26/05/2012 atualizado às 9:56
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Milito foi a estrela da final

José Mourinho e o "seu" Inter de Milão conquistaram a Liga dos Campeões com dois golos de Diego Milito a anularem o apetite atacante do Bayern de Munique.

22:17 Sábado, 22 de maio de 2010
Milito marcou duas vezes
Milito marcou duas vezes
Toby Melville/Reuters
O português José Mourinho e o "seu" Inter de Milão conquistaram hoje a Liga dos Campeões em futebol, com dois golos de Diego Milito a anularem o apetite atacante do Bayern de Munique, em Madrid.

Com golos aos 35 e 70 minutos, o argentino deu a Mourinho a segunda Liga dos Campeões e permitiu ainda ao Inter de Milão conquistar o terceiro troféu, depois dos êxitos de 1964 e 1665, este em Milão contra o Benfica (1-0). 

Milito, elevado a herói do Inter de Milão, tal como José Mourinho, tinha já dado a Taça de Itália ao clube milanês e conseguido igualmente marcar no último jogo do campeonato, que permitiu o "penta". Hoje foi decisivo para uma formação italiana conquistar uma inédita "tripla". 

Adjunto de Louis van Gaal de 1997 a 2000, o português, que hoje somou o 17.º título, parece ter-se despedido da melhor forma da sua passagem por Itália e escancarado, com o triunfo em pleno Santiago Bernabéu, as portas do Real Madrid. 

Jogo 700 de Zanetti correu às mil maravilhas


No jogo 700 de Javier Zanetti pelo Inter, o "discípulo" "Mourinho" levou a melhor sobre o "mestre" van Gaal, impediu o holandês de saborear a sua segunda Liga dos Campeões e ainda tornou impossível ao Bayern a conquista do quinto título, assim como da "tripla", após as vitórias na Liga e na Taça da Alemanha. 

Mourinho lançou três avançados móveis (Milito, Eto'o e Pandev), fechou-se mais atrás com Maicon, Lúcio, Walter Samuel e Chivu e deixou Zanetti, Cambiasso e Sneijder como elementos do meio-campo. Na baliza, Júlio César manteve, naturalmente, a titularidade. 

Já do lado do Bayern Munique, Louis van Gaal manteve um esquema tradicional em 4x4x2, com Jorg Butt na baliza, uma linha defensiva com Lahm, van Buyten, Demichelis e Badstuber, optando por van Bommel, Schweinsteiger, Altintop e Robben no meio campo, atrás dos avançados Muller e Ivica Olic. 

Mais posse de bola para o Bayern


Com mais posse de bola no primeiro tempo, o Bayern Munique surgiu em ataque continuado no Santiago Bernabéu, quase sempre com passes curtos, e deixou o Inter de Milão "obrigado" a um jogo em contra-ataque, mais dado à contenção defensiva do que à procura do golo. 

Foi, por isso, que os alemães alcançaram quatro pontapés de canto na primeira parte (contra nenhum do Inter) e criaram, logo aos 10 minutos, uma boa ocasião de golo: após excelente jogada de Robben, Muller atirou ao lado, pressionado por Samuel. 

Com dificuldade para chegar à baliza de Butt, o Inter ameaçou aos 18 minutos através de um livre de Sneijder, mas foi de novo o Bayern Munique a criar perigo, aos 23, com Robben a enviar por cima. 

Milito inaugurou...


Aos 35 minutos, Júlio César lançou o ataque desde a sua área e Diego Milito aproveitou a devolução de bola de Sneijder para deitar Butt (ex-guarda-redes do Benfica) e inaugurar o marcador. 

A frieza e concentração dos alemães deu sinal de si a partir do golo dos italianos e o jogo quase ficava selado aos 43 minutos, quando Milito isolou Sneijder e o holandês foi incapaz de marcar o segundo, totalmente isolado perante Butt. 

No início do segundo tempo, Muller obrigou Júlio César a defesa entusiasmante e, em contra-ataque, Butt também mostrou argumentos de excelência, após remate colocado e poderoso de Pandev. 

O Bayern continuou a carregar e Muller e Robben, já com Miroslav Klose no lugar de Altintop (63 minutos), testaram de novo o guarda-redes titular da seleção brasileira. 

... e fechou o marcador


A genialidade de Robben obrigou Mourinho a trocar Chivu por Stankovic, mas foi outro génio, argentino de nacionalidade e Milito de apelido, a fechar o jogo, aos 70 minutos. 

Depois de ultrapassar de forma extraordinária Van Buyten, Milito atirou tranquilamente para o segundo golo (o sexto em 11 jogos), perante a total incapacidade de Butt. 

Van Gaal ainda lançou Mário Gomez, mas Mourinho (duas Ligas dos Campeões em seis anos, depois do título com FC Porto em 2004) foi superior e mais perspicaz, demonstrando com excelência porque já tinha afastado o Barcelona, então detentor do troféu, Chelsea e CSKA de Moscovo. Nem sempre a posse de bola ou ataque continuado ganham jogos. 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa
Palavras-chave  Desporto
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