Morreu Héctor Tizón
Héctor Tizón, reconhecido escritor argentino, faleceu hoje no povoado de Jujuy, no extremo norte da Argentina, a mesma região desértica onde nasceu, em 1929, e passou a sua infância. Na sua trajetória, recheada de prémios, entre os quais o grau de "Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras" que lhe concedeu o Governo de França, ainda teve tempo de escrever e publicar o seu "Memorial de la puna"
Foi advogado, jornalista e diplomata, mas foi como autor de obras consideradas "magistrais" como "Fuego en Casabindo", "Luz de las crueles provincias" e "Extraño y pálido fulgor" que mais se destacou. Em 2005, o escritor foi candidato ao Nobel da Literatura, apresentado pela Fundação Konex.
O escritor exilou-se em 1976 e até 1982 viveu em Espanha. Não suportou bem os anos de exílio, e chegou a pensar em deixar o seu país para sempre. Nos últimos anos em Espanha, escreveu "La casa y el viento", "fruto de um ato de desespero", como admitiu numa entrevista.
Héctor Tizón foi diplomata, vinculado ao partido Unión Cívica Radical (UCR) e chegou a ser juiz do Supremo Tribunal da província de Jujuy.


Leo La Valle/EPA
Héctor Tizón durante a Feira do Livro em Buenos Aires