24 de abril de 2014 às 22:43
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Médicos aderem à greve de 6 de maio

Os médicos vão aderir à greve de 6 de maio da Função Pública para exigir a reposição imediata das "verbas indevidamente descontadas" às horas extraordinárias.
Lusa
Médicos também aderem à greve Tiago Petinga/Lusa Médicos também aderem à greve

Os médicos vão aderir à greve de 6 de maio da Função Pública para exigir a reposição imediata das "verbas indevidamente descontadas" às horas extraordinárias e a negociação da grelha salarial única para a carreira, anunciaram os sindicatos.

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública anunciou a 07 de abril uma greve nacional para 6 de maio em defesa de "uma mudança de rumo político para o país que garanta a defesa dos serviços públicos e dos trabalhadores" do setor.

Num aviso prévio de greve publicado no seu site oficial, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) refere que os sindicatos dos médicos do Norte, Centro e Sul decidiram convocar a greve para reivindicar "serviços públicos de qualidade e ao serviço de todos" e um "Serviço Nacional de Saúde (SNS) geral, universal e tendencialmente gratuito".

Exigências do setor médico


A "reposição imediata das verbas indevidamente descontadas a nível do trabalho extraordinário efetuado até final do ano passado", a "negociação da grelha salarial única para a carreira médica", a "contratação imediata" dos jovens especialistas e a "extinção dos regimes empresariais na saúde que têm originado o descalabro financeiro do setor" são outras reivindicações dos clínicos.

Durante a greve, os médicos devem garantir os tratamentos de quimioterapia e radioterapia, diálise, a urgência interna, a dispensa de medicamentos de uso exclusivamente hospitalar e a imunohemoterapia com ligação aos dadores de sangue, recolha de órgãos e transplantes.

Terão também de ser assegurados os cuidados paliativos em internamento e a punção folicular que, por determinação médica, deve ser realizada em mulheres cujo procedimento de procriação medicamente assistida tenha sido iniciado e decorra em estabelecimento do SNS.

Comentários 12 Comentar
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Greve de privilegiados
Só faz greve quem (ainda) não tem medo de perder o emprego. Os médicos, além de serem privilegiados ainda contam com o apio do BE e do PCP.
Acontece que os credores se estão marimbando para os votos e para os tachos e o resultado será ainda pior. Espero que os portugueses das classes médias e medias baixas percebem que Jerónimo de Sousa, Carvalho da Silva, Francisco Louçã, etc, etc, também vivem acimas das possibildades do país e defendem as classes privilegiadas a que pertencem.
o convívio dos parasitas Ver comentário
Greve
Como se sabe os médicos possuem um curso superior e como tal é natural que se não deixem manipular por sindicalistas que sobrevivem à custa do cargo!
Carvalho da Silva, Mário Nogueira, João Proença e outros mais, porque não vão trabalhar ?
Além do mais exigia-se lhe um pouco mais de responsabilidade, atendendo a que ninguém acredita que não saibam que é hora de arregaçar as mangas
Afinal não passam de uns irresponsáveis !
Se não estão satisfeitos com o emprego, porque não vão para a Privada ?
É que no Estado, as exigências são bem menores !
IRRESPONSÁVEIS !
a morte do sindicalismo e do corporativismo Ver comentário
Re: a morte do sindicalismo e do corporativismo Ver comentário
Eu se fosse médico não fazia greve
Dava uma injecção letal a Sócrates e resolvia todos os problemas do país.
assim pensam os anti-Sócrates Ver comentário
Mais do mesmo
O que se diz para os maquinistas da CP tem de se dizer para estes corporativistas. Estão ao nível deles.

Mais umas quantas primas-donas aolharem para o umbigo.

Re: Mais do mesmo Ver comentário
Re: Mais do mesmo Ver comentário
Médicos!
Não confundamos as coisas. Já fui atendido por médicos que o são de facto e não porque tiveram boas notas. A maioria é digna do nome. Se querem saber até acho que deviam ganhar mais. São 6 + 5 anos de esforço, trabalham sob estresse horrível e comparado com outras profissões (advogados , professores) ganham pouco. Temo que muitos comecem a migrar para outros países da Europa quando a crise apertar.
Afinal ?
Isto de greves não é só de "comunistas" ? Agora os médicos também já pertencem a esta classe política ? Ao que nós já chegámos ! ;-))
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