26/05/2012 atualizado às 1:56

Médicos recusam vacina por dúvidas sobre a sua segurança

Alguns médicos e enfermeiros não querem vacinar-se contra o H1N1 , mas vão ter de assinar uma declaração Clique para visitar o Dossiê Gripe A.

Cristina Bernardo Silva (www.expresso.pt)
22:49 Quinta feira, 8 de outubro de 2009
Os primeiros lotes da vacina contra a gripe A devem chegar a Portugal em meados de Outubro
Os primeiros lotes da vacina contra a gripe A devem chegar a Portugal em meados de Outubro
Salvatore Laporta/AP

Tal como era esperado, os profissionais de saúde fazem parte da lista de grupos prioritários para a vacinação contra a gripe A (H1N1 ), ontem divulgada pelo Ministério da Saúde . Mas entre médicos e enfermeiros há quem receie que a emenda seja pior que o soneto, por entender que a vacina foi produzida em tempo recorde e os efeitos secundários, a longo prazo, não estão ainda devidamente estudados.

Clique para aceder ao índice do Dossiê Gripe A

Um obstetra no Hospital de Santa Maria, que prefere manter o anonimato, afirma: "Sou pouco susceptível a síndromes gripais e, como se trata de uma vacina nova, prefiro esperar para ver". E acrescenta: "Julgo que poucos colegas de profissão quererão ser vacinados, pelos mesmos motivos". Mas a decisão pode não ser 'inócua'.

Embora a vacinação não seja obrigatória, os profissionais de saúde que fazem parte da lista de grupos prioritários vão ter de assinar um termo de responsabilidade caso rejeitem a vacina. É que podem ser um veículo privilegiado de transmissão da doença.

Muitos médicos, como Pedro Sereno, da Maternidade Alfredo da Costa, ainda não tomaram uma decisão. "Estou a ver se as coisas avançam mais, mas não estou preocupado, até porque me parece que esta questão da gripe A tem sido ampliada pela comunicação social", diz. O cirurgião vascular Pereira Gens refere, por seu lado, que vai "pesquisar mais" sobre o assunto antes de tomar uma decisão.

O receio de que a vacina pode não ser segura e a convicção de que o H1N1 é um vírus pouco agressivo são, aliás, as duas principais razões para as reservas. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Santos, "não se trata propriamente de recusar a vacina mas de torcer o nariz. Há médicos que consideram que o alarmismo relativo à gripe A "é uma invenção, sendo esta igual à gripe sazonal, pelo que não haverá problemas, e há outros que consideram que a vacina não está bem estudada", diz. Aconselha, contudo, os profissionais a vacinarem-se, até porque a assinatura de um termo de responsabilidade pode ter implicações penais, em caso de propagação da doença. "Já vi tribunais acusarem médicos por situações menos evidentes", diz.

Mário Jorge Neves, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), salienta não ser possível determinar a percentagem de profissionais que recusarão a vacina, mas admite que as consequências da administração "não estão devidamente clarificadas" e que "a bibliografia internacional é contraditória".

Muitos médicos são, contudo, peremptórios ao afirmar que vão vacinar-se. O neurologista Alexandre Castro Caldas, por exemplo, diz ter "toda a confiança numa vacina aprovada pela EMEA (Agência Europeia do Medicamento)". O director do serviço de Obstetrícia e Ginecologia do Santa Maria, Luís Graça, garante que vai tomar a vacina, tal como já tomou a da gripe sazonal. Reconhece que alguns médicos optaram por não fazer o mesmo, mas não sabe quantos, já que "não se confessam ao director de serviço". Silva Graça, infecciologista do Hospital Militar Principal e do Instituto de Saúde Ricardo Jorge, assegura: "Tenciono cumprir porque contacto com doentes que podem beneficiar disso". E considera que "não existem motivos" para duvidar da segurança desta vacina, uma vez que "todos os ensaios clínicos realizados até agora não revelaram efeitos secundários diferentes dos de outras vacinas". Aliás, realça, "quanto mais tempo passa, mais estudos há e menor é a desconfiança dos profissionais".

No entanto, também entre os enfermeiros há quem recuse a imunização. "Tenho a indicação de que vários profissionais não se vão vacinar e têm essa liberdade, tendo em conta questões éticas ou que tenham que ver com o seus conhecimentos científicos, mas penso que a maioria irá fazê-lo", afirma José Carlos Martins, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros.


