20 de maio de 2013 às 19:31
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México: Familiares de jovens mortos pedem justiça (vídeo)

Os familiares dos 16 jovens mortos este fim-de-semana em Ciudad Juarez não se conformam e reclamam por justiça.
AFP
Foram ontem a enterrar os 16 jovens que morreram no último fim-de-semana, quando um grupo de homens armados abriu fogo contra uma festa de estudantes em Ciudad Juarez, no Máxico..

A polícia suspeita de que se trata de uma morte encomendada, relacionada com o tráfico de droga.

Aparentemente, o grupo que disparou contra os estudantes procurava uma pessoa, mas como não a encontrou decidiu disparar contra todos os que se encontravam na festa. Ao todo morreram 16 jovens, com menos de 20 anos.
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Ninguém se pode conformar
Os assassínios (de massa, como no caso vertente, ou não) que no México têm vindo a acontecer aos milhares nos últimos meses, é um assunto que, para além de revoltante, a ninguém deve deixar indiferente. Desde logo, em primeiro lugar, às autoridades locais: estes massacres associados com o tráfico (e o consequente consumo) de droga são, para o dizer em termos minimalistas, uma enorme vergonha. De facto, temos aqui, tristemente, uma renovada, e horrível prova, de que a vida em sociedade sem o respeito pela Lei e pela Legalidade, sem a atenção aos direitos dos outros, a começar pelo inalienável direito à vida, torna-se rapidamente, como agora em Juárez, um verdadeiro inferno. Na verdade, só posso imaginar a raiva, e a revolta, que vai no coração dos pais e das mães, dos irmãos e das irmãs, dos tios e das tias, dos primos e das primas, dos seus amigos e amigas, de todos aqueles jovens massacrados. É, pois, horrível um cenário assim; e uma sociedade manchada por tanto sangue só pode ser uma sociedade em desagregação, em processo de rápida decadência. Claro, é possível que os culpados sejam apenas uma pequena minoria, ainda por cima fortemente armada. Nesse sentido, é urgente que o Estado, ou os Estados, dêem a esses bandos o tratamento de choque que eles precisam. Mas mais importante do que isso é trabalhar no sentido de se educar toda uma sociedade para os direitos e dos deveres de todos, para o princípio do respeito e da convivência pacífica. Conto que a Igreja estará na frente!
Acesso a armas
Este massacre, que tanto nos choca, é apenas mais um entre uma imensidão de casos, a maior parte dos quais não divulgados, em que alguém usa uma arma para tirar a vida a seres humanos. A maldade ou qualquer sentimento ou estado de insanidade que leva alguém a agir de forma tão violenta, dificilmente pode ser controlável pela sociedade, mas o acesso a armas (de fogo ou outras) pode e deve ser objecto de mais restrições. Eu diria restrições severas, tendo a sua eliminação completa como objectivo.
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