A carta é um direito de resposta a uma notícia do 'Correio da Manhã' e foi publicada na íntegra no Fórum Nacional, um sítio de conversação da extrema-direita. Mário Machado, preso preventivamente na cadeia da PJ, garante não ter escrito qualquer ameaça contra Cândida Vilar: "Jamais escrevi tal ameaça ou foi minha intenção que a dita dra. sofresse qualquer tipo de represália e tão pouco subscrevo tais tipos de atitudes ilegais".
Numa carta anterior, o principal arguido do processo dos skinheads (está acusado de 37 crimes) pediu aos nacionalistas para não esquecerem o nome da procuradora. Agora diz que a frase se deve ao facto "da procuradora ser o rosto de uma inquisição mediática". Ficou por esclarecer a referência ao derramamento de sangue. Cândida Vilar tem protecção policial desde o início desta semana. As ameaças, veladas ou não, foram levadas a sério pelo Ministério da Administração que impôs segurança à procuradora.