Laura Pollan, líder das Damas de Branco (esposas e mães de prisioneiros políticos cubanos), morreu na sexta-feira aos 63 anos em Havana, onde estava hospitalizada devido a insuficiência respiratória, informaram fontes da oposição cubana.
Pollan dirigia com Berta Soler, outra esposa de um dissidente, as Damas de Branco, organização criada depois da detenção e condenação, em 2003, de 75 opositores do regime cubano, entre os quais Hector Maseda.
Só no final das negociações, em maio de 2010, entre o Governo de Raul Castro e a Igreja Católica é que os prisioneiros políticos foram libertados.
O Governo de Cuba acusa as Damas de Branco, distinguidas pelo Parlamento Europeu com o Prémio Sakharov em 2005, de serem "a ponta de lança" da política "subversiva" dos Estados Unidos contra a ilha.