O multimilionário mórmon segue favorito na corrida republicana às presidências americanas de 6 de Novembro. Ontem venceu por larga margem e no discurso de vitória usou a crise europeia a seu favor.
Ricardo Lourenço, correspondente nos EUA (www.expresso.pt)
9:30 Quarta feira, 1 de fevereiro de 2012
Mitt Romney: «Vamos lutar pela América que amamos. Nós acreditamos na América»
Mitt Romney venceu ontem à noite (madrugada em Portugal) as primárias na Florida, arrecadando os 50 delegados daquele estado americano, um pequeno passo para conquistar a maioria de 1144 (num universo de 2286) que irão eleger, durante a convenção de 27 de Agosto, o candidato republicano às presidenciais de 6 de Novembro.
Seguem-se os estados do Nevada, Colorado, Minnesota, Missouri, Arizona e Michigan, que durante este mês irão a votos, sufrágios pouco relevantes visto que apenas três deles (Nevada, Arizona e Michigan) elegem delegados, 87 no total.
Milhões e religião
As boas prestações nos debates televisivos, os milhões investidos em publicidade negativa, maioritariamente contra Newt Gingrich, o principal rival, a conquista do voto ultraconservador (50% dos cristãos evangélicos da Florida votaram em Romney) e a vitória nas principais áreas urbanas - Miami, Jacksonville, Tampa, Orlando, Naples e Panama City - catapultaram o multimilionário mórmon para o triunfo.
Às 20h30 (1h30 Portugal), na sede de campanha em Tampa, Ann Romney candidata a primeira-dama falou primeiro que o marido e recordou os anos em que os seus pais viveram na Florida, hoje um estado "atolado na crise".
Agradeceu a todos e, três minutos depois, anunciou o "próximo" presidente dos EUA. "Mitt! Mitt! Mitt! Mitt!", gritava a audiência.
Pela América e contra a Europa
Romney tomou a palavra e insistiu na economia. "Barack Obama não conseguiu combater o desemprego, foi incapaz de reduzir o défice e dizimou tudo o que podia".
Seguiram-se votos de apoio à liberdade religiosa e à Constituição, promessas de aumento do orçamento de Defesa e de que os americanos terão mais oportunidades de emprego.
"Lembrem-se de como era magnífico ser americano, quando não olhávamos com receio para o preço dos combustíveis ou de quando a Casa Branca reflectia o melhor da América e não o pior do que a Europa tem para oferecer. Vamos lutar pela América que amamos. Nós acreditamos na América ", disse Romney.
É interessante ver os estados unidos promoverem os países árabes como alvo invocando o seu fundamentalismo e o facto da religão deles promoverem violência, mas os mesmos Estados Unidos são tão ou mais fundamentalistas que eles. Nunca percebi como é que um páis que se autopromove como o líder do mundo livre, a religião tem tanto peso na politica do país.
Na europa era assim... mas no século 12 com as cruzadas. Mas entretanto evoluímos e conseguimos hoje separar religião de política.
Os estados unidos estão decadentes e em menos de 10 anos passarão a segunda economia mundial. Aí pode perdir a DEus que os ajude pois vão precisar.
Boa Sorte. E o que Obama ganhe outra vez.