Vacinação

Campanha arranca a 26


Os primeiros portugueses começarão a ser vacinados a 26 de Outubro contra o vírus da gripe A (H1N1), revelou ontem a ministra da Saúde, Ana Jorge. Numa primeira fase, serão imunizados alguns profissionais de saúde considerados imprescindíveis, algumas grávidas (com patologias graves associadas) no 2º e 3º trimestres de gravidez e outros profissionais tidos como essenciais para o funcionamento da sociedade.

Em função da disponibilidade da vacina, serão imunizadas as restantes grávidas no 2º e 3º trimestres, pessoas com doença crónica, doença cardíaca, respiratória, imunodeprimidos, obesos, diabéticos, etc.; os restantes profissionais de saúde; e outros profissionais prioritários. A vacinação realiza-se nos centros de saúde e conta com uma primeira remessa de 49 mil doses.


Gripe A

1530
foi o número de casos detectados em Portugal entre 21 e 27 de Setembro. Nas escolas foram identificados 42 na região de Lisboa e 11 no Centro, segundo dados disponibilizados

1
milhão de portugueses deverão ser vacinados até Janeiro


Texto publicado na edição do Expresso de 3 de Outubro de 2009.

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Uma atitude complicada!
dedalo11 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 1:06 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
Compreendo os médicos e os enfermeiros que duvidam das qualidades da vacina contra a gripe A. NO entanto, esses mesmos médicos deveriam ser totalmete proibidos de a receitar aos seus pacientes, porque o que não é bom para eles também não o é para os respectivos clientes. Por outro lado, seria de bom tom que explicassem tecnicamente falando, porque têm dúvidas e se acham que a vacina é ou poderá ser coisa má para eles, e informar as pessoas, sem medo nenhum, o que pode decorrer de mal da toma dessa vacina. É que isto não é brincadeira!!! O que esses médicos mais cuidadosos ou medrosos não podem fazer é usar os seus doentes como cobaias e depois, se não acontecer desgraça nenhuma, eles optem por se vacinar... Isso, não! Seria uma grande sacanagem, perdoem-me o vernáculo porque não sou dado a palavrões, mas este realmente escapou-se-me dada a dimensão da minha indignação.
 
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    O estado da arte    Ver comentário
Virtualix (seguir utilizador), 1 ponto , 11:29 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
    Re: O estado da arte    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:23 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
    Re: O estado da arte    Ver comentário
Virtualix (seguir utilizador), 1 ponto , 14:11 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
    Re: Uma atitude complicada!    Ver comentário
bellarina (seguir utilizador), 1 ponto , 21:02 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
um conselho que nos deixa a todos muito seguros
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 23:24 | Quinta feira, 8 de outubro de 2009
como é bom viver em Portugal...
 
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H1N1 Gripe dos porcos ou aves?
tionando (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 0:05 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
Se o meu médico de família me disser que tenho de me vacinar, senão...
Eu quero saber o que vai escrever na certidão de óbito.
 
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Esclarecimentos precisam-se!
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 0:57 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
Deviam ser chamados à responsabilidade todos os que fazem afirmações sobre a gripe A, sem as conseguirem provar.

Ainda há dias se proclamava que "a gripe A é uma doença banalíssima" e que não fazia sentido o alarmismo.
Antes disso, houve avisos e mais avisos sobre a pandemia e tanta cautela, ao ponto de as pessoas que contraem uma constipação, serem olhadas como leprosos, tal o pânico gerado.

Agora temos a polémica da vacina.
Como é possível um médico prescrever uma vacina que o próprio se recusa a tomar por não ter confiança nela?

E estão as grávidas, crianças e idosos no topo da lista de prioritários para tomar uma vacina na qual os médicos não confiam?

Isto não faz sentido!

 
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anda tudo doido ...
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 10:46 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009

foi feito grande alarido e existe um plano de contingência amplamente divulgado pelo Estado Português /SERVIÇOS DE SAÚDE, o qual entre outras medidas contempla vacinação dos chamados grupos de risco .

Perante as afirmações de alguns médicos e enfermeiros sobre a eficácia da referida vacina só se pode esperar o inevitável alarme e duvida na população .

Gostava de ouvir do Ministério da Saúde um esclarecimento se estamos perante afirmações irresponsáveis de alguns profissionais de saúde ou simplesmente perante uma despesa desnecessária que o erário público vai incorrer sem ter a certeza de quais os beneficios e até eventuais riscos da mesma .

Será todo o alarido da Gripe A uma verdade ou apenas marketing de laboratórios com conivência politica ?

É que já ouvi dizer que os casos registados em Portugal identificaram o virus H5 N1 e não o virus H1N1 o qual a vacina se espera combater ...

