21 de maio de 2013 às 18:29
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Médicos não cedem a Paulo Macedo

Sindicatos mantêm o braço-de-ferro com o ministro da Saúde e não vão desconvocar a greve de quarta e quinta-feira. Hoje voltaram a exigir a anulação do concurso para aquisição de serviços pagos à hora.
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) reiteraram hoje que mantêm a greve de quarta e quinta-feira, e que exigem a anulação do concurso para aquisição de serviços médicos pagos à hora.

Numa conferência de imprensa conjunta, os dois sindicatos representativos do setor mostraram-se inflexíveis numa possível desconvocação da greve, reafirmando que esta se vai realizar e que estão disponíveis para retomar as negociações a partir de dia 13.

O presidente do SIM, Roque da Cunha, disse que os pontos expressos no pré-aviso de greve não foram respondidos pelo Ministério da Saúde, acusando a tutela de falta de seriedade na negociação, tendo mostrado "preocupação mediática com o atendimento dos utentes, questão que não se colocou há um mês quando foi apresentado o pré-aviso de greve".

Contrapropostas são "cosmética"


A propósito, o sindicalista reforçou que todos os hospitais terão médicos a cumprir os serviços mínimos e que os doentes que não tiverem consulta nesses dias poderão tê-la nos dias imediatamente a seguir.

Relativamente à proposta de retomar as negociações com a tutela no dia 13, Roque da Cunha considerou que "o processo negocial deve ser feito de forma séria e não sob a pressão de uma greve".

Referindo-se às contrapropostas apresentadas aos sindicatos no sábado à noite pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, o presidente da FNAM afirmou que "não correspondem minimamente ao que os médicos reivindicam", e consistem apenas em "medidas corretivas e de cosmética".

Os sindicalistas reiteraram que não aceitam a contratação de "médicos low cost" para tarefas permanentes e repetidas, e que deve haver contratos, até para haver progressão na carreira.

O risco de médicos 'tarefeiros'


Sobre este assunto, o presidente da Associação Europeia de Médicos Hospitalares, e dirigente do SIM, João de Deus, referiu um caso que conheceu pessoalmente de um médico "tarefeiro" que fez três bancos seguidos (de 24 horas) em três hospitais distintos, dois dos quais a mais de 200 quilómetros de distância.

O responsável alertou para o risco que um médico nestas condições pode representar para um doente.

Questionados pelos jornalistas sobre se os utentes compreenderiam esta greve e aceitariam o facto de saírem lesados, o dirigente da FNAM respondeu com uma pergunta: "O que os utentes preferem? Ser atendidos por médicos com carreira, avaliados e com exigência, ou por um médico que vai ali fazer umas horitas e depois vai fazer outras horas à tarde?" Sérgio Esperança adiantou ainda que, na última semana, têm sido prestados aos utentes dos hospitais e centros de saúde todos os esclarecimentos sobre a greve, através de explicações verbais, de entrega de documentação aos utentes e de reuniões com representantes dos doentes e dos utentes.

Para Merlinde Madureira, da FNAM, a contratação a empresas de atos médicos avulsos está a desestruturar os serviços públicos de saúde, a desorganizar a sua hierarquia técnica e a ameaçar o Serviço Nacional de Saúde.

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O fim de uma classe de elite
Aos poucos e poucos esta elite que existe em Portugal caminha para a realidade.

Nos outros países Europeus, a profissão de médico é vista como uma qualquer outra profissão.

Em Portugal não - trata-se de uma profissão de elites.

Triste este papel a que alguns médicos se prestam.

Quanto ao desconforto que sentem, por mim oferecia um bom banco em madeira para as reuniões.
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Fazem greve,mas saem derrotados!
A máscara cai aos médicos grevistas:não respeitam os doentes,não cumprem o juramento profissional e entregaram.-se a uma táctica partidária que só arruina o País,a Pátria e o Povo Português.
Que o Povo não se esqueça da demagogia desta gente de bata branca que afinal,mais gostam da conta bancária e mordomias do que da saúde de quem bem precisa dela para continuar vivo.
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A Ordem assume-se como sindicato...seja sindicato.
Depois de ouvir o bastonário da ordem dos médicos fazer um discurso em que papagueia soluções políticas do BE e PCP para a política económica em geral mixordando com o problema dos médicos é melhor partir a loiça toda e acabar com as mordomias da Ordem e reduzí-la a um mero SINDICATO ... é a machadada final na Ordem Corporativa...os médicos escolheram assim ser tratados... não terão que se queixar do tratamento que os políticos lhes derem.

