24 de abril de 2014 às 11:57
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Monti defende maior partilha de soberania

O primeiro-ministro italiano considera que é importante uma maior partilha da soberania para fazer frente aos mercados.

Monti defende que "o modo mais avançado de partilhar a soberania que existe no mundo é a União Europeia" EPA/Maurizio Brambatti Monti defende que "o modo mais avançado de partilhar a soberania que existe no mundo é a União Europeia"

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, defendeu hoje, em Roma, que "existe uma globalização que implica a necessidade de um governo da globalização", o que obriga à "partilha" das soberanias nacionais, para enfrentar os mercados.


"Para que haja um governo da globalização é necessário que haja uma coordenação mais ou menos incisiva dos governos dos diferentes países. Esta, por sua vez, implica a necessidade de uma cedência - que eu prefiro chamar partilha - da soberania nacional", acrescentou Monti, que intervinha no congresso da Internacional Democrata do Centro (IDC).


Segundo o primeiro-ministro italiano, há que distinguir entre uma cedência "simétrica e voluntária" da soberania nacional e a "mais passiva, menos voluntária e mais assimétrica", como a que "alguns Estados-membros da União Europeia estão obrigados se não conseguirem ter a força para cumprir as regras da vida comunitária".


O chefe do governo tecnocrata italiano considerou que "o modo mais avançado de partilhar a soberania que existe no mundo é a União Europeia" e que o Parlamento Europeu é "uma grande base da legitimação democrática da UE".


Monti alertou que a integração deve ser feita com especial cuidado na Europa, para evitar "problemas de rejeição", incluindo do euro.

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Não esquecer o preservativo...
Monti alertou que a integração deve ser feita com especial cuidado na Europa

Quer ele dizer:E com muita vaselina,para não se sentir tanto.
Mário Monti,bajulando a decadente UE,porquê??...
Compreende-se obviamente que"existe uma globalização que implica necessidade de um governo da globalização"(aldeia global) naturalmente regulada pelo FMI supervisionado pelo Banco Mundial e liderada pelos USA,assumindo-se uma disciplina possível e distribuindo consistentemente os recursos monetários ,quando o mundo está transformado numa verdadeira aldeia global monitozável com transparência e eficiência.

Se não é estimulante haver uma única moeda mundial,porque suprimiria a heterogeneidade multifacetada da actividade económica e da vida humana a nível nacional e internacional,também se justifica indubitavelmente a reabilitação dos estados-nação(e a não manutenção de blocos de países sem soberania,pantanosos e anárquicos como a UE com a zona euro)que sejam senhores das suas políticas económicas e sociais próprias e,logo,voltadas para o crescimento e o desenvolvimento motivado e responsável,que interessa a todos os quadrantes nacionais e internacionais por essa perspectiva ser a única consistente,viável,credível e promissora.

"Papel" e mais "papel"(isto é,dinheiro legal)a ser derramado em populações parasitárias,amorfas,abúlicas e viciosas só conduz ao abismo,porque esse "papel"não terá retorno e não haverá os lucros provenientes dos juros para a Banca,seja ela nacional ou internacional.
...
Re: Mário Monti,bajulando a decadente UE,porquê??. Ver comentário
Pacheco Pereira
Talvez valha a pena juntar o comentário de PP na sua rubrica "A Lagartixa e o Jacaré" na Sábado da semana passada, em que referia que Rompoy e Monti eram adeptos que o euroceticismo fosse considerado crime, uma espécie de xenofobia.
Isto parece-me da maior gravidade e, mesmo que não o consigam concretizar, diz bem da "democracia" destas mentes iluminadas...
Faz-me sempre lembrar o "crime" de anti-semitismo sempre que se critica algum procedimento usurário judaico.
Mas será que os árabes não são também semitas?
A "mainstream" e os "gatekeepers" é do pior que há...
Bem diziam os gregos: Há três formas de governo. A Tirania, a Oligarquia e a Democracia. A democracia não existe porque é refém dos partidos e os partidos reféns da Oligarquia.
Resta então a Oligarquia e a Tirania.
Quem se interessar estude as virtudes e os vícios de uma e de outra...
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