20 de abril de 2014 às 1:37
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Mitsubishi I-MIEV Um eléctrico citadino

Troféu Volante de Cristal, Carro do ano: A Mitsubishi já vende carros elétricos em Portugal. Como é guiar o i-MIEV?

Rui Cardoso; rcardoso@expresso.impresa.pt
Quem disse que todos os carros japoneses são iguais? Na abordagem ao veículo elétrico Mitsubishi e Nissan seguiram abordagens diferentes. Enquanto a Nissan apostou num carro parecido com os outros (ver texto sobre o Leaf), a Mitsubishi optou por um carro claramente concebido para a cidade (que é, afinal, o habitat natural destes veículos dada a sua autonomia limitada).

O I-MIEV, com a sua forma futurista, é, claramente, um carro para acomodar quatro pessoas e não muita bagagem.

Esta lógica de simplificação também passa pelo carregamento: o fabricante não recomenda nenhuma instalação especial em casa, para além, claro, de uma boa tomada de terra, dimensionada para um débito de 16 A. O tempo de recarga baixa, comparativamente com outros modelos elétricos, cifrando-se nas seis horas.

É o ideal para quem o possa ligar à tomada enquanto trabalha ou mais que o suficiente para carregar tranquilamente toda a noite, seja em casa, seja num posto público da rede nacional de recarca da MOBI.E.

Em alternativa, há o chamado carregamento rápido nalgumas áreas de serviço (veja em http://www.mobie.pt/ ) que devolve 80% da carga em meia-hora e que, segundo o importador nacional, não acarreta risco de envelhecimento da bateria.

Chega de teoria. Que tal se porta o Mitsubishi I-MIEV? A resposta é: nada mal!

Tem boas dimensões para a cidade e responde bem no meio do trãnsito. Como tem tração atrás, convém negociar com calma as rotundas em tempo de chuva, se me faço entender...

Na hora de estacionar é um regalo e se precisar de um arranque mais rápido ou de ultrapassar com mais genica, não ficará desiludido, pois os 67 cv e, sobretudo, os 180 Nm de binário respondem prontamente. Convém é não fazer do carro um GTI porque a bateria descarrega num instante.

Ao fim de umas horas ao volante constata-se que não vale a pena ir a morrer nas subidas nem abusar do modo ECO. A cada subida corresponde geralmente uma descida e nesta, se tirarmos o pé ou travarmos de vez em quando, recuperamos alguma energia.

Por outro lado, havendo condições para circular à vontade, resulta melhor deixar embalar o carro para a velocidade ideal e, a partir daí, gerir o andamento.

Em condições especialíssimas a marca anunciou uma distância máxima percorrida de 220 km.

Mas o condutor prudente nem com os 150 km anunciado pelo fabricante contará. Se for prudente, antes de chegar aos 100 km o melhor é começar a pensar onde vai ligar a ficha...Esta "angústia do depósito vazio" passa a ser uma característica inerente à condução dos carros elétricos. Só desaparecerá com o hábito, a generalização dos postos de carregamento e o aperfeiçoamento desta tecnologia.

Em contrapartida o importador português anuncia um custo de recarga em horário noturno e contador bi-horário doméstico da ordem dos € 1,5 mais IVA. O que, tendo em conta os quilómetros que o carro consegue percorrer, dá um custo de um euro ao cem (mais IVA), quatro ou cinco vezes menos que um diesel de baixo consumo.

Para já a Mitsubishi propõe-nos o I-MIEV por € 30.250 (clientes particulares), na linha dos carros elétricos da concorrência e dos híbridos mais comuns (exceção feita aos Honda - Insight e Jazz - mais próximos dos € 20 mil).

Para quem precise dum carro de trabalho ou possa prescindir dos bancos de trás há uma versão furgão por € 29.000 mais IVA (para empresas).






Comentários 1 Comentar
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Podiam-no ter feito mais bonito !
Parece um Piolho do PUBIS ! Porque diabo o fizeram tão FEIO ?
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