26/05/2012 atualizado às 1:56
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Líder do PSD criticou propostas do Governo

Mário Lino desafia Ferreira Leite a dar exemplos

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações deixou um convite a Manuela Ferreira Leite para "esclarecer os portugueses sobre quais são os investimentos que ela acha que são supérfluos".

17:48 Segunda feira, 23 de junho de 2008
Mário Lino: "Se não investirmos ficamos mais pobres, temos menos condições para tratar das questões sociais"
Mário Lino: "Se não investirmos ficamos mais pobres, temos menos condições para tratar das questões sociais"
Jorge Simão

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, desafiou hoje em Bruxelas a presidente do PSD a dizer quais as novas infra-estruturas que considera "supérfluas", em resposta às críticas de Manuela Ferreira Leite aos investimentos do Governo.

Domingo, em Guimarães, a nova líder dos sociais-democratas afirmou que "a vaga avassaladora de propostas de infra-estruturas que este Governo anuncia e de que o país nem sempre carece, e para os quais manifestamente não tem dinheiro, ficará para a história como um dos maiores erros políticos cometidos".

Sem referir infra-estruturas em concreto, a presidente do PSD afirmou que a política de investimentos públicos tem de ser muito criteriosa, pois "passada a glória dos anúncios e das inaugurações" fica "uma enorme factura a pagar" e "faltarão os meios para acudir às verdadeiras questões que afligem os portugueses", de "natureza social".

"As infra-estruturas só são feitas porque produzem riqueza, visam promover o desenvolvimento do país, para termos melhores condições para atacar os problemas sociais, e não o contrário. Por isso essas declarações não me parecem fazer sentido", contrapôs o governante.

Apontando a título de exemplo o investimento em auto-estradas, e desafiando Ferreira Leite a perguntar aos autarcas, "a começar pelos do PSD", se concordam ou discordam desses investimentos, Mário Lino admitiu não saber quais as infra-estruturas criticadas pela líder dos sociais-democratas.

"Talvez fosse bom, para clarificar, que a dra. Manuela Ferreira Leite esclarecesse os portugueses quais são os investimentos que ela acha que são supérfluos", disse, sugerindo que se pergunte "às pessoas que vivem em Trás-os-Montes se acham que a auto-estrada de Vila Real para Bragança é um luxo" ou "aos alentejanos o que pensam da importância da auto-estrada que liga Sines a Beja" ou ainda da requalificação da Estrada Nacional (EN) 125.

Mário Lino considerou ainda que a posição de Manuela Ferreira Leite "representa de alguma forma uma volta do PSD a um passado recente", afirmando lembrar-se, sem grande precisão, de um frase em 2002 do executivo então liderado por Durão Barroso, "que marcou muito o comportamento do Governo social-democrata nos tempos que se seguiram", e que era "qualquer coisa como "enquanto houver uma criancinha com fome não pode haver mais auto-estradas"", estabelecendo "uma ligação entre as duas coisas".

"As infra-estruturas não são um custo, são um investimento para o país. Se não investirmos ficamos mais pobres, temos menos condições para tratar das questões sociais", reforçou.

 

Lusa
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Então, não era tudo um deserto?
puchinho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:26 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
O Sr. Ministro Mário Lino vem agora mostrar-se preocupado com a declaração pública da Dra. Manuela Ferreira Leite ao referir-se a determinadas obras públicas como sendo supérfluas.
O Pior, para ele, é que ainda por cima ela não especificou quais. Confesso desde já que não sou conhecedor de todo o seu discurso do passado congresso. Igualmente não pretendo tomar partido de um ou de outro nesta questão. Mas duas boas conclusões os portugueses já podem tirar:
1 - Finalmente a oposição parece ter ganho voz e capacidade de abalar o poder. Ou seja, a Dra. Manuela Ferreira Leite já está a conseguir chamar a atenção do Governo e dos seus elementos que, abusando do voto e confiança que os portugueses neles depositaram, têm vindo cada vez mais a gerar desconfiança, não só neles próprios mas, também, na capacidade de o país sair por cima desta situação. Esta última, que é a que mais me preocupa, muito grave!
2 - Afinal o Sr. Ministro Mário Lino reconhece não haver "desertos" em Portugal e mostra agora que o investimento público, nas zonas que antes considerava inapropriadas, vale a pena e deve ocorrer, a bem de um desenvolvimento mais sustentado e à criação de novas oportunidades e alternativas noutras regiões que não a capital. Mais vale tarde que nunca...

