26/05/2012 atualizado às 9:56
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Ministério da Saúde gere mal dinheiros públicos

Foi assim que 34,7% dos inquiridos no barómetro "Os Portugueses e a Saúde" classificaram a gestão dos dinheiros públicos neste setor.

9:02 Terça feira, 27 de setembro de 2011

Mais de um terço dos portugueses inquiridos num estudo considera que o Ministério da Saúde (MS) faz "uma má gestão dos dinheiros públicos", enquanto 20% aceita a ideia de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) pago e não universal.

O barómetro "Os Portugueses e a Saúde", cujos resultados são divulgados hoje em Lisboa, refere que, face aos resultados do último semestre de 2010, os portugueses permanecem "muito críticos relativamente à gestão que o MS faz dos dinheiros públicos", com 34,7% a apontar mesmo uma "má gestão".

Por outro lado, indica, existe "uma franja significativa da população portuguesa (cerca de 20%) que aceita a ideia de um SNS pago e não universal" e 38,6% tem a noção que, num futuro próximo, o Estado não poderá continuar a garantir a todos os cidadãos o acesso a novos medicamentos.

Mais investimento


A maioria dos inquiridos (54,9%) defende que cada português deverá pagar os medicamentos novos de acordo com os seus rendimento, como forma de o Estado continuar a poder garantir o acesso a novos fármacos, enquanto 20,8% sugerem a redistribuição de verbas do Orçamento do Estado, canalizando mais verbas para a saúde.

Dos diversos setores avaliados, a saúde é aquele em que os portugueses consideram que deveria existir maior investimento, com 91,2% a defender esta medida.

"A maioria dos portugueses considera que deve gastar-se mais em saúde e aumentar o orçamento alocado ao setor, mas isto é exatamente o contrário das atuais intenções do Ministério da Saúde", afirmou à agência Lusa Paulo Moreira, da Escola Nacional de Saúde Pública, que irá apresentar os resultados do estudo.

Sintomas na Net


Para 72,7% dos inquiridos, os médicos continuam a ser a sua principal fonte de informação sobre a saúde.

"O facto de os portugueses manterem o médico como a sua maior fonte de informação levanta algumas questões, nomeadamente se o médico proporciona o contexto de educação em saúde nos encontros que tem com os cidadãos. Se assim não for então temos uma generalidade em que os cidadãos têm poucas alternativas de melhoraram o seu conhecimento sobre saúde", salienta Paulo Moreira.

A Internet já é utilizada por perto de 30% dos portugueses, que utilizam esta ferramenta para procurar informações relacionadas com a sintomatologia de uma doença.

É a população mais jovem, ativa, com níveis de instrução mais elevados e residente na região de Lisboa e Vale do Tejo e Sul que recorre, de forma mais frequente à Internet.

O barómetro analisou também a relação dos portugueses com a indústria farmacêutica e concluiu que 55% projetam "conotações negativas relativamente ao papel dos laboratórios". Apesar dessa "imagem pouco favorável, a realidade é que os portugueses parecem reconhecer aos laboratórios farmacêuticos uma importância central em diversas questões chave do setor da saúde".

O estudo, que decorreu em julho, envolveu a população portuguesa com mais de 18 anos, residente no continente, tendo sido a amostra de 645 questionários, que foram realizados telefonicamente. O intervalo de confiança é de 95% para uma margem de erro de cerca de 4,0%.

Lusa
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Sobre a saúde.
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 14:12 | Terça feira, 27 de setembro de 2011
não é só em Portugal essa percepção. Aqui, no Brasil, é perfeita a visão sobre como a saúde é tratada, pelo poder dominante. Agora, querem trazer de volta a velha CPMF que, ao seu tempo, não mudou nada no setor da saúde, que caia aos pedaços e deixava a suspeita de que o dinheiro era para manter a política do governo e suas falcatruas. A sociedade está armada contra essa nova tentativa da Dilma, pressionando pela derrota do novo imposto. O que querem é transparência e melhor gerência desses dinheiros. Rio Grande
 
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Dava um livro
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Terça feira, 27 de setembro de 2011
Um pequeno exemplo:
Um despacho que entrou em vigor dia 1 de Setembro e do qual apenas fez eco na opinião pública o fait divers dos hospitais terem de publicar mensalmente os seus dados de gestão.
Nesse despacho vinha a "despiciente" proibição para os hospitais de prescreverem exames e análises que os utentes pudessem vir fazer no exterior onde mais lhes aprouvesse.
Qual é o mal?
1º É como se de repente só pudesse-mos fazer compras no Continente da Amadora. Ele está lá, aberto e tem praticamente de tudo mas não é acessível a todos por razões de simples lógica e física.
Mas em relação à gestão do dinheiro que é o que está aqui em causa:
Poderia-se dizer " Bom nos hospitais do estado essas coisas são mais baratas, daí... faz sentido"
FALSO!!!!!
O estado, o ministério, os contribuintes contrataram com as administrações desses hospitais "públicos", que muitas vezes estão sob gestão dos grupos económicos do costume, contrataram, repito, preços que chegam a ser 10X!!!! mais altos do que receberia a clínica da esquina de acordo com as tabelas que são públicas e iguais para todos os chamados "convencionados".
Agora digam lá que isto da gestão dos dinheiros não dava um livro...
Qual então o interesse da medida?
1º muitos doentes vão deixar de puder fazer exames por natural falta de capacidade.
2º A cereja no topo do bolo: No fim do despacho também diz que se os hospitais não tiverem capacidade(!!!) podem "realizar contratos privados"! com quem entenderem. ...
 
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