19 de abril de 2014 às 10:26
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Contra a introdução de portagens

Marcha lenta entre Régua e Vila Real realiza-se amanhã

Apesar de já ter sido dada a garantia que as portagens na A24 vão ser uma realidade, e a provar está a instalação dos 13 pórticos e dos painéis indicativos dos valores a cobrar, continua como uma incógnita a data de concretização de um processo que agora volta a estar estagnado. Até que as portagens passem do papel à prática, a luta continua estando previsto a realização de uma marcha lenta para amanhã e a continuidade da recolha de assinaturas.

Maria Meireles
A Voz de Trás-os-Montes - Marcha lenta entre Régua e Vila Real realiza-se amanhã

A Comissão de Utentes Contra Portagens nas auto-estradas A25, A23 e A24, vai realizar amanhã uma marcha lenta que comerá na Régua, pelas 18h00, e irá "até onde as forças de segurança deixarem".

O anúncio da marcha lenta surgiu depois do cancelamento, por falta de condições, do "passeio" pela Estrada Nacional (EN) 2, que estava marcado para o último sábado, dia 22, com o objectivo de comprovar a falta de condições daquela via que deverá ser considerada a única alternativa à auto-estrada.

"A adesão tem sido muito boa por parte de várias organizações como, por exemplo, associações comerciais e empresarias e juntas de freguesia, por isso estamos a contar com a participação de vários veículos pesados e dezenas de ligeiros e motas", explicou António Serafim, representante de Comissão de Utentes em Vila Real.

Segundo o mesmo responsável, a marcha lenta partirá da Avenida Diocese de Vila Real (variante da Régua), no concelho duriense e seguirá, pelo menos até Vila Real, podendo-se estender mais, desde que as forças de segurança o permitam.

Entretanto, continuam em curso outras acções de luta contra as portagens, nomeadamente a recolha de assinaturas nos postais que serão entregues ao Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, uma campanha que só em Vila Real já recolheu mais de três mil assinaturas e que hoje voltará à rua, marcando presença na feira de Montalegre.

"Não acredito que o início da cobrança aconteça no dia um de Novembro, como tem sido falado", sublinhou António Serafim.

De recordar que, o processo de introdução de portagens em toda a extensão da A24, que liga Viseu a Chaves, chegou a ser esperado para o último dia 15, no entanto ainda não saiu do papel, alegadamente, devido à falta de entendimento nas negociações entre o Governo e a concessionária da A24, também chamada SCUT Interior Norte.

Segundo relatório final da comissão de negociação para alteração dos contratos de concessão celebrados com as concessionárias das SCUT do Interior Norte, das Beiras Litoral e Alta, da Beira Interior e do Algarve, citado em vários órgãos de comunicação social nacionais, "apesar dos múltiplos esforços efectuados, não foi possível chegar a acordo com a concessionária" da A24.

Até a hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível saber mais informações junto do Governo sobre a data prevista para o início da cobrança das portagens, no entanto, tudo indica que, tendo em conta que não houve um entendimento em relação às compensações financeiras decorrentes da alteração do contrato, o Governo já admitiu publicamente que está a ponderar "levar para tribunal arbitral o diferendo que opõe a Estradas de Portugal à concessionária da SCUT do Interior Norte, a Norscut, e que é controlada pela Sonae Capital, de Belmiro de Azevedo, e pelos franceses da Eiffage".

No entanto, uma fonte oficial da Secretaria de Estado das Obras Públicas já adiantou ao Diário Económico que "avançará unilateralmente com as portagens". "Vamos discutir [a questão] para outro fórum. Ou continuamos a negociar ou vamos para tribunal arbitral e o tribunal decidirá", relatam as declarações publicadas no jornal nacional.

Em causa estará o valor que Governo pretende pagar pela "substituição do actual modelo de pagamento da taxa de disponibilidade", já que, "com a introdução de portagens, os privados querem ser compensados, uma vez que, à partida, o tráfego será menor ao longo do tempo da concessão, que ronda os 30 anos".

Ao longo dos seus 155 quilómetros de extensão, a A24, que abriu ao tráfego automóvel em toda a sua extensão há cerca de quatro anos e meio, já tem instalados um total de 13 pórticos de pagamento electrónico (Zona Industrial de Chaves (quilómetro 8,4), Chaves-EN103 (12,1), EN103 - Vidago (18,3), Vidago-Pedras Salgadas (18,3), Pedras Salgadas-IP3/IC5 (35,1), Vila Pouca de Aguiar-Fortunho (53,9), Vila Real-IP4/A24 (69,2), Portela-Peso da Régua (81,3), Peso da Régua-Valdigem (91,1), Lamego-Bigorne (111,5), Bigorne-Castro Daire Norte (117,5), Castro Daire Leste-Carvalhal (131,9) e Arcas-EN2 (145,3)).

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Acabar com a pouca vergonha
Eu já sabia que nós os do NORTE somos mais tolerante que os outros,mas a paciencia tem limetes de pacienca. Temos todos que pagar , já è altura de acabar com os afilhados. Senhores do Governo olhem para Portugal como sendo só um .
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