O líder nacionalista Mário Machado assiste hoje, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, ao debate instrutório do processo em que é arguido por ameaças feitas à procuradora Cândida Vilar. Este acto processual serve para se decidir se o caso segue ou não para a fase de julgamento.
As ameaças de Mário Machado à procuradora do Ministério Público (MP) foram feitas numa carta aberta, que esteve no site da Internet do Fórum Nacional (conotado com a extrema-direita) em 2007, pelo facto de Cândida Vilar ter proposto a prisão preventiva do arguido. Na carta, Mário Machado apelava a todos os nacionalistas para que não se esqueçam do nome de Cândida Vilar, procuradora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa (DIAP).
Na sequência das ameaças, o MP decidiu acusar Mário Machado pelos crimes de ameaça, coacção e difamação, tendo sido requerida a abertura da instrução do processo.
A procuradora foi responsável, em Setembro de 2007, pela acusação de 36 'skinheads', após uma mega-operação da Polícia Judiciária (PJ) que culminou na apreensão de dezenas de armas.
No início de Outubro, no âmbito deste processo relacionado com discriminação racial e outros ilícitos criminais, Mário Machado foi condenado a quatro anos e 10 meses de prisão efectiva, tendo recorrido da decisão.