A chanceler Angela Merkel manifestou hoje o apoio da Alemanha à recandidatura de Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia, ressalvando, no entanto, que é preciso ouvir os Estados-membros e as diferentes famílias políticas do Parlamento Europeu.
"A candidatura não é só uma questão do PPE (Partido Popular Europeu), temos que conversar também com socialistas e liberais, por exemplo, há muita coisa a fazer, não chega decidir no Conselho Europeu, temos que integrar também o Parlamento", considera a chanceler alemã.
Merkel falava depois de uma reunião com o actual presidente em exercício do Conselho Europeu, o checo Jan Fischer, para preparar a cimeira europeia de 18 e 19 deste mês em Bruxelas.
Convidado também a comentar a candidatura do antigo chefe do Governo português a um segundo mandato europeu, o primeiro-ministro checo adiantou que tinha formulado o convite hoje a Durão Barroso "com base nos resultados das eleições para o Parlamento Europeu e por saber do apoio de muitos políticos europeus para a sua continuação".
"Ele declarou-se de acordo e agora posso iniciar consultas sobre a formalização da candidatura com os Estados-membros", adiantou Fischer, que fez questão de sublinhar que a União Europeia (UE) tem que ter "uma Comissão forte, que seja um bom parceiro para todos e que tenham a dirigi-la uma forte personalidade".
Em relação à agenda de trabalhos do Conselho Europeu da próxima semana (18 e 19 de Junho), Merkel e Fischer adiantaram que serão tomadas as decisões necessárias para promover um segundo referendo na Irlanda ao Tratado de Lisboa, fazendo votos para que o escrutínio tenha sucesso.
Além disso, os 27 irão debater ainda um reforço da supervisão financeira e eventuais medidas económicas para atenuar os efeitos para os cidadãos da UE da actual crise.
Uma outra questão da agenda será a adopção de uma posição comum dos 27 para a cimeira de Copenhaga sobre o combate às alterações climáticas, agendada para Dezembro deste ano.