20 de maio de 2013 às 6:23
Página Inicial  ⁄  Economia  ⁄  Moção é "cartão vermelho" contra "políticas de submissão" à UE

Moção é "cartão vermelho" contra "políticas de submissão" à UE

"Censuramos na atitude do Governo (...) de submissão que tem tido face aos ditames da União Europeia e do FMI," afirmou o eurodeputado comu nista João Ferreira.
O eurodeputado comunista João Ferreira considerou hoje que a moção de censura anunciada pelo seu partido é também um cartão vermelho às políticas de submissão aos ditames da União Europeia por parte do Governo PSD/CDS-PP.

"Um dos aspetos que nós censuramos na atitude do Governo é, evidentemente, a política seguidista e de submissão que tem tido face aos ditames da União Europeia e do FMI [Fundo Monetário Internacional] também", afirmou João Ferreira, no Funchal, onde hoje tem diversos encontros com entidades ligadas ao mar e às pescas.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, anunciou hoje a apresentação de uma moção de censura ao Governo PSD/CDS-PP, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, na Assembleia da República.

Medidas negativas para o país


João Ferreira salientou que "muitas das medidas que estão a ser implementadas, sendo profundamente negativas para o país e para a esmagadora maioria da sua população, acaba por haver, infelizmente, quem beneficie delas" no país.

"Têm sido, sobretudo, esses interesses que o Governo tem optado por servir, mas são interesses francamente minoritários, apesar de poderosos, no conjunto da sociedade portuguesa", observou.

Segundo João Ferreira, é "importante" ter presente que "nenhum dos problemas que este Governo se propôs resolver está a ser resolvido".

De acordo com o eurodeputado os problemas "estão a ser agravados" e "todos os indicadores económicos e sociais" estão a degradar-se.

Peso insustentável da dívida pública


"Inclusivamente, aquele problema que alegadamente justificou esta intervenção [da troika], ou seja o peso insustentável da dívida pública e os juros cobrados sobre essa dívida, vemos que mesmo desse ponto de vista o país não está melhor", destacou, acreditando que Portugal "chegará ao fim" do "pacto de agressão" do FMI e da União Europeia "com um peso da dívida ainda maior".

Para o deputado do Parlamento Europeu, não havendo do Governo "nenhuma intenção de infletir caminho, pois, naturalmente, que esta censura se impõe", tratando-se de "dar uma correspondência no plano institucional à censura que por todo o país vem sendo feita desde há muito tempo".

"Salvaguarda das especificidades"


O eurodeputado alertou ainda para a proposta da Comissão Europeia que "poderá prejudicar seriamente as regiões ultraperiféricas", prometendo que o partido vai continuar a bater-se pela "salvaguarda das especificidades" destas regiões.

"Estamos a falar de passar de um orçamento de 979 milhões de euros a preços de 2004 para o conjunto das regiões ultraperiféricas para 926 milhões de euros a preços de 2011 e, incluindo, também as regiões de baixa densidade populacional", explicou João Ferreira, reconhecendo existirem "razões sérias de preocupação" quanto ao desenrolar da discussão sobre o próximo quadro financeiro plurianual.
Comentários 2 Comentar
ordenar por:
mais votados ▼
Cartão vermelho
Como pode um partido, sem poder, sem qualquer significado eleitoral, que se recusou a discutir com a troika, vir agora apresentar uma moção de censura?
Estará á espera de quê?
Tenham pelo menos vergonha reduzam-se á sua infima expressão, e tenham esperança que algum dia venham a ser alguém.
Submissão à UE?
Nunca! Coreia do Norte é o nosso destino! Só nos falta um Querido Líder!
PUB
PUB
Expresso nas Redes
Pub