"Nós estamos bem, os 33, no refúgio", disseram o9s mineiros. Horas depois do Presidente chileno, Sebastian Piñera, fazer a leitura de uma mensagem escrita dos mineiros da jazida San José, dando conta de que continuam vivos, uma sonda com uma câmara de vídeo introduzida no local onde os trabalhadores se encontram há 18 dias, a 700 metros de profundidade, conseguiu ontem captar imagens de oito ou nove dos 33 trabalhadores.
Os mineiros - 32 chilenos e um boliviano - ligaram as luzes dos seus capacetes para que pudessem ser vistos. Um deles, Mário Gomez, conseguiu passar nova mensagem à superfície, com a ajuda da sonda, desta vez uma carta dirigida à sua mulher, a dizer que esperava sair com vida junto com os colegas.
18 dias debaixo da terra
O deslizamento de terras ocorreu há 18 dias e deixou presos os 33 mineiros da jazida San José, de cobre e ouro, situada no deserto de Atacama
, a 830km a norte de Santiago, no Chile.
A mensagem "escrita nas entranhas da montanha" e divulgada ontem pelo Presidente chileno, Sebastian Piñera, foi o primeiro contacto dos mineiros desde o dia 5 de Agosto, data do acidente.
Após a leitura da mensagem de que os mineiros estavam vivos, a felicidade tomou conta das ruas de Santiago. Centenas de chilenos reuniram-se na Praça Itália para celebrar a notícia. No acampamento "Esperanza", onde cerca de 200 pessoas têm vivido angustiadas nas duas últimas semanas, o clima foi de festa.
O contacto estabelecido com os mineiros, porém, não significa que o resgate esteja para breve. Segundo as autoridades chilenas, a operação pode levar ainda meses, por ser necessário abrir um túnel num subsolo instável.
Por ora, a prioridade é introduzir água e alimentos para garantir a sobrevivência dos mineiros no interior da montanha. As autoridades enviaram também outra sonda com uma câmara de televisão com áudio, para estabelecer comunicação com os trabalhadores.