26/05/2012 atualizado às 1:56

Vídeo: Mário Zambujal fala sobre o seu novo livro

O jornalista e escritor Mário Zambujal apresenta hoje, pelas 18h30, no Maxime, em Lisboa, o seu livro 'Uma Noite Não São Dias'. A apresentação será feita pelo actor Nicolau Breyner.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)
9:34 Terça feira, 13 de outubro de 2009

Intrigas e paixões no "esquisito" ano de 2044 é o tema central do mais recente livro de Mário Zambujal, a ser lançado hoje, pelas 18h30, no Maxime, em Lisboa. A novela 'Uma Noite Não São Dias', cheia de humor e ironia, é uma publicação da editora Planeta.

A obra conta a história"escaldante" de Grace e Antony numa Lisboa futurista, dominada pelas mulheres e pelas máquinas.

Na Lisboa de 2044, há falta de privacidade, toda a gente sabe tudo de toda a gente, portas e elevadores obedecem à instrução de vozes, a Polícia de Protecção Interna tem o seu posto na Praça da Ordem e Serenidade, a Avenida Vertical dispõe do seu próprio canal de televisão que emite aconselhamento cívico, e há um Parque das Tentações.

O autor adverte: "Não se trata de antecipação científica". Mas sim de uma "caricatura da sociedade lisboeta daqui a 35 anos", com os seus problemas, dificuldades, engarrafamentos e todas as vicissitudes do avanço das novas tecnologias e da mudança nas comunicações.

Mário Zambujal, escritor e actual presidente do Clube de Jornalistas, diz que qualquer semelhança com o livro '1984', obra de ficção científica do conhecido autor britânico Eric Arthur Blair conhecido como George Orwell, é mera coincidência. Curiosamente, entre 1949 - ano da publicação da primeira edição do mais famoso de George Orwell - e 1984, passaram-se 35 anos.

'Uma Noite Não São Dias' não tem qualquer cariz político, diz Mário Zambujal, e foi escrito para divertir o leitor.

O escritor que escreve à mão


Com seis livros publicados, somente agora Mário Zambujal passou a vestir a 'pele' de escritor, designação que demorou a aceitar por achar que era um título que não lhe pertencia, e por ser avesso à rotulações.

O autor de 'Histórias do Fim da Rua', 'À Noite Logo Se Vê', 'Fora de Mão', 'Primeiro As Senhoras' e 'Já Não Se Escrevem Cartas de Amor' ainda escreve os seus textos à mão, transcrevendo-os depois para o computador.

Mário Zambujal diz que é capaz de acordar e escrever às escuras. "A mão obedece à mente, instintivamente. Não preciso andar à procura dos 'pês', dos 'bês' nem dos 'agás'", afirma. O escritor entende-se pouco com o telemóvel e confessa uma incompatibilidade com as máquinas, as quais - cito -"implicam muito mais comigo".

Antigo chefe de redacção de "O Século" e do "Diário de Notícias", director-adjunto do "Record", do "Mundo Desportivo" e dos semanários "Se7e" e "Tal & Qual", Mário Zambujal foi também subdirector do canal 2 da RTP.

Destacou-se também como redactor de "A Bola" e "O Jornal" e, ainda, como apresentador de programas televisivos. Produziu também textos para teatro e rádio.

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Um gajo porreiro
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 2 pontos , 13:15 | Terça feira, 13 de outubro de 2009
Zambujal é, como escritor, aquilo que é como pessoa: um gajo porreiro. Os malandros são porreiros, pá, choram, pá, têm chatices, pá, gajas, pá, cheta, pá, eh pá, a malta tem de olhar para eles como gajos, pá, que não tiveram sorte na vida, pá, deram um passo em falso, pá, como naquele filme do Wenders, pá, p..., pá, a vida é uma p..., pá, e a malta tem de estar atenta, pá, escrever umas coisas, pá, sem arrogâncias, pá, umas coisas, pá, literatura não é pa malta, pá, pode ser que a malta leia, pá, e até goste, pá, bora lá tomar um copo, pá. E o Benfica, ahn?, até me passo, pá...
 
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"Uma noite não são dias"
Xico Taxista (seguir utilizador), 2 pontos , 14:07 | Terça feira, 13 de outubro de 2009

Ora vamos lá "dissecar" este tema (ironicamente):

Um dia é um período de 24 horas, das quais (teoricamente), 12 têm luz do Sol e as outras 12 não !

Isto varia ao longo do ano e da latitude onde nos encontramos.

Portanto, se uma noite se limita a ser, a parte do dia em que não há luz do Sol, uma noite, nem sequer tem estatuto prório. Limita-se a ser "parte de...".

Por isso, se nem se considera parte "autónoma", não pode ser dia, e, muito menos, dias.

Mário Zambujal devia ler o livro: "No dia em que choveu água".

 
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