24 de maio de 2013 às 0:19
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Ministra da Agricultura anuncia investimento de 411 milhões

O 6.º concurso do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) vai apoiar 667 projetos agrícolas.
Raquel Pinto e Vítor Andrade (www.expresso.pt)Lusa
A ministra Assunção Cristas visitou esta tarde a Sociedade Agrícola da Morgadinha, em Borba Nuno Veiga/Lusa A ministra Assunção Cristas visitou esta tarde a Sociedade Agrícola da Morgadinha, em Borba

O novo concurso do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) vai apoiar 667 projetos agrícolas, num investimento global de 411 milhões de euros, anunciou hoje a ministra da Agricultura, Assunção Cristas.

"O 6.º concurso traz, na sua globalidade, um investimento na agricultura na ordem dos 411 milhões de euros. É um investimento apoiado pelas verbas comunitárias e nacionais, mas também com uma forte componente privada".

A ministra Assunção Cristas falava aos jornalistas, na Sociedade Agrícola da Morgadinha, no concelho alentejano de Borba, depois de ter assinado os primeiros sete contratos de projetos agrícolas apoiados por este novo concurso do PRODER.

Os dados oficiais relativos ao PRODER indicam que no âmbito do 6º concurso deste programa, foram já aprovados 667 projetos, aos quais foram atribuídos 113 milhões de euros.

A mesma fonte acrescenta que "a monitorização da execução dos projetos PRODER continua a ser efetuada em permanência e poderá ainda permitir nova libertação de verbas provenientes de projetos aprovados e não executados, que serão canalizadas para a aprovação de candidaturas que estiverem em lista de espera".

O PRODER, criado pelo ex-ministro da Agricultura Jaime Silva no primeiro Governo de José Sócrates, já aprovou cerca de 4.300 projetos, que já permitiram atribuir um apoio global de cerca de 736 milhões de euros. Isto significa mais de 2,3 mil milhões de euros de investimento em projetos que visam a modernização da agricultura em Portugal.

Recorde-se que foi hoje publicado em Diário da República o enquadramento legal que permitirá executar medidas de apoio aos agricultores mais afetados pela seca.

No entanto, os agricultores contestam o facto de a ministra não ter estado presente em Bruxelas, na passada semana, no conselho de ministros da Agricultura onde foram debatidas precisamente medidas de apoio ao sector.  

Entretanto, nos campos alentejanos, nomeadamente onde se faz criação de gado, já há muitos agricultores sem comida para dar aos animais. A única alternativa tem sido a importação de palha e feno. Só que os preços, entretanto, dispararam mais de 50%.

 

Comentários 7 Comentar
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Portugal antes de tudo
Como não conheço o conteudo do plano fico na torcida de que seja mesmo um plano que englobe o desenvolvimento de maquinas e equipamentos e diversas outras tecnologias, que a um só tempo ajudem na MODERNIZAÇÂO da Agricultura, como disse a Ministra e possam levar para os interiores técnicos de diversas areas que poderão ate mesmo se fixar nestas regiões. Ha tantos desafios a vencer que, como ja sugeri antes, deveria haver uma convocação civica das universidades para, por exemplo desenvolverem mecanismos que minorem as condições da atividade agricola nos periodos de seca. E as exportações, que são tão importantes para arecuperação do Pais, que itens deveriam ser intensivamente produzidos para se ter excedentes para exportação? E que itens deveriamos também produzir para tender a ZERO a nossa conta com importações deste tipo?
É extraordinaria a convergencia que a Agricultura pode fazer entre importações e exportações, entre desenvolvimento agricola e desenvolvimento tecnológico e ainda entre desenvolvimento regional e integração do Pais com o mundo.
Fica a minha esperança de que a Ministra tenha um bom plano e que as entidades ligadas a agricultura lutem para que Portugal seja um Pais autonomo em termos de produção alimentar e exemplo de modernidade também na agricultura.
Antonio.
Re: Portugal antes de tudo Ver comentário
É preciso fiscalizar.
Boa noite , sou daqueles que acho que na agricultura pode estar algum do nosso futuro , por isso concordo com os apoios, mas se me permitissem gostava de deixar aqui um alerta , para quem não tiver memória curta lembra-se de num passado recente se falar muito em dinheiros comunitarios para a agricultura , é verdade que vieram , é verdade que foram entregues , mas será que foram bem aproveitados eu penso que não. Não vamos falar do passado vamos é ter acerteza que entregamos estes dinheiros a empresas crediveis , a pessoas honestas ,trabalhadoras e com capacidade de gestão e que haja alguém que fiscalize .
É preciso fiscalizar.
Sempre a mesma mentira da terra do Cavaquistão
Cavaco distinguia o sucesso, a competição e a concorrência. Dos fracos não reza a história. Foi a fase do lançamento do programa Jovens Empresários de Elevado Potencial, com o estimulante acrónimo JEEP. Eles levaram a coisa a sério e desataram a comprar jeep’s com os dinheiros do Fundo Social Europeu e dos fundos que a PAC destinou para acabar com a maior parte da produção agrícola. Assim, o verdadeiro e único projecto cavaquista para a agricultura foi o financiamento do milionário Thierry Russel que arrecadou milhões de contos a fundo perdido. De “O futuro da agricultura portuguesa”, como foi classificado por Cavaco, restaram centenas de hectares de plástico a apodrecer e a envenenar a terra, na zona de estufas do Brejão, depois de um ano e meio de brilhante investimento. O Russel foi à vida sem dizer água vai, deixando um monte de dívidas aos fornecedores, trabalhadores no desemprego e ao Deus dará “o futuro da agricultura portuguesa” que, entrando “em queda livre desde 1991” fez perder 142,7 milhões de contos em dois anos, ficando atrás de 1986 quanto ao rendimento líquido..

Será a Assunção Cristas da mesma " escola"?

Investimentos sim...mas controlados!
Só espero que estes investimentos na agricultura não sejam como aqueles que foram efectuados no tempo do Cavaco em que o dinheiro disponibilizado a muitos "agricultores" foram parar a tudo menos à agricultura.
Será que o Ministério da Agricultura vai fiscalizar a aplicação destes dinheiros e a execução dos projectos.
Queira Deus que sim e que andem em cima disso. Caso contrário este país voltará à sina de sempre!...

   
A seca
Alguém consegue distinguir uma vaca barrosam de um misero cão faminto da cidade de Lisboa?
Ambos parecem esqueletos andantes.
A ministra já não sabe onde arranjar palha.
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