A agência noticiosa é peremptória em afirmar que Conrad Murray
estava ao lado de Jackson no momento da morte porque era ele quem, como de costume, assistia Jackson
na dependência que o cantor tinha entretanto desenvolvido com o farmacêutico Propofol.
A AP, baseada nas declarações confidenciais de um agente da polícia de Los Angeles que tem acompanhado de perto a investigação desde que Jackson morreu há um mês, assegura que Murray tinha sido contratado especialmente para ajudar o cantor a dormir. Tanto assim que era costume recorrerem a uma substância tão perigosa e difícil de controlar como o Propofol, usado nas salas de operações.
Seria tambem Conrad Murray, a quem Jackson pagava 12 mil e quinhentos dólares por mês e oferecia aposentos privados na sua mansão alugada em Bel Air, que geria o quarto de dormir do cantor, considerado o mais off limits de todos os compartimentos existentes. Junto à cama, a vistoria policial deparou com diverso material de hospital como garrafas de oxigénio de apoio a tratamentos intravenosos gota-a-gota.
Mas se uma das câmaras da mansão era um hospital, ao lado a cena era de pandemónio apocalíptico. A polícia terá descoberto outros quartos muito desarrumados, atravancados de coisas atiradas para o chão e com papelinhos nas paredes em que Jackson escreveu frases do género "As crianças são doces e inocentes".
Pouco depois da tragédia Conrad Murray declarou que não dera ao cantor nada que o pudesse ter vitimado. Fica por provar, portanto, que a dose a que Jackson teve acesso antes do último sono foi facilitada por Murray e não, apenas, autoadministrada pelo cantor. Mesmo numa situação semelhante, Murray poderá ser considerado culpado de ter colocado à disposição de Jackson uma substância controlada que é, por natureza, de alta perigosidade quando não gerida por especialista.
As crianças e o resto
Noutras notícias: Katherine Jackson, matriarca, pediu descongelamento das contas bancárias, alegadamente porque só tem rendimentos da segurança social e precisa mesmo do dinheiro que o filho lhe dava todos os meses. As crianças também se juntaram ao apelo.
Quadrante diferente, herdeira diferente: Paris Hilton referiu que Michael se inspirou nela quando teve de dar o nome à filha, levando alguns comentadores a dizer que, desta vez, a raça humana está mesmo nas últimas.
Entretanto, os resultados oficiais da autópsia contiuam por divulgar mas tal não tem impedido que os pormenores difíceis de ouvir façam parte da conversa geral. O boato mais recente tem a ver com o estado facial de Jackson na mesa da autópsia, depois de o seu nariz ter sido submetido a manobras violentas de respiração boca-a-boca. Naturalmente há muita gente escandalizada com a divulgação de uma informação tão privada como o estado dos restos mortais, mas a verdade é que Los Angeles continua a ser a cidade em que foi divulgado que, após o massacre Charles Manson-Sharon Tate, uma das vítimas foi encontrada com um garfo espetado no estômago.
Na plataforma legal, o acordo entre os Jackson e a mãe biológica, Debbie Rowe, já foi obtido. Pormenores serão anunciados dentro em breve, disse o advogado dos Jackson ao canal NBC, mostrando uma cara feliz que não seria nada aconselhável numa mesa de póquer.
Ao largo: foi anunciado que o cabelo queimado de Michael Jackson, apanhado do chão depois do incidente em 1984 durante o trabalho para a Pepsi, irá ser transformado em diamantes pela empresa LifeGem, conhecida por ter adquiridos os direitos aos últimos caracóis de Ludwig van Beethoven. A LifeGem espera grande interesse por parte do público.
A Sony, afinal, pagou 60 milhões de dólares pelas 80 horas de filme captado durante os últimos ensaios que Jackson comandou, no Staples Center e em preparação para o regresso que ele queria triunfal, em Londres. O filme chega aos cinemas em Outubro.