A Ordem dos Médicos é a responsável máxima pela falta de médicos em Portugal. Foi graças á incompetência da Ordem dos médicos que se chegou a esta situação. Fez o necessário para impedir a formação e acesso de estudantes para as Faculdades de Medicina numa óptica de manutenção de previlégios. Saiu-lhes o tiro pela culatra... o mercado vai cilindrar-lhes ...nem que seja preciso ir contratar médicos às Maldivas.
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Brincalhão... agora estás com Ordem corporativa? Ver comentário
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Maluco não ... de boa memória. Ver comentário
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Nem 8, nem 80, Parte III
Em Portugal os meus colegas (médicos) deslocam-se para o Hospital Central a que pertenço em carros com valor acima de 75 mil ou 100 mil euros. Em Inglaterra, onde já estive, em Cambridge, deslocam-se de bicicleta. Os sucessivos governos desde Cavaco Silva têm parte da culpa, o resto explica-se pela cultura do povo português. A coisa não poderia funcionar bem com médicos a fazer 3 horas num centro de saúde e a trabalhar o resto do dia na clínica privada. Ou a receber salários acima das possibilidades do país, atendendo à nossa realidade económica.

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Felizmente não sou ministro
Se fosse ministro da saúde, e desculpem-me os meus amigos médicos, que por acaso são alguns, enfiava-lhes com a requisição civil em cima. É inadmissível, que, em período de crise como esta, uma classe tão privilegiada, recorra à greve. Pior, a intransigência, a arrogância típica da classe, que em tempos, destruíram a Leonor Beleza e que se arvoam em donos do quintal. Sr. ministro, acabe com a promiscuidade, público/privado e logo se verá. Se alguém tem dúvidas eu questiono: Quem é que pode acumular um emprego a tempo inteiro no sector público,e com ordenado completo, com outro no sector privado? O Estado paga tão mal, e as condições pior ainda,que eles não querem ir embora....por amor à causa....digo eu
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TUDO EM NOME DOS MESMOS E DAS MESMAS COISAS.....
Tudo em nome dos doentes e da qualidade do serviço nacional de saúde! Não é? A mim não precisam de explicar! Expliquem mas expliquem bem a quem precisa ou vai precisar de cuidados de saúde.
Agora só uma pergunta. São mesmo necessários DOIS dias de greve para marcar uma posição ou é alguma malapata com os números ímpares? UM dia não chega?
Ou é só porque sim?
Re: TUDO EM NOME DOS MESMOS E DAS MESMAS COISAS... Ver comentário
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A perda de remuneração extra!
Daquilo que percebi, o Ministro quer subcontratar as horas extra que são feitas pelos médicos do quadro. Se for isso trata-se de um estratégia de transformação de custos fixos em custos varíáveis que é comum nas empresas. E que tem como objectivos por um lado reduzir os custos globais a prazo e também melhorar e flexibilizar a capacidade de resposta do sistema a oscilações de "carga" ou procura.

Os médicos argumentam que isto se traduz numa degradação das condições de trabalho dos médicos e também do serviço prestado aos doentes/utentes.

Eu não sou profissional de saúde nem tenho dados e nem competências para avaliar se a degradação a que os médicos se referem se situa ou não dentro de limites eceitáveis. Se for o caso, isto é, se a degradação não for sensível, a estratégia valerá a pena se a economia de custos for muito significativa. De contrário, se houver degradação significativa, então a razão estará do lado dos médicos. É uma "simples" questão de quantificação.

Finalemnte, mas não menos importante, com esta política do Minsitério, os médicos do quadro perdem uma fonte adicional de receita que são as horas extraordinárias. Mas nisto eles, os médicos, não falam muito. Mas eu, que infelizmente não nasci ontem, suspeito que esta seja a razão principal da contestação à medida.
...
(continuação) Ver comentário
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Não se entende nada disto!
Se o problema é a exploração dos médicos como "tarefeiros" nas empresas de trabalho temporário que prestam serviço ao SNS por que razão são os médicos do SNS a fazerem greve e não os que são contratados pela ditas empresas? Quem está bem é quem faz greve e quem está mal conforma-se e trabalha? Isto só num país de loucos!
Ignorância ou Inveja ?
A maior parte das pessoas escreve com rancor contra médicos, muitos devem conhecer profundamente a vida deles e o o quanto custou e custa tratar de um doente com enfarto, ou trombose cerebral numa sala cheia de macas com enfermeiros cansados e auxiliares esgotados. Outros foram mal atendidos um dia e passaram a odiar os homens da bata branca ! Uns dizem que em Portugal os médicos são uma classe privilegiada...onde não o são ? quem mais merece privilégios do que um médico ? um enfermeiro ?
Porque que é que um médico não pode fazer greve ? em todo mundo fazem ! Neste jornal há os que opinam e dizem coisas erradas por ignorância mas há muitos que o fazem por mesquinhez e inveja ! Não tenho jeito para médico, não conseguiria ficar 6 horas em pé a operar um aneurisma a uma criança , mas invejo e admiro quem o faça, e acho pouco (muito pouco) que se paga 1o euros/hora por que dá vida e se pague 50 mil euros/mês a quem vendeu o país aos Alemães!
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Por cá, ou 8, ou 80
Há muito tempo que o PS e o PSD têm um plano para proletarizar a classe médica. Correia de Campos dizia quando era Ministro que o país precisava de 2000 vagas em Medicina, quando a Comissão Mista falava e 1200 vagas. A Banca portuguesa e muitos grandes investidores ligados aos principais partidos do Governo andam há muito tempo a preparar a construção de oligarquias na Saúde, através da compra de pequenas clínicas, negócio dos seguros de saúde e preparação para a privatização gradual do SNS. Seguindo a velha tradição do país, de trabalhar «pela comida e por um tecto», esta gente decidiu inundar o mercado de trabalho com um excesso de mão-de-obra, para depois terem gente desesperada que trabalha por três tostões. Claro que muitos emigram, a formação é paga pelos contribuintes para os estrangeiros tirarem o proveito, mas isso não interessa.

