A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública não abdica da manifestação nacional da Função Pública de sábado, considerando que o ministro das Finanças fez hoje um "apelo à lamechice".
Teixeira dos Santos defendeu hoje que "o país tem de responder" ao "ataque dos mercados", no dia em que a agência Standard & Poor's reviu em baixa a notação financeira da dívida de Portugal, a Bolsa de Valores de Lisboa caiu 5,36 por cento e os custos com seguros contra incumprimento da dívida atingiram máximos históricos.
Para o ministro das Finanças, "há que focar a atenção naquilo que é e deve ser prioritário para o país, pois as dificuldades da crise ainda não acabaram e o que importa é ultrapassá-las o mais rapidamente possível".
Em declarações à agência Lusa, Ana Avoila, dirigente da Frente Comum, considerou que Teixeira dos Santos fez um "apelo à lamechice", quando, na verdade, o Governo devia apostar no "investimento no tecido produtivo".
"Não é andar feitos lamechas a fazer apelos sem tomarem medidas e sem mudarem de políticas", afirmou, sustentando que os funcionários públicos "serviram de bode expiatório para tudo o que acontece" em Portugal durante os últimos dez anos.
O protesto de sábado, contra o congelamento de salários, mantém-se, adiantou Avoila.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso