20 de abril de 2014 às 19:02
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Mau tempo obriga a divisão da 4ª etapa da Volvo Ocean Race

Nysse Arruda
Frota aguardará 24 horas no porto de Sanya até poder seguir para a Nova Zelândia, devido ao mau tempo no mar do sul da China
Frota aguardará 24 horas no porto de Sanya até poder seguir para a Nova Zelândia, devido ao mau tempo no mar do sul da China
Paul Todd/Volvo Ocean Race

Os organizadores da regata a volta do mundo anunciaram hoje que a 4ª etapa da rota de circum-navegação - de Sanya, China, para Auckland, Nova Zelândia - será dividida em duas partes devido ao mau tempo previsto nos primeiros dias de navegação, com ventos de 40 a 50 nós e mar alteroso, com vagas de mais de 8 metros de altura. A etapa será iniciada amanhã às 14:00 h. em Sanya (06:00 CET), mas a frota só cumprirá um percurso costeiro e depois ficará retida durante 24 horas na baía de Haitang. Na Segunda-feira pela madrugada, os seis veleiros reiniciam a rota de 5220 milhas até Auckland, Nova Zelândia.

Como medida de prevenção frente às alarmantes previsões meteorológicas no mar do sul da China, os organizadores comunicaram às tripulações que a rota da 4ª etapa será dividida em duas partes, com um percurso costeiro na baía de Sanya até o farol que marca a entrada na marina chinesa. O diretor de regata Jack Lloyd informou as equipas que a decisão se deve a medidas de segurança para a frota pois a situação climática indica a presença de fortes ventos de monção e uma depressão atmosférica profunda na região do mar do sul da China. A frota deverá aguardar por 24 horas no porto chinês até que o diretor de regata considere segura as condições de navegação no mar do sul da China e no mar das Filipinas.

A precaução dos organizadores da regata tem razão de ser, pois a frota iniciou a primeira etapa da rota, ainda em Alicante, Espanha, sob uma terrível tempestade no Mediterrâneo em Novembro passado, o que provocou sérios danos em dois veleiros em menos de 24 horas de viagem - o barco Azzam-Abu Dhabi perdeu o mastro na primeira noite e o veleiro Team Sanya sofreu um rombo no casco.

"Vamos reiniciar a regata na Segunda-feira, pois acreditamos que a pior parte da tempestade irá dissipar-se nas próximas 12 ou 18 horas. Adiar o reinicio da etapa é uma decisão difícil, mas o risco de os barcos sofrerem avarias é muito grande , principalmente por causa do tamanho das ondas, com mais de 8 metros de altura.", disse o CEO do evento, Knut Frostad.

O líder da frota, Iker Martínez, do Team Telefónica, concordou com a decisão dizendo que é importante preservar a segurança dos barcos e tripulações frente a péssima previsão meteorológica nas próximas horas.

Com tantos acidentes já ocorridos entre a frota desde o início da regata em Novembro passado - além dos dois veleiros avariados na primeira noite de rota no Mediterrâneo, o barco americano PUMA partiu o mastro no Atlântico Sul e a equipa teve de buscar abrigo na remota ilha Tristão da Cunha, e o Team Sanya sofreu avarias no aparelho do mastro no oceano Índico, tendo de retirar-se da 2ª etapa da regata e perdendo a oportunidade de ser embarcado num navio armado que levou a frota em segurança através das áreas afetadas por pirataria no oceano Índico.

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