26/05/2012 atualizado às 1:56

Marques Mendes: "Vergonha" que políticos acusados sejam candidatos

"Recordo que em 2005 afastei alguns candidatos do meu partido a presidentes de Câmara, mesmo sabendo que perderia algumas autarquias", recordou o antigo líder do PSD . Clique para visitar o dossiê Portugal 2009

11:45 Domingo, 2 de agosto de 2009
Marques Mendes considera que a lei devia impedir que políticos acusados, pronunciados ou condenados se pudessem candidatar a eleições
Marques Mendes considera que a lei devia impedir que políticos acusados, pronunciados ou condenados se pudessem candidatar a eleições
Luiz Carvalho

Marques Mendes , ex-presidente do PSD , considerou hoje "uma vergonha" para a democracia e uma "atitude chocante" para o comum dos cidadãos que políticos acusados, pronunciados ou condenados judicialmente por crimes graves - como corrupção - "possam impunemente ser candidatos a eleições".

Clique para aceder ao índice do Dossiê Portugal 2009

"Acho que um político - autarca, deputado ou governante - acusado, pronunciado ou condenado por crimes especialmente graves - como corrupção, peculato ou fraude fiscal, por exemplo - está fortemente diminuído na sua autoridade, na sua credibilidade e nas condições para o exercício de um cargo político, comprometendo, assim, o prestígio da política e a imagem das instituições", declarou Luís Marques Mendes à Agência Lusa.

Proibir condenados de concorrer


Nestes casos - precisou o ex-líder do PSD - a lei devia "consagrar frontalmente uma inelegibilidade, ou seja, devia impedir que políticos nestas situações pudessem candidatar-se a eleições".

Marques Mendes salientou que "fazer isto seria um acto da mais elementar decência política"

"Como dizia Sá Carneiro, a política sem ética é uma vergonha. É isto também o que eu penso. Mais do que isso. Defender a ética na política foi o que eu próprio fiz. Recordo que em 2005 afastei alguns candidatos do meu partido a presidentes de Câmara, mesmo sabendo que perderia algumas autarquias", recordou.

Nas últimas eleições autárquicas, em 2005, o PSD, sob a liderança de Marques Mendes, recusou a candidatura nas suas listas de Valentim Loureiro, em Gondomar, e de Isaltino Morais, em Oeiras, que respondiam perante a Justiça por crimes alegadamente praticados no exercício das funções autárquicas.

Isaltino Morais conhece segunda-feira o acórdão do julgamento do processo relacionado com contas bancárias não declaradas na Suíça e no KBC Bank Brussel, em Bruxelas (Bélgica).

"Há que ter princípios e convicções"


Nas palavras de Marques Mendes, que não comentou qualquer caso em concreto, "a verdade é que o poder pelo poder não serve para nada" e "há que ter princípios e convicções", sendo que "às vezes é preciso correr o risco de perder uma eleição para afirmar uma linha política de seriedade e de credibilidade".

O ex-presidente do PSD observou, também, que "há mais de três anos que a Assembleia da República tem em seu poder um projecto de lei consagrando a inelegibilidade de candidatos a contas com acusações ou condenações judiciais especialmente graves", tendo sido ele "o autor da ideia" desse diploma.

"O que é grave é que esse projecto foi aprovado na generalidade, por unanimidade. Por todos os partidos sem excepção. Porém, na hora da verdade, não houve coragem para avançar. O Parlamento fechou as portas e o projecto ficou na gaveta. Considero uma omissão grave, deliberada e escandalosa", criticou.

Marques Mendes observou, também, que "os partidos falam muito de verdade, transparência e credibilidade", mas "na hora de decidir unem-se para mandar às urtigas estes princípios".

Segundo Marques Mendes, foi também "assim quando, há poucos meses, todos os partidos se uniram para fazer uma escandalosa Lei de Financiamento Partidário".

Lusa
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Verdade: Nunca foi acusado-Verdade: nunca fez nada
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:31 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Falar sempre foi fácil e se Marques Mendes nunca foi acusado de nada deve ser porque também nunca fez coisa alguma. Portanto dá uma espécie de empatec om dúvidas sobre quais os "remates" quenunca fez e que resultado teriam se os tivesse feito.
 
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    Ao pessimista DEDALO...    Ver comentário
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 14:59 | Domingo, 2 de agosto de 2009
    Re: Ao pessimista DEDALO...    Ver comentário
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:11 | Domingo, 2 de agosto de 2009
    Re: Ao pessimista DEDALO...    Ver comentário
Kikas_o_je (seguir utilizador), 1 ponto , 23:52 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Maruues Mendes
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:52 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Marques Mendes, que passou despercebido pelo PSD, por ser um leader frouxo, e que como Presidente da Bancada do Grupo Parlamentar, foi uma autêntica nulidade, vem agora à liça com um tema muito polémico, só para que não o esqueçam.Só por isso !
Já agora formulo-lhe a segunte questão: Por causa do "Apito Dourado" afastou Valentim Loureiro.
Porque não teve igual procedimento, em relação a Isabel Damasceno ?
Curioso da questão: Até hoje, nenhum dos dois foi condenado !
A presunção de inocência, não vale de nada ?
A sua idéia, devia ser concretizada, só nos casos em que o presumível candidato, tivesse já sido condenado !
Nisso, fazia todo o sentido!
Que ganhou o PSD, com isso ? Perdeu duas câmaras!
Por essa, e por outras, é que perdeu as directas !
 
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JUSTIÇA? INJUSTIÇA?
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 10:01 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
Cerca de duas mil e quatrocentas chamadas diárias com queixas de cidadãos estão a ser perdidas na sequência do despedimento colectivo de doze trabalhadores da provedoria de Justiça há duas semanas.
Foram afectadas as linhas criança, sénior e a linha azul que passaram a não ter qualquer capacidade de resposta para as queixas.
Refira-se que os doze despedidos trabalhavam directamente com o gabinete do PJ e faziam parte de um total de cerca de 40 trabalhadores administrativos.
Este processo encontra-se no gabinete do primeiro-ministro para «reflexão» e no site da PJ há um link que informa que este assunto só poderá ter seguimento se a lei orgânica da PJ for alterada.
Os despedidos pretendem apresentar brevemente queixa judiciária e o elemento deficiente de nascença pensa apresentar o caso em instâncias europeias.
 
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Pois...
lord byron (seguir utilizador), 1 ponto , 13:21 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Apreciei isso até ao ponto em que usou dois pesos e duas medidas a para Isabel Damasceno e a outra para os outros (Iasltino,Valentim)
 
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    Re: Pois... É assim...    Ver comentário
afonso aguiar (seguir utilizador), 1 ponto , 16:11 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Bem...
Filimone (seguir utilizador), 1 ponto , 13:46 | Domingo, 2 de agosto de 2009
O Marques Mendes já está reformado?
Se sim, quanto ganha de reformas, possívelmente acumuladas?
Continuará a exercer qualquer tipo de profissão, apesar das reformas?
Isso é que eu e muita gente gostávamos de saber.
Quanto ganha o Marques Mendes por mês para não estar tranquilo e largar às bocas?
A ambição desta malta emergente do 25/4 é infinita.
 
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    Re: Bem...MM está muito bem!    Ver comentário
NJP (seguir utilizador), 2 pontos , 16:54 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Marques Mendes e a verdade...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Domingo, 2 de agosto de 2009

Pois é...

“... Marques Mendes, ex-presidente do PSD , considerou hoje "uma vergonha" para a democracia e uma "atitude chocante" para o comum dos cidadãos que políticos acusados, pronunciados ou condenados judicialmente por crimes graves - como corrupção - "possam impunemente ser candidatos a eleições".

Sim, a mim também me choca e envergonha.

E continua:

"Acho que um político - autarca, deputado ou governante - acusado, pronunciado ou condenado por crimes especialmente graves - como corrupção, peculato ou fraude fiscal, por exemplo - está fortemente diminuído na sua autoridade, na sua credibilidade e nas condições para o exercício de um cargo político, comprometendo, assim, o prestígio da política e a imagem das instituições",

Certamente, outra opinião válida, sobre a qual não podemos fazer qualquer contestação, muito embora saibamos que o Marques Mendes não é nenhuma vestal, e até nem poderia ser, em face do degrado quadro político português, de onde não podemos salvar ninguém...

E para concluir, não sou daqueles que acham que do lodo podem nascem lírios brancos, sem mácula, mas apesar disto sou obrigado a aplaudir o Marques Mendes de pé.
 
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O que devería de ser
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:16 | Domingo, 2 de agosto de 2009
é que os portuguesses também não o votassem!!

E, se ainda conhecendo a verdade das "políticas" realizadas ficam a ter algúm cargo público, nãp quero desejar a Portugal uma situação similar a que se está a viver na Espanha com zp e os seus secuaces...
 
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    Re: O que devería de ser    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:31 | Domingo, 2 de agosto de 2009
    Re: O que devería de ser    Ver comentário
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Domingo, 2 de agosto de 2009
    Re: O que devería de ser    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:02 | Domingo, 2 de agosto de 2009
    Re: O que devería de ser    Ver comentário
LisQue2 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:25 | Domingo, 2 de agosto de 2009
E quando leio...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 15:21 | Domingo, 2 de agosto de 2009

Os discursos dos políticos da Santa Terrinha... Eles, sempre, me fazem lembrar o grande poeta popular A. Aleixo.

Aqui, deixo duas quadras que de uma maneira muito simples mostram o comportamento do político português em sua essência: falastrão, demagogo e desonesto.

De A. Aleixo:

“Para a mentira ser segura
e atingir profundidade
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade”.

”Se fazes tudo às avessas,
P´ra que prometes tanto?
Não me faças promessas
Bem sabes que eu não sou santo”

 
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POIS É !!!!!!!!
NoReply (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Há mais "Marques Mendes" neste país.
Há mais quem se sinta envergonhado por ser "governado" por individuos/as que passam pelos intervalos da chuva. Claro que Portugal não é uma ordem religiosa fundamentalista, onde só os virtuosos têm lugar ... mas não se percebe que se caia no extremo oposto, em que com demasiada frequência se assiste à entrada triunfal deste ou daquela, clamando pela "Justiça" nas urnas, absolvendo-se nas eleições, ou renascendo numa libertação puramente técnica.
É uma situação de dupla perda:
perde-se a confiança num sistema judicial que não consegue provar os alegados crimes, deixando como resultado um generalizado sentimento de impunidade dos "famosos"
perde-se a confiança num sistema político, em que tudo vale para ter uma câmara, uma nomeação, um voto, deixando como resultado os telejornais infestados de notícias deste e daquela que mais uma vez é constituído arguido, e vai a tribunal com mais uma série de acusações que normalmente seriam mais que suficientes para a perda imediata de mandato.
Diz o Povo "Onde há fumo há fogo".
Infelizmente na política versus tribunais, é inversamente contrário ao que se passa no território: É SÓ FUMAÇA ... FOGO NEM VÊ-LO.
E assim se delapidam 35 anos de democracia, assim se derretem os valores em lume brando, devagarinho ao jantar em frente às televisões ...
Triste sistema político que se vê refém de uma dúzia de cidadãos ...
Triste País!
 
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    É SÓ FUMAÇA ...    Ver comentário
Byte Magic (seguir utilizador), 1 ponto , 16:17 | Domingo, 2 de agosto de 2009
Marques Mendes em razão...
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 16:00 | Domingo, 2 de agosto de 2009
... e ninguém deve tirar-lha.

Mas falamos de um dos paradigmas do povo português: "faz mal, mas fez obra".

Assim se desculpa tudo, assim se volta a eleger os mesmos... "fizeram obra".

A TSF emitiu hoje declarações de um dignitário do CDS que acusa o PSD de "ter metido a lei na gaveta". É a "política de verdade" da qual o parlamento é cúmplice.

É verdade que a pressunção de inocência deverá ser mantida a bem da justiça e do bom nome dos cidadãos (já basta os julgamentos feitos pela comunicção social que arrastam na lama quem lhes cai na alçada e que seja potencial "personagem de telenovela" para incrementar as vendas) mas que alguma coisa deverá ser feita nesse sentido é um imperativo. Marques Mendes tem razão.

 
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15 minutos antes da morte, ele ainda estaria vivo!
Byte Magic (seguir utilizador), 1 ponto , 16:43 | Domingo, 2 de agosto de 2009
... como diria o Sr. Jacques de la Palisse.

Lições de moral qualquer beato as sabe dar. De qualquer partido ou organização social.

A verdadeira ... verdade ... é que Marques Mendes teve já capacidade executiva para aplicar o seu catecismo, dentro da sua área de jurisdição, com os resultados práticos que se conhecem.

O resto é ... trabalho de marketing.
 
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O que seria necessário....
Kikas_o_je (seguir utilizador), 1 ponto , 0:07 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
...era talvez uma justiça célere, em vez de levar 10 anos a resolver os problemas.

Concordo em parte, contudo o facto de estar uma pessoa indiciada por crimes da natureza descrita por MM, não significa que seja culpado.

Veja-se (embora não goste da portagonista) o resultado do caso Felgueiras, até a prisão preventiva foi decretada e a mulher fugiu (e bem) resultado foi absolvida.

Portanto o que MM propõe é que logo que o político ou titular de cargo público seja constituido arguido deve ficar no limbo a aguardar que o tribunal decida...., pode levar uma década ou mais.

Acho que MM procura portagonismo e afastar muitos oponentes.

Deve ficar ao critério de quem é acusado se deve ou não suspender a actividade política (era o devia ter feito Dias Loureiro), agora não podemos servir-nos da justiça (que não funciona) para lesar as pessoas.

Deveria também haver para pessoas condenadas e com cargos públicos, penas de suspensão dos direitos civis de forma dura e séria, mas isso não me parece que venha algum dia a acontecer.

Cps.
 
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Em princípio...
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 9:08 | Segunda feira, 3 de agosto de 2009
...Marques Mendes está coberto de razão. Incomoda-me ver uma certa gentinha (Valentim, Isaltino, Fátima, etc) continuarem a ser candidatos, ano após ano. Mas o que realmente me choca, é que ainda por cima ganhem as eleições. Temos os políticos que merecemos, e só nos podemos queixar de nós próprios.
Depois, todos sabemos que há em Portugal a mania de acusar, fazer escutas telefonicas, por em prisão preventiva, etc, pessoas sem que haja um mínimo de evidencias (que sejam sustentáveis em tribunal) para isso.
No final, não sei se esta atitude será por vezes injusta para com os visados mas quem quer exercer cargos publicos tem de estar acima de qualquer suspeita.
Como tal, e apesar de alguma inconsistencia nas suas acções, parece-me que Marques Mendes está muito certo nas suas critícas.

Kurrusivo
 
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