A presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos acusou hoje o Governo de ter "subestimado" os indícios do descontentamento popular, que hoje degeneraram em confrontos com a polícia, e de não assumir responsabilidades pelo aumento do custo de vida.
Em declarações à agência Lusa desde Maputo, a presidente da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH), Alice Mabota, classificou a situação na capital de "muito difícil", considerando que se está a viver um "autêntico braço de ferro entre a população e o Governo".
Pelo menos seis pessoas morreram e 42 ficaram feridas, quatro das quais em estado grave, nos confrontos entre populares, que iniciaram hoje de manhã um protesto pelos aumentos dos preços dos bens essenciais, e a polícia. Os protestos começaram nos arredores de Maputo, mas estenderam-se ao centro da capital.