Deixo por fim um apelo. Gostava de ver os políticos fazerem mais pelos portugueses em vez de tentarem fazer mais por eles próprios.
Já agora, acreditem que, fazendo mais por todos os portugueses, vocês, como portugueses que são, também serão beneficiados.
Acreditem, como os portugueses acreditam quando votam em vós!
 
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    Re: Era o deserto de ideias do PSD.    Ver comentário
Warp320d (seguir utilizador), 1 ponto , 5:29 | Terça feira, 24 de junho de 2008
    Re: Era o deserto de ideias do PSD.    Ver comentário
luv (seguir utilizador), 1 ponto , 9:28 | Terça feira, 24 de junho de 2008
pasme-se....
nheda-se (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Oh, sr. ministro ,mas é preciso algum doutorado para lhe dizer quais os inventimentos , desnecessários?

Em Portugal são todos supérfluos porque, mal calculados ,mal avalizados, tecnicamente imperfeitos, alarvemente executados POR SABERMOS ANTECIPADAMENTE QUE VÃO DERRAPAR.

Ainda é preciso especificar mais alguma coisa?
 
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Mediocridade
iowa (seguir utilizador), 1 ponto , 19:18 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Como sempre, os portuguesinhos não conseguem ver além da ponta do seu sapato. Ai de alguém que faça obra para o futuro e fuja à mediocridade que sempre marcou a história deste país. Foi o que sucedeu quando se fizeram os caminhos-de-ferro. Felizmente há excepções, como sucede com este governo.
 