 
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Falta de informação...
oliveirense (seguir utilizador), 1 ponto , 23:30 | Quinta feira, 8 de outubro de 2009
Se os médicos se informassem melhor sobre a vacina veriam que não há motivos para não se vacinar e além do mais, se houver um surto de gripe entre o pessoal de determinada unidade de saúde pode se gerar o caos. Acho que só esse motivo já era suficiente para vacinarem-se e além do mais, a vacina da gripe já é amplamente conhecida, testada e estudada, nessa vacina nova muda apenas o vírus, sendo especialmente concebida para o H1N1. Eu não tenho medo, confio plenamente nas entidades responsáveis pela autorização de introdução da vacina no mercado, confio muito mais nessas entidades do que no vírus H1N1. Os médicos deveriam ser os primeiros a dar o exemplo, mas parece que a OMS não pode contar muito com eles...
 
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Esclarecimento. Para quem quiser.
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 10:24 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
O fenómeno da Gripe A, até agora tem sido essencialmente de carácter social, mediático e político.
A pandemia e seus efeitos potenciais ao nível das populações e economia tem sido "gerida" nesses termos e por autoridades como a DGSaúde que não é uma entidade técnica/científica/médica ou como lhe queiram chamar.
A este facto temos que juntar o aspecto do "business" milionário da elaboração e distribuição de uma vacina.
Todas as dúvidas dos médicos são legítimas.
Quando houver um plano de vacinação essa não é uma decisão estritamente médica.
Pensem antes assim:
Agradeçam aos médicos e enfermeiros por questionarem a segurança das vacinas antes de vocês e v/ familiares as começarem a tomar e não depois.
São eles que as vão dar mas é uma decisão de política de saúde pública. Não médica.
 
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    decisão política e de saúde pública não é médica ?    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 10:33 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
    Re: J Saints    Ver comentário
Helder Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
    Re: Esclarecimento. Para quem quiser.    Ver comentário
oliveirense (seguir utilizador), 1 ponto , 21:25 | Sábado, 10 de outubro de 2009
Deviam...
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
vacinar primeiro todos os deputados, membros do governo etc.. pois estes senhores são muito importantes para o retro-desenvolvimento deste quase país. (que ricas cobaias eles davam...)
 
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Este é o meu comentário nº100 :-)
Virtualix (seguir utilizador), 1 ponto , 13:57 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009

Eu sou pai de dois filhos gémeos lindos, que amo acima de tudo.

Estão agora com 3 anos e está na altura de lhes ensinar algumas regras básicas, como por exemplo passar as ruas só nas passadeiras com semáforos para peões verdes.

Em algumas dessas passadeiras é necessário premir um botão para accionar o semáforo verde e passar em segurança.

No entanto este gesto também não é isento de riscos, como deve ter conhecimento já morreram crianças electrocutadas em Portugal por premir o referido botão.

¿Então o que deve um pai fazer nesta situação?

¿O que é mais arriscado?

¿Arriscar e premir o botão passando em segurança, ou passar com o semáforo vermelho correndo os perigos inerentes?

Nestas como noutras questões cada pai terá de buscar a sua resposta, eu acredito recorrendo ás estatísticas e a um pouco de bom senso, que é mais seguro premir o botão e passar em segurança com o semáforo verde.

Devemos ser prudentes mas não podemos viver reféns do medo.

Mas compreendo e partilho de certa forma a sua inquietação, espero não estar a baralha-lo ainda mais.

Um aparte:

Este é o meu comentário nº100 aqui na comunidade :-)

Um abraço
 
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    Re: Este é o meu comentário nº100 :-)    Ver comentário
Virtualix (seguir utilizador), 1 ponto , 14:06 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
    Re: Este é o meu comentário nº100 :-)    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Sexta feira, 9 de outubro de 2009
Efeitos secundários da vacina
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:05 | Sábado, 10 de outubro de 2009
Exma sra ministra da saúde, caso eu vire uma ave quero ser um falcão, e v. exc. uma pomba, esta a ver o filme.
 
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E que tal ver o youtube
Robinvalent (seguir utilizador), 1 ponto , 21:26 | Sábado, 10 de outubro de 2009

Podem ver

http://www.youtube.com/wa...

http://www.youtube.com/wa...
 
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E tal olhar para Aqui Tambem
Robinvalent (seguir utilizador), 1 ponto , 21:50 | Sábado, 10 de outubro de 2009
E tal Olhar para este site

http://verdadeoculta.com....
 
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