Milhares de pessoas juntaram-se hoje a líderes políticos, culturais e sociais espanhóis nas últimas homenagens ao cantor, compositor, político e poeta José Antonio Labordeta
que morreu ontem, aos 75 anos, de cancro.
Cerca de 30 mil pessoas visitaram já a capela ardente com os restos mortais de Labordeta, instalada no Palácio da Aljaferia, em Saragoça. O corpo será cremado na terça-feira numa cerimónia privada.
Três dias de luto
A autarquia de Saragoça decretou três dias de luto oficial pela morte de Labordeta, um dos nomes de "maior significado" da cidade nas últimas década, segundo o alcaide Juan Alberto Belloch.
As principais individualidades espanholas, incluindo o rei Juan Carlos, enviaram já mensagens de condolência pelo fundador da Chunta Aragonesista
, partido regional de Aragão.
Juan Carlos, que o definiu como "um grande amigo" classificou Labordeta como "um grande patriota", enquanto o presidente do Governo regional, Marcelino Iglesias, destacou os seus valores em "defesa da liberdade, da democracia e da identidade dos aragoneses".
16 discos e 20 livros publicados
A título póstumo, foi-lhe hoje concedida a Medalha de Aragão, a mais alta distinção outorgada por esta comunidade autónomas. Autor de "Canto à Liberdade
", Labordeta tornou-se famoso pelas suas intervenções parlamentares - chegou a mandar "à merda" a bancada do Partido Popular - ficará conhecido como poeta, catedrático de história e sobretudo autor.
Depois de 20 anos de docência começou a dedicar-se por completo à canção e a outras facetas artísticas, passando depois pela política. Considerado um dos principais expoentes espanhóis da canção de autor, gravou 16 discos e tem mais de 20 livros publicados.