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    Re: Mediocridade, sim, mas nos objectivos...    Ver comentário
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:38 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
    Re: Mediocridade    Ver comentário
nheda-se (seguir utilizador), 1 ponto , 0:30 | Terça feira, 24 de junho de 2008
    Obra para o Futuro ? ou para o passado ?    Ver comentário
LFelicio (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Terça feira, 24 de junho de 2008
    Re: Mediocridade    Ver comentário
nheda-se (seguir utilizador), 1 ponto , 17:04 | Terça feira, 24 de junho de 2008
Consequência, precisa-se
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Cosequência, precisa-se
O discurso de Manuela F.Leite foi um discurso diferente daquilo que estamos fartos de ouvir da boca dos políticos ganhadores de congressos. Foi um discurso sereno, enxuto, sem tiradas, promessas gratuitas ou com os alardes triunfalistas do costume. Por isso caiu bem em vários sectores mais discretos e atentos e que caiu menos bem noutros mais receptivos a declarações emocionais e estereotipadas.
M.F.L. acertou no centro do alvo quando declarou que era necessário rever o programa do governo de investimentos públicos. Projectos como o TGV para o Porto (e talvez até para Madrid) são projectos que não se coadunam de todo com as possibilidades económicas reais do país, muito menos na fase crítica em que a nossa economia se encontra. A não ser com muito grandes ajudas a fundo perdido e, atenção, exclusivas de Bruxelas. Neste ultimo caso é bem possível que o TGV para Madrid fosse um investimento a realizar.
Só não entendo a razão pela qual países de muito maior poderio económico (Suécia, Holanda, Noruega, Finlândia) nunca se interessaram pelo TGV nos seus países, sendo muitos deles de muito maior superfície territorial...
Mais adiante M.F.L. declara que o país se encontra quase num "estado de emergência social".
De facto, a tão falada classe média anda a cortar nas despesas, já não anda tanto de carro e até talvez não viaje tanto. E, é bem verdade, as classes economicamente mais débeis, principalmente os desempregados, estão a passar um bocado bem mais difícil. Daqui, a dizer-se que o país está quase num estado de "emergência nacional" vai uma distância muito grande...
Se fosse como diz, então não se esgotariam 90.000 lugares no "RockinRio" (a elevados preços), lotações esgotadas noutros espectáculos caracteristicamente para a classe média (com grandes audiências), hotéis esgotados no Algarve em período de "pontes" (como recentemente), um movimento rodoviário muito pouco inferior, um movimento de restauração também pouco inferior (segundo estatística parece que cerca de 12 a 15%).
Porque se estamos prestes a chegar a uma situação de emergência nacional, então o panorama seria muito pior. Há, de facto, bolsas de carência que é preciso atalhar quanto antes. Mas há indicadores que se começam a dar passos nesse sentido. Não parece que o governo esteja a dormir profundamente nesta conjuntura. Talvez um tanto atrasado...
Porém, existem outros pontos da governação bem mais importantes e nevrálgicos em que M.F.L passou ao lado e que irão exigir muitas e profundas explicações, como o Serviço Nacional de Saúde. Que, segundo já declarou, deveria sofrer cortes substanciais e perder o critério de tendencionalmente gratuito. Este, é um terreno muito crítico para pisar porque toda a gente quererá saber -e muito bem- onde vão situar-se, segundo o seu juízo, os patamares dos rendimentos familiares de acesso ao serviço gratuito, ou com redução de custo. E a partir de quanto o S.N.S. deixará de ser gratuito...
M.F.L. tem, obviamente, pontos da governação em que pode bem criticar o governo. Porque as suas críticas serão bem vindas, porque as pessoas sentem-nas verdadeiras. Mas se exagera, aí as pessoas "sentem" que está a entrar no que é falso. E isso, aliado a um passado, como governante, que não se pode considerar famoso, valha a verdade, irá colocá-la numa posição frágil. É caso, mais uma vez para dizer, exageraste, estragaste.
Não basta a forma -que foi boa- do seu discurso. É preciso que o conteúdo lhe seja consequente... o que, por vezes, não aconteceu.
Porque, ao fim e ao cabo, ATENÇÃO, o que é bem legítimo de reconhecer, é que, se não fosse esta forte e súbita tripla crise que assola meio mundo, hoje estaríamos,tudo o indica, já a poder recolher os frutos de 3 anos de sacrifícios. É caso para dizer que 2008 é um ano de azar para José Sócrates. E para todos nós, valha a verdade que se diga.
Sim, nós compreendemos que M.F.L. "navega" entre margens estreitas: se não critica fortemente (e até exageradamente) o governo, as pessoas começam a pensar que, afinal, a diferença é pequena e, então, para quê mudar? Para quê trocar o certo pelo incerto? Ao menos este, mesmo com erros e muita dureza, foi determinado, conseguiu resultados, teve um plano e manteve um rumo.
Mas se exagera e começa a fazer afirmações que não se ajustam à realidade, então irá ficar em posição de fragilidade e de desconfiança.
Lembro-me do título de Cardoso Pires: "E agora, José?"
Agora, ficamos atentamente à espera. Porque, ou eu me engano muito, ou José Sócrates não irá ficar paralisado como declarou Manuela Ferreira Leite...
Nuno Costa

