José Eduardo Moniz já não se sentia "querido" na Media Capital (MC), apesar de ter tornado a TVI lucrativa e líder da televisão generalista em Portugal. Afirmou ter saído de "coração triste". Mas o seu afastamento da MC - detida pelo grupo espanhol Prisa, que há algum tempo afirmava que Moniz era um quadro demasiado caro - poderá ser apenas temporário.
Tido como uma das pessoas que mais sabem de televisão no país, Moniz terá sido convidado pela Ongoing para liderar a expansão do grupo da família Rocha dos Santos no sector dos media. Nesse sentido, se a Ongoing fechar o negócio, Moniz poderá regressar à TVI como administrador.
O Expresso apurou que a Ongoing está a estudar a possibilidade de constituir um veículo para onde passará todas as participações do grupo nesta área: Económica ("Diário Económico" e "Semanário Económico"), a Impresa (quase 25%), a Media Capital e os projectos no Brasil, onde o grupo está a equacionar lançar um jornal económico, e em Angola, onde tem uma parceria estratégica com a Score Media.
Aliás, Moniz tem experiência no mercado angolano, já que deu apoio técnico à criação do primeiro canal privado do país, o Zimbro. Um projecto que contou também com a colaboração de Bernardo Bairrão,
que irá agora assumir na TVI alguns dos pelouros do ex-director do canal.
Fernando Maia Cerqueira, administrador da Ongoing, amigo de Moniz dos tempos da RTP e com experiência em Angola, irá acompanhá-lo neste projecto de expansão.
Texto publicado na edição do Expresso de 8 de Agosto de 2009