O Ministério Público já concluiu a acusação do chamado Processo dos Skinheads e Mário Machado, líder do grupo de extrema-direita Hammerskins, vai, para já, continuar detido preventivamente.
O dirigente de uma das facções mais radicais do movimento skinhead é acusado de crimes de incitamento ao racismo e à xenofobia e foi detido em Abril deste ano, juntamente com outros 31 suspeitos. Machado foi o único a ficar em prisão preventiva.
Na altura a Direcção Central de combate ao Banditismo da PJ procedeu às detenções depois de levar a cabo várias escutas durante três anos. Os 31 indivíduos eram suspeitos em múltiplos casos de agressão a negros, elementos de grupos rivais, posse de armas ilegais e, principalmente, difusão de ódio, violência e discriminação racial. Foram feitas 60 buscas e apreendidas 12 armas de fogo.
Refira-se que esta prisão em massa aconteceu nas vésperas do movimento skinhead luso receber uma conferência internacional de partidos e organizações de extrema-direita.