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Ministério da Excelência e Ciência

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Trinta alunos por turma? É pouco. Quarenta ou cinquenta, bem cingidinhos, é mais estimulante para novos conhecimentos. Imagine-se o elevado potencial de crianças e jovens, encostadinhos uns aos outros, num contentor...

Nuno Crato, enquanto ilustre convidado para programas televisivos sobre Educação, era um paladino da excelência. Agora, no governo, com o lápis de matemático na mão, executa-a.

A partir do próximo ano lectivo, por despacho do titular do Ministério da Excelência e Ciência (MEC), o número máximo de alunos por turma, do 5º ao 12º ano, passará a ser de 30, quando agora é de 28. E o número mínimo subirá para 26.Já em Agosto passado, no 1º Ciclo (do 1º ao 4º ano), o número de alunos tinha subido de 24 para 26.

A medida foi justificada pela "procura excepcional de matrículas". Entulhar a sala de aula de alunos, no 2º e 3º Ciclos e no Secundário, deve ser também motivada pela previsão de uma procura excepcional de inscrições, de gente que busca a excelência na ciência.

Vão chegar às escolas, que têm as obras de requalificação paradas, hordas de alunos ávidos de conhecimento solidário. Assim ficarão mais juntinhos uns aos outros, a consumirem mais oxigénio por metro cúbico, o que facilita a circulação de um certo ar de conhecimento e de bom hálito.

É sabido que as turmas mais reduzidas promovem a desatenção, a indisciplina, a bagunça, o insucesso. Um aluno, numa sala mais vazia, é obrigado a gritar para o colega do fundo, "é pá em que século viveu Galileu?" perturbando o Galileu que vive em cada professor.

O professor, em turmas com mais alunos, tem a tarefa facilitada. Aproveitando estas novas condições de excelência, a medida de valorização das condições da aprendizagem, despachada pelo nóvel prior do Crato, dará mais tempo ao professor. Em contexto de sala de aula, com os alunos entretidos em animada aprendizagem, pode apostar na sua auto-formação, jogando sudoku, alindando a sua página do facebook, amimando os chats, perante a inutilidade pedagógica do quadro interactivo.

Trinta alunos por turma? É pouco. Quarenta ou cinquenta, bem cingidinhos, é mais estimulante para novos conhecimentos. Imagine-se o elevado potencial de crianças e jovens, encostadinhos uns aos outros, num contentor ou numa espécie de sala de aula.


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Ministério de excelência e ciência
Este ministro como já o afirmei aqui por diversas vezes é um génio. Só uma pessoa rigorosa e que percebe do assunto pode aumentar as turmas para 30 alunos. Aliás já tinha dado sinal que o Ensino está bem entregue ao ter substituído TIC (Informática) para dar lugar a história, geografia e religião e moral, ou não fazer parte de um governo que pertence a um Estado Laico. Por outro lado nunca vi nenhum pedido de emprego a exigir tais disciplinas, mas todos pedem informática. Aliás não deve saber pela certa que vão ser necessários até 2015 700 mil pessoa com essa formação na Europa. Países como a Inglaterra e outros já estão a dar formação aos jovens nesse sentido.

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Não vejo onde está o problema
Da minha experiência pessoal, já lá vão umas décadas bem largas, turmas com trinta alunos são reduzidas o suficiente, para permitir aos docentes um bom exercício da ...docência.De facto, nesses longínquos anos cinquenta/sessenta, num dos principais estabelecimentos do secundário de Lisboa, as turmas tinham invariavelmente mais de quarenta alunos, e não passava pela cabeça de ninguem achar isso imcomportável ou sequer excessivo. Sabendo que os tempos são outros - para o bem e para o mal - continuo a pensar que um grupo de trinta alunos é não só adequado ao conhecimento individualizado, por parte do professor, de cada um deles, nas suas potencialidades e dificuldades, como ao estabelecimento de uma razoável interacção dentro do grupo. Outra coisa seria se estivessemos a falar de circunstâncias ideais, em que talvez um professor para cada aluno fosse hipótese a ponderar; só que tudo tem o seu preço e teremos que nos deixar de fantasias, ainda que menos radicais do que essa.
Re: Não vejo onde está o problema
A minha turma devia ser diferente da sua
Educação de massas.
Quando o nivel cultural e de conhecimentos de um povo é baixo,acontece este tipo de situações de ter maus governos.Isto já acontece à quase 40 anos em Portugal em que o governo que sucede é sempre pior.A questão de fundo prende-se com o élitismo.Quem tem dinheiro,paga ensino privado,com garantia de diploma.Para os tesos é o safe-se quem puder e cultura geral fica para os média resolverem e a curto prazo tem-se as massas manipuladas e prontas para votarem nos mesmos.Isto é uma espécie de guerra sem dar um tiro.Depois temos os saudosistas,que vem dizer no tempo éra 50 por turma.Pois.Os Mellos e outros nesse tempo não exigiam grandes conhecimentos e a guerra também ajudava a eliminar uns quantos e já néssa altura muitos preferiram passar a fronteira a salto.Mas hoje está melhor.Os portuguese pagam o ensino e toda apredizagem e os jovens vão por éssa Europa fora divulgar a nossa cultura.Assim é ministro esperto,as pessoas é que não entendem a sua visão avançada.
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