da zurrapa de bebidas brancas que consumia e vendia, e talvez não tivesse morrido de ataque cardíaco, que como se sabe, é ajudado por colesterol alto, que indicia pouca ingestão de vinho tinto.

Enfim, a notícia serviu para relembrar o magnífico circuito de F1 Paul Ricard, onde Lauda, Andretti, Prost, Mansell e até Michel Vaillant (!) ganharam.
Bolas
E eu que pensava que os ricos não morriam....
Tenho que repensar esta minha vontade de ser muito, muito, muito rico. Como aqueles que metem muito dinheiro em off-shores para ter muito dinheiro, para poder por em offshores, para ter muito dinheiro para meter... Alguns, pobres, ainda metem alguns haveres no caixão, mas os ricos como têm muito e o têm em off-shores não cabe....
eu sou primo direito do Patrick Ricard
a ver se me toca algum
Re: Morreu o multimilionário Patrick Ricard
O que prova mais uma vez que a busca do dinheiro é ridiculamente importante se comparada com a busca da imortalidade.
a morte e o dinheiro
temos que começar a cultivar os valores intyeirores e a propria imortalidade nao os valores sueprficiais e futweis do dinheiro. Este é o mal de todos os males conjugado com a ignorancia cronica das pessoas (E sobretudo dos politicos).
Mortes
E o do Martini ainda é vivo ??
No stress!
Calma, meus filhos!
Hoje trouxe bebidas para todos!
PUB
PUB
Expresso nas Redes
Pub