Devo dizer que sempre achei um absurdo esta admiração parola das famílias portuguesas pelo curso de Medicina, bem como as pressões que fazem sobre jovens com outros talentos para serem médicos, mais o ridículo das fortunas gastas em explicadores e em colégios privados onde se «compram» médias internas de Secundário elevadas.

Os médicos portugueses combram preços por consultas e tratamentos acima da média da UE, e por vezes a qualidade deixa muito a desejar. Dizer que temos os melhores médicos da Europa ou dos melhores não passa de um mito. Há muito médico merceeiro que vende gato por lebre.

Vamos passar de um extremo ao outro...
You Sir are ignorant..... Ver comentário
Nem 8, nem 80, Parte II
Sou a favor de uma situação de ligeiro desemprego na classe médica, mas muito ligeiro. E porquê?

1) A formação é paga pelos contribuintes. Formar seis anos para o desemprego é desperdiçar dinheiro, facto ainda mais grave num país endividado como o nosso.

2) Uma situação de ligeiro desemprego permite que haja concorrência entre profissionais no sector privado, e que os jovens se apliquem e concorrem entre si para obter boas médias de curso.

Com o actual número de vagas, que roça as 2000, caminhamos alegremente para um desemprego maciço na classe médica a curto prazo. Dentro de poucos anos haverá centenas de médicos a emigrar todos os anos.
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Politiquices!
Os médicos são arrogantes e prepotentes. Tenho 64 anos, já conheci dezenas de médicos e não tive a sorte de encontrar um, simpático. Carrancudos, mal educados, não cumprimentam as pessoas, não nos mandam sentar, não nos olham nos olhos, enfim, se calhar sou eu que tenho tido azar. As excepções são os srs drs que dão consultas particulares.
Estudam à conta dos nossos impostos, Têm emprego garantido. Ganham pouco? Temos pena. Eu tenho mais pena das pessoas que estão desempregadas e que por vezes nem têm pão para alimentae os filhos. Desses sim, tenho pena. O resto é política. Porque é que não encetaram esta luta quando o Sócrates era 1º ministro em que havia dinheiro para tudo, até para aumentar a FP, quando o país estava já em crise? Agora que estamos "depenados" é que os srs drs, se lembram desta paródia nacional.
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Re: Médicos não cedem a Paulo Macedo
Como se trata de relações de poder, os médicos podem dar-se ao luxo de fazer o que entendem porque têm mais poder que o ministro!

As coisas são tão simples como isto...
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o pais precisa de mais 20 mil médicos.
Não fora a cobardia dos sucessivos governos em apararem os golpes aos srs dr. em medicina, a fim de n deixar aumentar o número de médicos para que ficasse a saúde para meia centena deles, e isto n estava assim. Peço ao 1º ministro q copie como está organizada a saúde em Inglaterra e ponha em prática como lá se faz. E logo que possa comesse a formar médico até termos tantos como temos em outras profissões superiores. Seria melhor para todos e principalmente para a saúde.
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DEBATE DA NAÇÃO
NÃO É PRECISO CEDER NADA. PORQUE AMANHÃ É DIA 11 DE JULHO E DIA DO DEBATE DA NAÇÃO. NO PARLAMENTO. TUDO FOI PENSADO POLITICAMENTE. O MINISTRO TEM QUE POR ESTA CLASSE NA ORDEM. QUEM NÃO QUERIA RECEITAR OS GENERICOS, NÃO PRESTAVAM, AGORA SÃO BONS. QUEM IA DE FERIAS A CUSTA DOS LABORATORIOS. QUAL É O SECTOR COM MAIS BURLAS E COM A CONIVENCIA DE QUEM. AQUI QUERO RESSALVAR OS MEDICOS,HONESTOS E CUMPRIDORES QUE SÃO MUITOS FELIZMENTE. QUEM DEIXA MILHARES DE PORTUGUESES SEM ASSISTENCIA, NÃO OCUPANDO OS LUGARES VAGOS. QUE MORAL TEM ESTA ORDEM E SINDICATOS PARA FAZEREM GREVE. O PATRÃO ESTÁ FALIDO, E PAGA-LHES COM ESFORÇO. POR TUDO ISTO OS DOENTES QUE ARRANGEM UM SINDICATO.
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