17/05/2012 atualizado às 0:47
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Merkel: "Propostas de Bruxelas sobre eurobonds são desadequadas"

A chanceler alemã disse que considera que proposta de Bruxelas sobre as eurobonds são "muito inquietantes e desadequadas".

9:53 Quarta feira, 23 de novembro de 2011
"Não há soluções simples, temos de recuperar a confiança política perdida, e esta só poderá ser recuperada com medidas políticas graduais", afirmou Merkel
"Não há soluções simples, temos de recuperar a confiança política perdida, e esta só poderá ser recuperada com medidas políticas graduais", afirmou Merkel
Rainer Jensen/EPA
A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou as propostas de 'eurobonds' que vão ser apresentadas hoje pela Comissão Europeia, considerando que são "muito inquietantes e desadequadas" porque partem da premissa que a mutualização das dívidas resolve a crise na zona euro.

"Acho que é muito inquietante e desadequado que a Comissão proponha hoje 'eurobonds' em diversas formas, como se através da mutualização das dívidas pudéssemos evitar o problema das falhas das estruturas da União Económica e Monetária", disse Merkel, em Berlim, durante o debate parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2012.

Isso não resulta, "temos é que exigir que os tratados sejam vinculativos, para evitar que sejam violados sistematicamente, e por isso é que propusemos que sejam alterados", acrescentou Merkel.

O primeiro passo a adotar, na opinião da chefe do governo alemão, é uma união fiscal, seguida pela harmonização das políticas dos países do euro, nomeadamente a harmonização da idade da reforma.

"Não há soluções simples, temos de recuperar a confiança política perdida, e esta só poderá ser recuperada com medidas políticas graduais", advertiu a chanceler.

BCE deve ser responsável pela estabilidade de preços


Merkel voltou também a pronunciar-se contra a alteração do atual mandato do Banco Central Europeu (BCE), defendendo que este deverá continuar a ser apenas responsável pela estabilidade de preços, e não pelo financiamento ilimitado dos Estados da moeda única.

"Precisamos de instituições independentes na União, e por isso o mandato do banco Central não deve ser alterado", sublinhou.

Durante o debate parlamentar, o líder da oposição social democrata, Sigmar Gabriel, acusou o executivo de centro direita e a própria Merkel de empurrar os países do euro em dificuldades financeiras para a recessão e, simultaneamente, impedir que estes se refinanciem em condições justas.

"A Europa precisa de mais do que de uma política de austeridade, precisa de programas de crescimento, e de um impostos sobre transações financeiras para combater o desemprego", afirmou Gabriel.

O dirigente social democrata acusou ainda Merkel de estar a fazer uma política "pouco credível" para a Europa, por exigir aos países endividados que poupem e, com o Orçamento do Estado para 2012, aumentar o endividamento em cerca de quatro mil milhões de euros, em relação a 2011, apesar da previsão de um excedente da coleta fiscal e da descida dos juros a pagar pelo Estado.
Lusa
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"muito inquietantes e desadequadas"...
JotaM (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Quarta feira, 23 de novembro de 2011
têm sido, até agora, todas as propostas avançadas. As "soluções" propostas pela Sra Merkel só teriam efeito a longo prazo, o que significa que, entretanto, o barco já se teria afundado. E, ou muito me engano, ou vai mesmo afundar com políticos desta qualidade a "fingir" que tomam decisões.
 
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A ALEMANHA VAI LÁ
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 9:34 | Quinta feira, 24 de novembro de 2011

Parece que a Alemanha teve dificuldade em colocar dívida nos mercados. A crise de credibilidade vai, lentamente, minando os grandes países europeus. A proposta de Durão Barroso vai no caminho certo. As decisões e as medidas de combate à crise na zona euro têm de ser globais. Os buracos remendados estão a abrir e a destruir a União. A Alemanha vai lá chegar. Quando e com que custos para os países da zona euro é que não se sabe.
 
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