 
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    Re: Consequência, precisa-se    Ver comentário
BitaBit (seguir utilizador), 1 ponto , 23:21 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
    Re: Consequência, precisa-se    Ver comentário
Mamaevovo (seguir utilizador), 1 ponto , 8:15 | Terça feira, 24 de junho de 2008
Mario Lino desafia Ferreira Leite
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Oh, sr. ministro! Então o senhor não sabe o que se passa neste país em que andam todos os portugueses a apertar o cinto e alguns com fome? Que falta faz o TGV aos transmontanos, alentejanos e algarvios se não vão ser eles a tirar proveito, mas sim penalizados nos impostos? Então para determinadas matérias como portagens é o próprio governo a colocar-se,por conveniencia ao lado dos não utilizadores das auto-estradas e para o TGV o dinheiro dos impostos daqueles que não o vão usar já serve para satisfação dos poucos que o vão usar! Grandes obras para um país de pelintras que este governo soube sujeitar.
 
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Vamos ser claros-...
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:04 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Ó sr ministro: vamos ser claros e não mudar o bico ao prego... É claro que os investimentos públicos são (sempre) necessários, mas nem todos. É fundamental distinguir: há os que são bons investimentos (mesmo em tempos de crise) e os que não o são (mesmo em tempos melhores) e que são -sempre- um custo muito pesado e economicamente errado. Há boas probabilidades de o TGV Porto-Lisboa estar neste grupo. Mas não o aeroporto de Alcochete, por exemplo.
Nuno Costa
 
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Exemplos ? Faltam ?
BitaBit (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Que vantagens há na ligação TGV entre Porto e Vigo ? O que é se ganha ? Uma diminuição de 20 minutos, 40 minutos no tempo de percurso ? E a que custo ? E mais importante ainda: quem paga ? Os contribuintes como sempre! Nisso não haja dúvidas!
E já agora que falamos de TGV alguém que, por favor, tenha a fineza de me elucidar como é que um bilhete de TGV entre Lisboa e Porto poderá custar, como anunciado "cerca de 40 euros" quando o custo nos actuais pendulares (bem mais económicos) já excede os 60 ? E mais uma vez permitam que volte a perguntar qual a vantagem do TGV nesta ligação! Se o Governo quiser melhorar alguma coisa que aproveite o investimento astronómico já feito nos actuais pendulares e os alargue à totalidade dos percursos que referi. Seria bem mais económico e, estou em crer, mais do que suficiente para as necessidades de toda a gente.
Gastar o dinheiro dos outros nunca custou nada a ninguém!
E para primeira introdução ao que poderão ser investimentos públicos representáveis por um elefante branco recoberto a cifrões acho que isto chega!
 
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Sinceridade a mais parece burrice...
LFelicio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:41 | Segunda feira, 23 de junho de 2008
Mário Lino foi genuíno e sincero, ou seja, mais uma vez não teve habilidade política. Depois da Ota e do "Jamais" vem pedir que lhe digam o que todos sabem. Investimentos Sumptuosos, Supérfluos e para os quais o País não tem $ ? Não, não é a auto-estrada para Bragança. Sou do Litoral Norte e não tenho problemas em demonstrar que para as nossas regiões a primeira prioridade não é o TGV para Vigo, muito menos o Aeroporto de Luxo no meio dos toiros. V.as Ex.cias governam para os que nada tem e para os que tudo tem, com o dinheiro dos que cada vez menos tem. Pelos menos, devem-no gastar melhor !!!
 
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Isto mete nojo.
nheda-se (seguir utilizador), 1 ponto , 0:32 | Terça feira, 24 de junho de 2008
É só parasitas.
 
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Não me resigno
Joao Ratao (seguir utilizador), 1 ponto , 1:24 | Terça feira, 24 de junho de 2008
a que a Espanha cresça menos de 2% este ano
e a que por dependência económica Portugal já esteja em recessão

é a silly season e os actores políticos anseiam por subirem aos coqueiros

hihihi

 
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Começou a demagogia, mas mais elaborada....
Alexandre Santos (seguir utilizador), 1 ponto , 8:41 | Terça feira, 24 de junho de 2008
Artigo de opinião, publicado no Expresso, da autoria da Sra. Manuela Ferreira Leite:

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

"Exigências da democracia:
Foi esta semana inaugurada uma linha do Metro Sul do Tejo que corresponde a uma primeira etapa de uma primeira fase que se anuncia estar concluída em Dezembro de 2008.
As restantes fases (2ª e 3ª) começarão a ser estudadas em 2010.
Admito que a realidade local pudesse justificar que se equacionasse esta obra, mas é surpreendente que as notícias sobre o primeiro dia de funcionamento fossem de que as carruagens ultramodernas circulavam totalmente vazias.
Comecei por pensar que tinha ouvido mal, mas a repetição da notícia confirmou o que eu julgava impossível de suceder.
É que normalmente os decisores socorrem-se de estudos de mercado antes de lançarem investimentos vultosos.
Sabe-se que os estudos de mercado rigorosos não são infalíveis, mas também não conduzem a erros grosseiros que apresentem como viável o que não tem condições para existir.
Por isso, se esta obra não tiver benefícios de natureza social, por não corresponder a necessidades prementes da população é pertinente questionar:
Quanto custou e em quanto importarão as fases subsequentes?
Quanto custa anualmente a manutenção de um transporte sem passageiros?
E se a prática vier a demonstrar que não foi válido este esforço financeiro?
Dizem que só para 2010 é que se perceberá a adesão a este tipo de transporte.
Será que é aceitável fazer um investimento deste vulto à experiência? Se der resultado prosseguem as outras fases, se não, fica-se por aqui (!).
Quem é responsabilizado? Ninguém?
Não quero pensar que se tenha tratado do cumprimento de alguma promessa eleitoral feita no auge do desespero da conquista dos votos e, como tal, teria de ser cumprida independentemente de considerações de natureza económica ou financeira.
Só que as decisões políticas que custam dinheiro aos contribuintes têm de se basear em sólidos fundamentos técnicos e têm de identificar os protagonistas.
A plena compreensão das decisões e dos seus fundamentos e consequências é uma exigência do aprofundamento da democracia. "
       
É hilariante ler este artigo, sabendo que o projecto foi lançado e aprovado pelo actual Presidente da Republica, quando era 1º ministro em 1995 e que foi a própria Sra. Manuela Ferreira Leite a assinar em 14 de Março de 2002 um Despacho conjunto dos Ministros das Finanças e do Ambiente e do Ordenamento do Território, autorizando a adjudicação à empresa MTS – Metro Transportes do Sul da concessão do projecto, da construção, do fornecimento de equipamentos e de material circulante e da conservação da totalidade da rede de metropolitano ligeiro da margem sul do Tejo.

Como é possível levar a sério alguém que faz um comentário destes tendo sido ela a autorizar a obra???

Levanto 2 hipóteses, ou ela assina de cruz e nem lê o que assina ou então sofre da doença de Alzheimer.

Depois de escolherem um líder que fazia plagio no seu blog, escolheram alguém que é incompetente e nem se lembra disso.....

Cumprimentos,
 
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    Re: Começou a demagogia, mas mais elaborada....    Ver comentário
iowa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:27 | Terça feira, 24 de junho de 2008
Infra-estruturas supérfluas...
Cool Carlos (seguir utilizador), 1 ponto , 11:25 | Terça feira, 24 de junho de 2008
Mário Lino é hoje o ministro das Obras Públicas, Manuela Ferreira Leite foi ontem ministra das Finanças e anteontem da Educação.
Ambos são figuras públicas conhecidas e com decisões tomadas no presente e no passado recente respectivamente, com repercussões sobre o colectivo nacional.
A questão que importa colocar e sobre a qual gerar algum consenso ao nível dos decisores públicos é se o histórico recente do país é para replicar no presente e no futuro ou se se deve tirar algumas ilações dele para não criar novos elefantes brancos...
Eu gostaria apenas e tão somente de ver as decisões certas serem tomadas pelas razões certas.
 
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